terça-feira, 19 de agosto de 2008
dos Mimos
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
* BIZARROS
- Homem é condenado por simular sexo com uma bicicleta
- Empresa lança filtro antipum para usar na cueca
- Gêmeos de 8 anos inventam cueca à prova de puxão
- Spa atrai clientes com massagem feita por cobras em Israel
- Bebê de um ano é intimado por dar calote em 'massagista'
Definitivamente, a sessão "Planeta Bizarro" do portal G1 é a melhor página da internet. http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,6091,00.html
(ou eu sou mesmo muito à toa...)
* COTIDIANO
Ontem, meu carro estava estacionado em frente à academia onde faço fisioterapia na água (não gosto do nome hidroterapia). Na hora de sair, um outro carro fazia uma manobra complicada para entrar na garagem da academia e, vendo aquela confusão, um motoqueiro esperava sua vez pacientemente. O problema: a moto impedia a saída do meu carro.
Mas eu estava realmente zen e esperei na boa, na paz. Até que eu já tinha ligado o som, ajustado o cinto e os retrovisores e resolvi ligar o motor pra dar uma "dica" que eu queria sair.
Eis que o motoqueiro fala: _Oi! Já tá querendo sair?
Eu: _É né... já!
Motoqueiro: _Tá cedo uai...
Eu apenas sorri e saí com o carro.
O cara estava de preto, de óculos escuros e capacete. O que me deixou na dúvida: será que ele me conhecia? Será algum colega de fisioterapia? Ou só um motoqueiro abusadinho?
Até agora não sei se fui seca com um conhecido ou dei moral demais pra um motoqueiro sem noção.
domingo, 10 de agosto de 2008
Causa incerta
Talvez foi fraqueza
Parecia forte e robusta nos primeiros passos
Mas as pernas eram de vidro
Talvez inanição
Com a abrupta interrupção da fonte f'ácil do cotidiano
O que vinha crescendo tropeçou e caiu no chão
Quem sabe foi choque
Quando os sonhos encontraram a realidade
A distância entre eles pareceu infinita
E nenhuma flor me convidava a percorrer o caminho
Minha paixão morreu e me deixou saudades
Não de quem eu queria
Mas da força de querer
Dos sonhos bonitos e das poesias que poderiam ter nascido
Se posso pedir algo
E se posso ser sincera
Queria mesmo esterelizar esse terreno fértil que chamo de coração
Que a última que morre não mais nasça
Eu sei que é bonito acreditar
Até recomendo... aos outros
Mas confesso que estou cansada
Tudo que não vivi só me deixou velha
O pior da morte dessa paixão não é o desperdício de algo puro e bonito
Não é a cegueira de uma parte
Nem a fantasia que se rasgou
É essa conclusão insistente que o bom senso me sopra nos ouvidos:
Foi bom morrer o que nem deveria ter nascido
quarta-feira, 30 de julho de 2008
O Espelho de Ciça
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Multicor
terça-feira, 22 de julho de 2008
Goiânia, 22 de julho de 2008
Eu queria ter tirado uma foto do céu hoje para te mandar, mas na última hora acabei não colocando a câmera na bolsa. Você uma vez comentou que, no Brasil, não se via céu como se vê na Europa: de um azul límpido e uniforme, que fica lindo nas fotos. Mas só hoje reparei que nesses tempos que a secura assola o Cerrado, o céu é igualzinho ao cenário europeu.
Saudades daí. Saudades dos dias em que tudo era encantamento e novidade. Dos dias que eu me perdia e ficava feliz com as novas descobertas dos caminhos inusitados. Saudade de querer ir mais longe para ver mais, para viver mais. Por que por aqui eu só gosto dos atalhos? Em casa, perco o gosto por longas caminhadas. Caminhos conhecidos ficam menos interessantes. Sei que é injusto, mas é assim ou, pelo menos, tem sido assim.
Saudades de você. Do seu jeito direto de me mostrar que eu tô fazendo drama com coisas à toa e esquecendo os dramas reais. Você faz falta nos dias que eu só quero reclamar que a vida tá foda e pronto. Reclamar um pouco e rir muito de qualquer coisa absurda que aparecer. Saudade das guloseimas sem culpa que você me convida pra comer. De cantarolar Muse como se fosse a coisa mais normal do mundo. Dos refrões de músicas desconhecidas que você sempre prega na minha cabeça. Do narguile, seja lá como se pronuncia isso. Saudade, saudade e pronto. Você sempre faz falta por aqui.
