segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Das Horas

Eis que meu coração dispara às 13h14. Mais uma promessa, mais um lampejo da vibração que eu não posso resistir. Mas eis também o meu maior desafio: saber esperar. Se tudo der certo, não é pra agora, não é pra já. Se der errado é nunca, e isso é ainda pior que tudo. Nas horas do dia, só uma me acalma. A de pisar com força no chão, mesmo não podendo. A de contrariar a prudência e forçar o fôlego. Aquele suor denso que me suja, aquele é o meu prêmio. São os males que jogo fora, pra bem longe do meu corpo. É o peso que eu finalmente não quero mais carregar.

E é só depois, cansada, satisfeita e de missão cumprida, que posso olhar ver na vida um compasso paciente e sábio. Sei que tudo tem sua hora, mas eu ainda preciso correr.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Saiu


Mudar requer um esforço sério e constante, mas também há mudanças que eu nem sei que estão acontecendo e, de repente, eu mudei. Num calor alucinante em Goiânia, vesti ontem uma saia que era quase um uniforme. Nem sei quanto tempo fiquei sem usar, talvez uns seis meses. Faltou uma blusa pra combinar, estava mais cheinha, não era apropriada pro novo local de trabalho, enfim... fui deixando de canto. E ontem, apesar da saia servir perfeitamente, de estar calor, de ter blusa, de estar tudo certo, alguma coisa ali já não combinava mais comigo. Não era a moda, não o manequim. Ainda não sei o que é, mas a saia vai pra doação.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ondina

Eu tinha um monte de coisas pra escrever aqui, mas entrei no mar e Iemanjá ficou com todas as idéias. Me desculpem a ausência, levei a sério o conceito de férias. Não tenho feito um monte de coisas que chamo de minhas, e tem horas de me surpreendo andando de biquini como se briga com espelho não fosse uma coisa desse universo meu.

É uma delícia estar de férias, principalmente de mim mesma. Tenho me permitido mais, preocupado menos, pensado mais, apreciado bem mais. E por que não sou assim sempre? Bem, acho que ter o mar por perto realmente ajuda. Aí vem um plano de morar numa cidade com praia. E ando aproveitando bem muito, bem do jeito que gosto essas férias, pra essa sensação de bem estar e agradecimento à beleza do mundo se apoderar de vez de mim e viajar comigo pro Centro Oeste e pra onde mais eu for.

Pequenas observações sobre Pernambuco:

* Deus quem fez o Bolo de rolo, uma delícia regional;
* As rádios aqui não conseguem tocar duas músicas boas em sequência. As boas estão espalhadas pelas estações em horas bem diferentes, o que te faz procurar outra sintonia a cada 3 minutos e ouvir apenas trechos de músicas bacanas.
* O povo é muito simpático, pelo menos todo mundo que conheci por aqui.
* O sotaque é completamente contagiante. Não faço mais idéia do que é falar goianês. Virei gêmea de voz da minha prima. E tô achando lindo, visse?
* Ah, e esse erro de conjugação acaba ficando bem simpático com esse sotaque. Tu fosse? Voltasse que horas? Já jantasse? Delícia.
* Apesar da malemolência esperada de nordestinos, o povo aqui fala rápido e anda rápido. Tão com pressa, é? Danou-se!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Presentes

Querido Papai Noel,

O senhor atua apenas no Natal? É que eu comecei a fazer uma lista de desejos e vi que é impossível ganhar tudo até o Natal. Alguns estou quase ganhando, outros demandam planejamento e esforço. Meus pedidos são para todo o ano de 2010. Caso o senhor não atenda fora da época natalina, favor encaminhar minha cartinha às autoridades competentes.

Obrigada e Feliz Natal para o senhor também. Alguém teve a delicadeza de lhe desejar? Pois eu desejo, viu como sou legal?



1) Um namorado
Pois é, esse é clichê, mas é bem verdadeiro meu desejo de ter um homi pra chamar de namorado. Considerando o imenso fracasso sentimental desse ano de 2009 (não vamos falar dos meus outros quase 30 anos por agora, ok?), acho que mereço, né? Sou uma boa moça, pago minhas contas (com algum atraso, mas pago), trato bem a maioria das pessoas e só destrato quem merece, cuido bem da Belinha, amo minha família, amo meus amigos, assisto a bons filmes, leio bons livros, faço uma dança sensual, cuido do cabelo, passo creminho na pele... O senhor há de ver o meu esforço, hein?! Mereço mesmo um bom namorado.

2) Um bom lugar pra morar
Esse item tá fácil. É só o contrato que eu tô negociando dar certo, ok? Fizemos quase tudo, falta só o toque final.