Já peço desculpas antecipadas por tornar essa carta pública. Aproveitei a inspiração que o céu me deu para te escrever e para alimentar essa insistente mania de ter um blog. Usei essa fonte cursiva (e nem sei se a configuração vai se manter) pra dar ao email/post o clima de carta. É mais difícil de ler, mas é mais poético.
Agora tenho que justificar (um pouco) o meu (pouco) salário e trabalhar (mas só um pouco). A última comunidade que entrei no orkut foi "Poupo-me", e ela serve principalmente para o trabalho. Deixo para me gastar com intensidade nas viagens, encontros com amigos, músicas dançantes, shows enlouquecedores, camas elásticas, trilhas ecológicas, cachoeiras geladas e tantas outras coisas mais interessantes que o expediente obrigatório de quem bate ponto. Por hora, vou fazendo o necessário.
Beijos pra você!
Saudades mil
Agatha
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Narinha
segunda-feira, 23 de junho de 2008
O melhor item adicional do seu carro pode ser seu filho
quinta-feira, 19 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Lançamento de Salsichas
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Mais seis dias de junho
Se eu quebrasse a perna, tenho certeza de pelo menos dez pessoas que me dariam socorro sem pestanejar. Se eu realmente precisar de dinheiro, alguns se esforçariam e raspariam o cofrinho pra me ajudar. Se eu estiver à beira da morte, que Deus me livre por agora, sei que muita gente estaria no leito chorando e me pedindo pra não ir. O caso não é tanto drama. Nada grave aconteceu.
E mesmo nas pequenas coisas, eu tenho muita ajuda, sempre. Sou muito amada. Minha família me ama. Meus amigos. Até gente que não me conhece direito gosta de mim por motivos que nem sei. E não que eu deixe de ser feliz ou agradecida por tudo isso, mas tem dias que isso não basta.
Eu quero alguém pra mim.
Não precisa mudar de cidade por minha causa. Não precisa mudar de vida, revolucionar o mundo, pintar o cabelo, falar mais baixo. Só quero uma pessoa que se dedique um pouco a mim, que me dê atenção e um pouco de carinho. Só isso.
Porque eu to carente e essa maldita data comercial que se aproxima me faz pensar demais nisso. Faz eu me sentir mal sozinha. Talvez isso ataque 10 entre 10 solteiros do mundo, mas não quero ser compreensiva com os outros que sofrem do mesmo mal, hoje não.
De tudo que eu sempre desejei na vida, essa é realmente a única coisa que nunca tive. Por mais que já teve (e tem, ainda bem) gente querendo me comer, nunca tive ninguém pra mim.
E o mistério insondável do meu universo é: Por que?
Por que eu não tenho alguém comigo? O que faço de tão errado? Se eu sou até bonita, inteligente, limpinha, cheirosa, depilação em dia, inteligente, culta, bem humorada, condições psicológicas normais na loucura desse mundo, tenho um emprego fixo, danço bem, tenho bunda grande... Já sei, já sei, vão dizer que são qualidades demais para uma pessoa só. Os homens se assustam com uma mulher como eu (BU!). Bem, não é isso. Não sou a melhor nem a pior mulher do mundo.
Andei mais calma e tranqüila esses meses (talvez tenha mais de um ano), me convencendo que tudo tem sua hora e não há nada de errado comigo. Mas toda vez que eu me interesso por alguém (e piro, pra variar) e a coisa parece não fluir em instantes (ta, eu sou ansiosa), me revolto com essa condição social/do momento/ do destino/ de merda.
Fico perguntando pros meus amigos se estou louca ou estou mesmo recendo sinais de que ele ta me querendo. Dessa vez, todo mundo concordou que sim, as atitudes dele são, no mínimo, suspeitas. Não vou citar por medo dele ler isso aqui por algum acaso da vida (e era disso que eu não estava falando no último post). Não quero que ele saiba que causa tamanha comoção (caso ele não tenha notado minhas mãos suando quando estou perto dele).
Droga, já estou falando sem parar nele de novo!
Enfim... nem gosto muito de falar nisso, mas hoje deu vontade. E como disse a Cacau, falar cura. Mas ainda não tenho mesmo a menor idéia do que fazer pra resgatar minha paciência e serenidade ou, melhor seria, mudar minha vida sentimental. Já fiz tantas apostas... mas agora só queria alguém que apostasse um pouco em mim.
domingo, 25 de maio de 2008
De repente é assim: ao invés da vista feia das garagens eu vejo o mundo da minha janela. Morar no 2º andar nunca me impediu de ter ótimos momentos contemplativos. Por isso eu queria fumar, pra justificar o ato de ficar parada vendo o mundo seguir seu rumo. Mas levei em conta o amor aos meus pulmões e assumi a cara de boba. Tô só olhando, e daí?!
É como de faltasse ar no meu quarto e a janela me aliviasse a sensação. Não dá pra ver o sol se pondo, mas posso ver o céu mudando de cor. Posso ver os pássaros e suas coreografias. Posso alcançar com a vista lugares que tenho preguiça de ir a pé. Tudo tão simples. O mundo parece tão organizado assim... De todos os poderes dos super heróis, eu quero poder voar. Mas aí terei que ficar invisível pra não causar espanto e inveja. Talvez me concedam os dois poderes, eles devem ser pessoas bem legais.
Hoje, uma visão me trouxe de volta dos meus devaneios: uma moça em uma janela distante. Não consegui identificar mais detalhes que o tom claro de sua blusa, não sei se era menina ou mulher. Mas vi que ela tinha passado da cortina pra olhar a vista. E estava ali, olhando o tempo como eu. Ela ficou pouco, mas sua presença me foi imensamente valiosa. Entre tantas janelas, entre o céu que mudava, entre o vento a me fazer carinho no rosto, foi aquela menina que quebrou minha solidão. Não estou nem nunca estarei sozinha nesse mundo. Muito obrigada!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Confessionário

Em um dos dias mais clichês do ano, o tal do Dia das Mães, eu acabei sem dar o presente que pensei e ela desistiu do café da manhã que ofereci. Mas gostaria mesmo de dizer que um dos meus maiores desejos de vida é ser mãe, e espero ter a mesma capacidade de amor incondicional, dedicação, esforço e carinho que minha mãe tem. Tenho muito orgulho de ser filha de quem sou e, mais que isso, sorte de ter uma mãe exatamente assim.
Te amo demais!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
do Mirar
terça-feira, 22 de abril de 2008

Escolhi tanta roupa bonita que nem usei. Outras, usei mais do que planejava. Tracei roteiros e fui por outros. Pensei em pessoas e encontrei outras. As horas se arrastaram e, é claro, correram no final. Perdi muito tempo e nem deu tempo de fazer o que pensei. Fiquei triste e alegre, pra depois concluir que estou feliz por ter ido. Essa é a história de uma viagem recente, mas pode ser de uma vida inteira. Porque altos e baixos, surpresas e decepções, erros e acertos só me parecem a descrição do que é a vida, com a ressalva de que sempre vai valer a pena.
sábado, 19 de abril de 2008

Acho que todo mundo, mesmo que nao confesse, tem um pouco de medo e desejo de se tornar como os pais. Eu, pelo menos, sempre tive. Os acertos viram modelos, mas alguns erros me fizeram temer: será que eu vou ser assim? Como se fosse algo obrigatório, uma metamorfose da qual eu náo poderia escapar por ser filha de quem sou.
Hoje, adulta e vacinada, posso me perdoar por náo ter herdado as super qualidades e posso me parabenizar por vencer o determinismo dos genes e náo, náo ser igual. Ufa!
terça-feira, 8 de abril de 2008
Tem dias que eu me sinto rasa, não tenho nada a dizer. Nem escrevo aqui. Não é falta de inspiração, é só... vazio, seco. E me preocupo um pouco, mas nem tanto. Sei que essa tal "expressão da alma" é algo inevitável pra quem tem. Uma hora ou outra vem. E no meu caso, vem como uma avalanche, como se fazer isso fosse a coisa mais importante do mundo. E é. Toda forma de expressão verdadeira que eu encontro é a maneira mais clara de me sentir viva, vibrante. Pode ser um belo texto, uma idéia, a nova disposição dos móveis, um conselho bem dado, um afago, o suheil na ponta do pé (ok, é um passo da dança do ventre).