3) Dinheiro
É, Papai Noel, eu sei que esse é um item complicado. Mas juro que estou correndo atrás. O senhor pode providenciar pra mim uma comissão para dar uma sustância ao meu salário, ou mais projetos bem pagos como (obrigada, Meu Deus!) tem aparecido, ou novos rumos empregatícios, uma iluminação pra eu prestar um concurso, uma Mega Sena (que acumulou ontem, quarta eu jogo, combinado?). São muitas maneiras legais e honestas de fazer mais dinheiro chegar na minha mão, pode escolher. Com mais dinheiro, pode deixar que eu cuido do item 2 e 4.

4) Uma viagem internacional
Eu tentei, mas não consegui criar a tradição pessoal de viajar pra fora do país todo ano. Foram dois sim e dois não. Agora podemos voltar ao ano sim em 2010, né? Sugestão: Portugal, EUA, Chile, Peru... mas estou aberta a propostas.

5) Mais viagens por Goiás e Brasil
É que eu realmente adoro viajar. E tem muito lugar pra conhecer e outros pra matar saudades.

6) Beatles Rock Band
Como o jogo não roda no videogame que tenho disponível, esse vai ter que vir com um novo video game. Prometo fazer valer a pena!

7) Mais Melissas
Sou doida por essas coisinhas de plástico!

8) Um joelho saudável
Ah, Papai Noel, eu sei que isso depende do meu esforço em malhar, fortalecer, alongar... Mas o senhor não pode me dar um joelho novo? Aí eu poderia fazer tudo que acho divertido como exercício (Jump, chutar sacos de pancada, correr, dançar...) e usar os saltos que tanto amo.

9) Roupas Novas
Que valorizem minha cintura.

10) Força
Ok, sei que é uma coisa meio genérica. Mas é que tem muita coisa que eu quero e sei que EU tenho que ir atrás. Equilíbrio, paz, felicidade, emagrecer, achar um rumo na vida, realização profissional, aproveitar meus talentos, resolver os meus conflitos e um monte de outras coisas. Nesse campo de autoconhecimento, acho que evoluí bastante em 2009 e vou continuar nessa busca em 2010. O que preciso mesmo é de força nesse caminho que é árduo, mas tem valido muito a pena.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Se um dia existir justiça social, terapia será declarada utilidade pública e alguns terapeutas ganharão títulos de benfeitores sociais. Eu e as pessoas que participam do meu pequeno cosmo poderão comprovar isso, sim, sim. Ontem tive uma aula de objetividade muito boa. Bem difícil, é verdade. Mas ótima. A tarefa agora é aplicar na vida real.

Também na lista dos benfeitores está o Diamante Negro. Ontem comprei um pequenininho por um real, acho que valia R$ 10. E como era muito pequeno, não tinha culpa entre os ingredientes.

*
E mais um capítulo de Agatha e a Implicância com o Mundo...

Gente, quem pensou nessa promoção da Garoto? Você ganha uma viajem pra Nova Iorque pra... pra... ver um show do Roberto Carlos!!! Meu Deus! Fiquei até com medo de concorrer, ganhar e ser obrigada a ir no show.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Caso seja um caso de nunca, não nessa vida, não pra mim, eu sei que vou agüentar. Vou levar para a maturidade plena e velhice esse olhar meio triste, meio perdido, de todos os momentos que não foram, das pessoas que não amei, das palavras que não disse e das idéias românticas que nunca realizei. E continuarei sendo semi feliz.

sábado, 28 de novembro de 2009

Fáilte agatha!!
Agora você sabe como dizer "Oi" em irlandês!

O Flickr não é um amor?!
Minhas fotos lá: http://www.flickr.com/photos/agatha/

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O pop das Sereias



Pra quem não tem cultura, ta aí a prova. Sim, tem sereias na história do Peter Pan. E é por isso que hoje à noite estarei lá, de roupa prata e flor no cabelo dançando no espetáculo "Peter Pan e Michael Jackson na Terra do Nunca".

Michael?! Pois é, essa parte eu não sei explicar. A escola achou oportuno homenagear o astro pop dentro de um espetáculo do Peter Pan. Ok, quem sou eu pra discutir?! O espetáculo de hoje a noite mistura ballet, jazz, dança do ventre, street dance etc. Uma confusão divertidíssima que gera uns diálogos engraçados nos ensaios, tipo:

* Professora: Quem puxa as sereias no encerramento é o Capitão Gancho, vocês vão reconhecer no dia.

* Figurinista: A roupa de vocês vai ficar linda com as asas.
Eu: Ahn?! Mas nossa roupa não tem asas!!!
Figurinista: Claro que tem, e são lindas!
(apreesão geral)
Eu: Mas a gente é sereiaaaaa!
Figurinista me olha apavorada: Ah, é mesmo... Confundi.
(acho que ela correu pra tirar as asas da nossa roupa.)