E foi por isso que parei o carro em locais não apropriados hoje, sozinha e com uma máquina digital nas mãos. Não sei se era muito indicado. Mas eu não podia perder esse pôr do sol.
ps: recomendo clicar ali no link da legenda da foto.
quarta-feira, 2 de abril de 2008

Peço perdão aos outros, mas hoje o dia é meu. Nem aniversário nem mudança de vida. Um dia comum, como outro qualquer, que eu peguei pra ser meu. Hoje eu não vou me importar com a quantidade de água que eu preciso pra fazer aquela massagem esfoliante deliciosa. Não quero saber mais detalhes daquele caso sórdido de uma criança morta. Também não vou me preocupar se estou sendo injusta em bater o pé e me recusar a fazer isso ou aquilo. Hoje não, dá licença.
Declaro que hoje é o dia de amor a mim. Cuidado a mim. Mais que todos os outros. Dei sorte! O pessoal aqui de casa soube antes de mim que o dia é meu e me deixaram espaço. Música alta. Sapatos jogados. Incenso e perfume sem alergias.
Mesmo com a obrigação de passar um pouco do meu dia com os outros, não darei a mínima chance. O mau humor de um e outro é problema deles. O trânsito caótico, as cotações do mercado, a burocracia e atraso da sociedade podem me afetar, mas nunca me atingir. Porque passarei flutuando sobre o cotidiano cinza que o mundo insiste em instituir. Com minhas cores e flores, vou viver esse dia sem a obrigação de ser paciente com quem encontra motivo pra só reclamar e nunca fica admirado com aquela nuvem no céu.
E quem sabe, no fim do dia, eu esteja um pouco mais perto de descobrir como se faz para acordar todos os dias com essa facilidade em ser feliz.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Notas Rápidas
* Acho um absurdo álbuns e scraps do orkut bloqueados. Afinal, muito mais interessantes que os bobos que a Globo escolhe, o orkut serve pra gente dar uma "espiadinha" nos nossos amigos, amores e paqueras. Quem não quer ter sua vida "invadida", não faça orkut, ora mais!
Sempre gostei do orkut por ser um hall dos exibicionistas assumidos, aí vem essa onda de "respeito e privacidade"?! Não, não concordo!
Eu tenho orkut porque gosto de aparecer, sim senhor! Mentira de quem disser o contrário, todo mundo quer ser visto, ser lido, ser desejado, por que não? O orkut é um belo portfolio, um cartão de visitas que pode te abrir portas. Claro que sempre vão aparecer uns malas sem alça, mas é o preço que se paga pela fama.
* Juntem-se à minha corrente de orações para a Globo desistir de fazer Big Brothers e investir em séries fantásticas como "Queridos Amigos". Hoje estou caindo de sono, mas não posso perder um dos últimos capítulos da última semana!
terça-feira, 25 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Do que alaga
quinta-feira, 6 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
Só lá em casa...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
A explicação que Newton não deu
Aquele elogio que você fez pode ter deixado sua amiga neurótica tentando alcançar a perfeição e aquele fora monumental no chato feiosão deu o estímulo necessário pra ele querer provar seu valor. Hoje ele tá super feliz com uma pessoa muito mais legal e bonita que você.
Você nunca vai saber se fulano e fulana se apaixonaram naquele jantar romântico ou depois daquele tropeção no tapete de uma festa chique. Quem de nós não estranha, vez ou outra, um inesperado tratamento super simpático ou aquela grosseria vinda do além?
Top 5 - Coisas que não me arrependi de gastar dinheiro
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Estou cansada dos meus problemas e até hoje não sei como resolvê-los. Claro, na teoria a solução pra tudo é bem simples, mas eu me perco na prática, me embaralho dos fios da minha mente e sei lá por onde me perco. No fim, nada se resolve e continuo atolada no mesmo lugar, na mesma poça d'água que criei pra me afogar. Ninguém é culpado, não há vilões, a vida não é cruel. E já que é assim, não tenho direito a gritar por ajuda. Mas juro que sozinha eu não consigo mais.
Mais uma segunda-feira está pra começar e eu só me sinto cansada.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
O DIA QUE ELA ADMITIU 2*

No telefone: _Oi Lu! É o Cris!
_Oi. (seca)
Pausa pensativa dele (o que será que aconteceu dessa vez?).
_Escuta, o pessoal marcou de ir lá no Arpoador. Tá afim?
_Que hora?
_Fim da tarde.
_Fazer o que?
(putz, ela tá muito chata hoje)
_Ver o pôr do sol, conversar... essas coisas.
_Humn, vou não.
_Por que?
_Porque a Ludmila está com trinta e dois anos, Cristiano. Ela já cansou de ver o sol se pôr e nem tem mais idade pra ter "turma" (esse turma bem irônica).
_Ué, você adorava há uns anos atrás.
_ Há sete anos eu adorava mesmo. Mas ia lá só pra te beijar.
_O que?! (engasgo)
Suspiro. Ela, na verdade, está tão desiludida com a vida que até confessou um segredo de anos. Ia só pra beija-lo, mas só acontecia de vez em quando e ele nunca levou a sério. Ela acabou se casando com outro cara que nem gostava tanto e se acostumou a ser só amiga do Cristiano. Com os anos, se afastou da turma, mas continuou falando com ele de vez em quando. Há seis meses, ele está mais presente tentando ajuda-la a superar o fim do casamento.
Quebrando o silêncio, ele falou: _Escuta, aí do teu prédio dá pra ver o pôr do sol, não dá?
_Subornando o porteiro pela chave da casa de máquinas do elevador, dá sim.
_Então eu vou aí ver o pôr do sol do seu jeito, tá?
E ela se lembrou que sabia sorrir sem doer.
* O número 2 é porque eu já usei esse título num outro texto ainda não publicado.
* Ilustração chumbrega by me, modelo by me e foto by Ana Paula.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Vou casar com o André
Mudando de assunto...
Cheguei de Recife ontem (domingo) e tava super cansada. Foi impossível sair do sofá pra telefonar ou mandar emails/scraps pra alguém, ainda mais que porque na estava passando "Um Lugar Chamado Notting Hill", que eu nunca canso de ver. Hoje devo voltar à vida real e prometo tornar o processo de readaptação um pouco menos lento que o usual (e isso pq passei uma semana fora, imagine um mês...). Ah, e a viagem pra Recife/Olinda foi boa demais!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Habib
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Ele chegou e disse enérgico: É hoje. Já pensei em tudo.
_O quê? Hoje!?
_É.
_Mas... você pensou bem?
_Pensei em tudo.
_Mesmo?
_Em tudo, cara! Pensei em tudo! Não há nada que possa acontecer que eu não tenha pensado.
_Se der errado?
O resoluto sorriu desdenhoso. _Ora, meu caro, pode dar errado, pode dar certo. Não me importa mais. Qualquer coisa que acontecer eu já pensei, e nada poderá me surpreender.
Impressionado com tamanha certeza, o amigo deu de ombros. _Que seja!
Pouco mais tarde, ele chegou e disse de uma vez:
_Mariana, estou apaixonado por você.
E ela não fez cara de surpresa ou espanto, não achou ruim, não fez cara de quem já sabia, não achou estranho, não pôs a mão no coração e achou lindo, não disse oh, não me diga, não saiu correndo, não disse que já tinha outro, vamos ser amigos e nem caiu em seus braços dizendo que seria sua pra sempre. Ela sorriu.
Sorriu!
De uma maneira tão nova, tão pura e bela que fez as pernas dele tremerem.
Sem saber o que dizia, ele falou: _Na verdade, eu te amo.
E isso ele não tinha pensado.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Não sei se essa expressão existe fora de Goiás. Por aqui, costuma-se falar que um local deve ter uma cabeça de burro enterrada quando ele, de alguma forma, dá errado. Seja em diversas falências comerciais, seja pela vida de quem mora lá ou qualquer outra zica. Pode-se culpar a tal cabeça de burro por tudo que é ruim por ali.
Há anos morando no Setor Oeste, passo sempre em frente ao condomínio Porto Ferrara, na mesma rua onde moro. Esse prédio foi um dos muitos edifícios que ficaram inacabados na massa falida da Encol, aquela construtora que foi a maior da América Latina e deixou milhares de pessoas na rua da amargura, literalmente. O Porto Ferrara passou anos com as obras paradas. Os compradores esperaram em vão por uma solução da Justiça. Perderam muito dinheiro, já que o apartamento é de luxo, e quase perderam a esperança e paciência. Por fim, os já lesados cidadãos desenbolsaram mais uma fortuna para terminar a obra do prédio, que andou devargazinho, mas foi concluída.