* Diretora: Gente, não conversa enquanto luta com espadas. Presta atenção!

* Capitão Gancho pra mim: Pode pegar sem medo, tá firme.

Gente, quem critica não sabe o que tá perdendo de diversão e magia. Me divirto ultra desses ensaios e fico, sim, muito feliz de fazer parte de uma escola de dança. Depois posto umas imagens aqui, talvez um vídeo. Dessa vez eu cumpro a promessa. Desejem-me sorte ou merda, já que é teatro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Amor e Tempo

Quero muito agradecer a um amigo meu que, não sei o quanto nem por quanto tempo, me amou. Quando ele deu uma indireta de que gostava de mim, eu não fiz nada. E meus amigos falaram que eu fui idiota. Mas, caros, há um moralismo aqui. Ele tinha uma filha e uma mulher, no papel ou não. Ele não tentou me beijar, me agarrar, não tentou nada. Numa frase meio atravessada, meio triste e conformada, falou que era eu quem ele queria. Depois, mandou uma letra de música que mal pude ler. Eram aquelas janelas de chat que fecham automaticamente se a pessoa fica offline. Não lembro se msn ou icq. Faz um tempo isso. Mas pude traduzir rapidamente que ele me amaria profundamente e silenciosamente.

Não sei se já acabou, não o vejo há muito tempo. E não me acho no direito de perguntar nada pra ele. E se doer? E se for pertubador? E se ele nem lembrar disso? Há que se ter cuidado ao revirar velhas lembranças guardadas lá no fundo do armário.

 

Demorei muito tempo pra entender essa história. Na verdade, me culpei muito tempo por não ter feito nada. Hoje, acho que poderia ter ligado pra ele e tentado conversar. Mas eu não sabia mesmo o que fazer, eu era mais nova, um pouco mais boba, enfim... Foi por esses dias que consegui lembrar de tudo de uma maneira boa e ser grata. É muito bom ser amada.

 

Uma coisa ficou comigo: os nossos abraços. Antes de eu saber de qualquer coisa, já reconhecia o imenso carinho que ele tinha por mim e eu por ele. Quando ele me abraçava, meu Deus, como era bom! Ele me dava uns abraços apertados e longos, eu fechava os olhos. Quando tava cansada ou triste, não tinha melhor remédio. Tenho certeza que aquele abraço me transmitia amor, e mesmo sem saber dar nome, eu percebia que havia uma dádiva ali. Impossível lembrar sem sentir saudades.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Só mais uma madrugada

Tem dor que dói todo dia, mas piora em alguns. Perder um amigo sem saber porque, por exempo, ou uma amiga, no meu caso. Foi de ver uma pessoa passando pelo mesmo que reavivou o sentimento e porque hoje é hoje. Aí cá estou mais uma vez falando nisso porque eu não superei, não esqueci. Um dia, quem sabe...

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Eu faço vários planos e não executo quase nada. Hoje parece mais claro admitir que, no final das contas, é porque não me sinto capaz de muita coisa. Pode ser que isso seja um distúrbio psicológico, daqueles clínicos reconhecidos, com nome e tudo: melancolia. Veja bem que melancolia é diferente de tristeza. É um sentimento de incapacidade arraigado lá dentro, pelo que eu entendi. Tô lendo um livro pra tentar entender. E, sim, com acompanhamento profissional.

Ah, e desculpa pelo desabafo aqui, sei que vocês estão cansados. Olha os desenhos lá embaixo que é mais legal.

Janelas




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Machines

(pra quem disse que esse cotiano é só da Agatha, falo da cidade no final do texto :P)

Um viva à tecnologia! Uhu! Nem queria, mas descobri meio por acaso que podia adicionar uma janelinha do twitter aqui. Agora tá ali embaixo, à direita. Futilidades atualizadas =D
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Por falar em twitter, descobri que gosto mais do orkut. Gosto muito mais ainda é de blogs mesmo. Na dúvida, vou mantendo todos.
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Tenho me divertido com essas coisas que nem são mais high tech, mas ainda estou aprendendo a mexer. Achei que celular com câmera era uma bobagem, mas tem sido bem útil. Minha câmera oficial, minha maravilhosa companheira de alguns anos, está com problemas de bateria que eu ainda acho que posso resolver sozinha. Enquanto não consigo, o celular registra encontros de amigos, momentos inusitados, shows, céus bonitos...
E esse mesmo celular é o som do carro, com uma pequena caixinha de som que não faz feio. Aqui em Goiânia, o índice de roubos de som de carro é de quase 100% (alguns amigos são sortudos, mas é quase certo aqui que o seu som vai ser roubado). Por isso eu continuo feliz com meu celular.
*
Era pra ser tudo mais bonito com transferência de arquivos by bluetooth, mas meu pc resolveu que não reconhece mais o drive e pronto. Mas tudo bem, conectar um cabo não é tão sofrido assim.
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Ontem fui ao Atacadão, sabe? Tem em quase todas as cidades. O daqui é loooonge da minha casa, mas como era um favor, lá fui eu. Agora estou apaixonada pelo supermercado. Pensa um lugar que todos (to-dosssss) os caixas tinham pessoas atendendo? E eram vários (vá-ri-osssssss!). Eu estava em uma pequena (minúscula) fila e um atendente já me orientou a ir a um caixa livre. Foi tão rápido, uau! Acho que nunca fui tão bem tratada em um supermercado!
No final, meu irmão reparou que estávamos em um caixa preferencial. Mas foi o carinha que me indicou... ué, será que eu pareço grávida, deficiente ou idosa? Preferi acreditar na agilidade de atendimento dos clientes (preferenciais ou não).