Passando sempre pelo local, notei que a ocupação foi tímida, mas, por fim, o prédio parecia ter entrado nos eixos e deixado o passado amargurado pra trás. Mas esqueceram da cabeça de burro por ali.
Infelizmente, 2008 começou de uma forma muito triste no Porto Ferrara. Na noite de 04 de janeiro, uma criança de apenas 3 anos morreu ao cair do 12º andar do edifício. Parece que foi uma simples olhada curiosa na varanda do apartamento que causou a tragédia. Não sei como os moradores reagiram, não passei por lá no dia do acidente. Acompanhei a notícia pelos jornais e não me interessei em repercurtir o caso na tv. Não tinha muito mais o que falar. Uma criança cair de uma varanda é realmente muito triste.
A história ficou na minha cabeça e hoje pensei na cabeça de burro. Vasculhem as fundações, deve ter alguma coisa. Um prédio que deveria ser celebrado pela sua ótima localização e pelo maravilhoso apartamento de luxo não deveria ter tanta tristeza reunida em sua breve história.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Post chato de uma doninha de casa
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Por que o leão é considerado o rei dos animais?
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Lá de lá
Minha irmã mais nova, querida Faena, tornou-se uma arquiteta. Meu primo tá se formando em Fortaleza. Minha prima vai casar. Outros dias ficaria triste por estar tão longe, mas hoje tenho certeza que sobreviveremos a distância e nossas vidas não se perderão umas das outras. Temos o orkut, temos as fofocas de família, temos as voltas que o mundo há de dar. O tempo certo vem.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Ele simplesmente não está a fim de você

"Doeu? É para doer mesmo. Foi forte demais? A intenção era essa."
Nunca li esse livro. Não sei se é bom, não tenho a intenção de comprá-lo. Mas sua capa me ensinou muito (vejam que desastre de marketing, o consumidor aprende ao ler a capa e não compra o produto!). Toda vez que me interesso por um carinha, fico armando mil estratégias pra encontrá-lo, traduzo os sinais (dos mínimos aos óbvios) como provas do interesse dele, me encho de esperança e... bem, na maioria das vezes, nada acontece. O "Sr. Fulano Bola da Vez" simplesmente não faz nada, ou continua fazendo pequenas gracinhas, sem o tal passo "a mais".
Para as moralistas de plantão que me conhecem, afirmo que o "Sr. Fulano Bola da Vez" não é aquele que faz-gracinhas-mas-tem-namorada. E também não vou dizer quem é porque não há nada pra dizer. Hoje, a frase título desse post caiu como uma luva para responder a falta de notícias dele. E, é claro, como percebi isso, eu o odeio.
Ok, odiar é forte demais. Eu não o odeio e nem me odeio por ter me interessado por ele. Mas o desperdício de energia, tempo e pensamentos é algo a se lamentar. Se eu pudesse pedir algo ao cosmos, pediria pra só me interessar por sujeitos que valessem a pena. Tá... sei que é demais. Mas queria mesmo não me interessar pelo primeiro que me trata bem e me dá um quê de atenção especial. Eu, que sou uma mulher razoavelmente inteligente, não entendo como posso sempre entender tudo errado. Então aquele abraço não significou nada? Aquelas perguntas sobre um assunto que só eu gosto, aquele sorriso ao me ver, aquele aperto brincalhão, as especulações sobre o que se passa no meu coração... Tudo era nada? Não consigo entender.
Será que interesse mútuo é algo raro demais pra acontecer comigo? Quais sinais realmente indicam que ele "tá querendo"? Como separar uma brincadeira inocente de um comentário com segundas intenções? Juro que trocaria algumas de minhas habilidades (são muitas) para entender um pouquinho mais desse assunto. Estar sempre perdida nessa área é realmente cansativo e o pior: nada produtivo.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Por esses dias...
domingo, 28 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Acordo
Mas era impossível não ver que Nara estava triste. Subir de novo naquele elevador era doído demais, e não fazia idéia de como seria ir até o sétimo andar, parar em frente ao 704 sem chave e tocar a campainha. Lembrou-se do dia em que ele lhe deu a cópia da chave, lembrava de ter entrado ali nos braços dele, das sacolas semanais de supermercado, da reforma interminável, dos jantares românticos, lembrava de tudo.
Parou à porta e pensou em descer correndo as escadas, mas respirou fundo e tocou a campainha. Nada. Tocou a segunda vez desejando ardentemente que nada continuasse, mas ele veio correndo e abriu a porta de toalhas. Ficou surpreso ao vê-la. "Você?", a expressão de total desentendimento era pior que uma surpresa desagradável.
_Você esqueceu?
_Ah, desculpe Nara, a gente tinha marcado?
Aquilo doeu mais que a separação. Marcaram há uma semana o encontro para assinar os últimos papéis que diziam deles marido e mulher. Ela passou a semana se preparando para isso, duas sessões de terapia, conversas de apoio com os amigos, artigos de revista e até um programa de tv que achou encorajador. E ele esqueceu.
Falando muito baixo para não demonstrar a confiança desmoronando, ela disse muito baixo: _Os papéis.
Ele bateu na testa e pediu mil desculpas: Entre, entre.
Sentou como visita naquele sofá que ela comprara enquanto ele se apressou para vestir uma roupa. Devia estar entrando no chuveiro quando ela chegou, pois estava suado e com o cabelo em rebeldia.
Voltou pouco depois com uma bermuda e camisa amassada. Sempre tão desorganizado, como estaria se virando sozinho? Olhou ao redor e viu que a sala estava impecavelmente arrumada. Tinha um cheiro bom. Seus objetos estavam nos mesmos lugares. A decoração era exatamente a mesma e Nara imaginou que ele sempre gostou mesmo daquilo tudo e por que desmancharia uma sala tão bonita? Devia servir para encantar as mulheres que ele levava para lá. Seu apartamento virou um matadouro. Vacas, piranhas, cachorras... as imaginava entrando ali e aceitando um drinque. Ele falava qualquer coisa que ela não estava ouvindo, separando os papéis de uma pilha... a rescisão de contrato com o banco, a transferência do carro que ficara para ela, o acordo sobre o apartamento, algumas correspondências sem importância, um financiamento de uma chácara que ela agora iria assumir... enfim, o fim.
Ele juntou a pilha e colocou na mesinha na frente dela. Saiu para buscar uma caneta, ainda tão desconcertado com a presença dela ali que não achava nada com facilidade. Ela perguntou, tentando ser casual:
_Não está trabalhando hoje?
Ele ficou ainda mais perdido. _Me atrasei agora à tarde, daqui a pouco vou lá.
Ela nem se perguntou o motivo do atraso dele, estava mais ocupada em sofrer no momento.
Quando finalmente tinha a caneta e Nara se preparava para assinar os papéis, ouve uma voz lá de dentro: _Amor, viu meu celular?
E uma jovem estonteante entra pela sala seminua e ainda suada. Pior que o choque de ver o motivo de um atraso para o trabalho foi ver a intimidade que ela tinha na casa. Procurava nas gavetas e por cima da mesa, quando entrou na sala, viu Nara e fez aquela cara de "Ué?". Marco Aurélio perdeu a cor. A moçoila pediu perdão, que não sabia que ele tinha visitas, que voltaria ao quarto, com licença, até logo, tchau.
Nara estava estática. Teve medo de começar a chorar, mas não precisou se controlar. Era um baque surdo que atingia seu estômago e a deixou paralisada. Levantou devagar e andou pelo ambiente. Não tinha notado os porta-retratos com o novo casal. Foi à cozinha e a comida era toda light diet naturella. Dela. Um batom jogado, uma bolsa ao acaso. Ela morava ali.
_Me desculpe, Nara, eu não queria que você tivesse visto isso. Não queria magoar você, poderia ter sido mais sutil.
Ela escorregou numa cadeira e falou: Tudo bem.
Ele se apressou: _Toma uma água, vai te acalmar, me desculpe.
Deu a ela o copo gelado e correu ao quarto, não para brigar pela inconveniência, mas para falar desculpa amorzinho, pensei que fosse ser mais rápido, te deixei esperando, beijinho, beijinho, já volto, te amodoro princesinha.
Encontrou Nara de pé no meio da sala de estar. Tinha uma faca na mão.
_Calma, Nara! O que é isso! Você não vai fazer nenhuma loucura, não é?
Ela indicou com a faca uma poltrona: Senta aí.
Trêmulo, ele obedeceu.
Ela pegou um objeto na estante. Caro, refinado, de bom gosto.
_Eu comprei isso aqui.
E pá, no chão. Ele tremeu e falou: Narinha, o que é isso?
_Narinha é sua avó e você vai ficar calado.
Pegou outro objeto e de novo pá. Pá pá pá pá pá. A estante inteira.
Ele quis correr, mas teve medo.
_Você deu uma desculpa esfarrapada de crise existencial pra acabar um casamento de oito anos e tem uma vagabunda da minha casa? Desfrutando da decoração que eu fiz? Do conforto do meu lar?
E destruiu a sala numa velocidade assustadora, quase ninja. Marco Aurélio correu pra acalmar seu benzinho assustado e pensaram em ligar para a polícia, mas ela tinha cortado o fio do telefone. O porteiro, mas o fio do interfone também.
O celular dele estava mais perto de Nara, era muito arriscado. O dela ela não achou.
Nara encarou o casal e mandou: Sentem aqui e fiquem quietos. Suas vidas não correm perigo.
Em pânico, obedeceram.
Correu o resto do apartamento e quebrou tudo o que pode lembrar que ela mesma comprou, os pratos que lavou durante anos, a panela de fazer a farofinha do maridinho virou aço inox pela janela! Quebrou tudo que ela tinha posto ali para decorar e ser útil ao lar feliz que achava ter construído.
Deixou o resto porque estava mesmo velho, e ela não queria mais os lençóis que dormiram abraçadinhos e não queria mais nada além do dinheiro dele. Uma viagem, uma lipo, um amante. Ele ia pagar tudo, jurou.
Voltou à sala ele estava explicando para o 190 o que estava acontecendo. Ela pegou o celular dele e jogou pela janela. Ainda viu de relance que a foto na tela era dos dois juntinhos.
_Escute aqui, imbecil: eu não assino papel nenhum e você agora fala com meu advogado. Prepare o bolso. Quero até o último centavo.
Saiu batendo a porta e teve uma crise de riso no elevador. Foda-se a terapia, foda-se o consolo dos bons amigos. Ela agora era vingança, ganância e sede de viver. Isso merecia um Bloody Mary. Libertador.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Reflexão
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Segunda-feira
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Primavera
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Resumo
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Sobre a escopeta

Ontem fui contar pro Fafá sobre minha sonhada escopeta (post anterior) e ele falou que eu não ia conseguir manuseá-la. Eu disse que treinava, mas ele respondeu que os puliças do Rio treinam e, mesmo assim, não conseguem. Acho que a força do tiro deve me jogar pra trás, se é que eu consigo disparar o tal tiro. Acho que vou ter que trocar de arma (ou estratégia) em busca da paz no trânsito...
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Paz no Trânsito
Irritada com várias barbeiragens dos outros e um engarrafamento enorme no caminho de casa para o trabalho, cheguei à conclusão acima. Sim, eu sei que a cidade cresce desordenadamente, que nunca se vendeu tanto carro zero como atualmente, que o transporte público é uma merda, que as regras do trânsito são complicados, que somos muitos e as vias de acesso são poucas etc etc etc, mas... puta que pariu! Tudo seria menos caótico com o mínimo de bom senso e/ou habilidade de dirigir. Até hoje me pergunto se as pessoas dirigem mal por desleixo, falta de conhecimento ou pura sacanagem. Em muitos casos, tenho certeza, é sacanagem.
Quando eu tiver mais dinheiro, não pretendo trocar de carro imediatamente. Vou comprar uma escopeta para a paz. Um cara me fecha?! Estouro o pneu de trás. Um louco andando a 200 km/h perto de escolas? Os dois pneus. Playboy na Landhover (como se escreve essa p.?) que passa com som estourado disparando os alarmes dos carros estacionados? Quatro pneus, aí espero ele descer do carro e estouro o carro todo (pois é, sem mais mortes no trânsito, por favor!). Além de fazer um favor para a cidade, tenho certeza que estarei bem mais perto de atingir a tão sonhada paz interior.



