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

The roof, the roof is on fire!



Eu sei que não tenho mais idade (e que sou preconceituosa com a minha idade), mas adoro sair pra dançar. Me descabelar, suar, me acabar na pista, céus, é bom demais. Tenho feito pouco isso por 1014 motivos, mas isso não vem ao caso agora.

Na época aurea de sair pra balada, quando eu era mais nova e ainda precisava mostrar a identidade pra provar que tinha mais de 18, nenhum lugar era mais legal que o Café Cancun aqui de Goiânia, no shopping Flamboyant. Animadíssimo, lotado de gente bonita, camarada com os pobrinhos que chegavam mais cedo pra pagar mais barato.

O dj tocava as "bombadas" do rádio e, de repente, uma rumba invadia o ambiente, os garçons subiam no balcão e se formava uma fila da tequila. Todo mundo entrava no trenzinho e passava abaixando pela cordinha (é, você tinha que fazer por merecer a tequila grátis!).

Foi nesse ambiente que me diverti demais, subi nos puffs pra jogar Birinight pra bocas abertas, dancei salsa quente com estranhos, beijei alguns, fugi de chatos, tomei porres inmemoráveis... Teve uma época que os seguranças perguntavam por mim se vissem uma amiga sem minha companhia por lá.

Ah, bons tempos...

Hoje, há muito afastada do Café, me deparo com a notinha numa coluna de jornal:
"Depois de muito sucesso nos shoppings Flamboyant e Buena Vista, a boate e restaurante Café Cancun não resistiu à concorrência e baixou as portas. A noite goianiense lamenta!" jornal Diário da Manhã.

Não resisti e mandei uma resposta indignada:

Olá!
Eu sou do tempo que o Café Cancun "bombaba" no Flamboyant. Adorava a boate lá! Mas depois que passou pro Buena Vista, a qualidade só caiu. Tentei continuar frequentando, mas não dava. Uma mania tenebrosa da boate: deixar a fila se alongar só pra parecer que tinha mais gente. Nessa, o horário da cortesia passava e o desconto não valia mais. Sacanagem, né? O dj era desatualizado, mau humorado e não se importava se a música que tocava animada a pista ou não. Ficava lá de braços cruzados e cara de mau. Por isso parei de ir lá.
Depois, ouvia comentários que só ia puta por lá, mas isso eu não sei. Mas achava estranho passar lá e sempre ter carro de polícia.

Então, se o Café Cancun fechou as portas, não foi por não aguentar a concorrência, mas por sacanear o público e não manter a qualidade. Falência merecida.


Lá em cima, foto de 10 de maio de 2005. Não encontrei uma foto da época do Café, já que nem câmera digital eu tinha (o mundo já foi pior, hein?). Mas essa com o Luiz é um bom exemplo de foto na balada. Desenterrada de um antigo fotolog, num post que eu comentei "Luiz, o Felipe, eh a melhor companhia que se pode ter em boates, festas, shows e coisas afins. Tbm eh otima companhia pra tudo mais e ate mesmo pra nada". Graças a Deus, perdi essa mania de escrever "eh". O vestido da foto e o amigo eu ainda tennho, ainda bem! =) Já do Café Cancum, ficou a saudade...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Palafitas



As pessoas sonham com um lugar assim, mas quem mora lá não está realizando sonhos. Vivem, simplesmente. A casa foi construída para suportar os alagamentos de verão, e o planejamento exagerado do velho Ern só deixou a vista mais bonita e uma impressão falsa de fragilidade. 80 anos de pé e três proprietários. As águas da praia abaixo do morro só fazem o som constante que embala a vida por ali, sem nunca terem subido pra perturbar ninguém.

Billy, o marido de Marie, comprou a casa do filho do velho Ern. Tinha morado ali a vida inteira e quis ficar mais perto dos netos na vila quando estava pra morrer. Agora já faz 30 anos que o casal envelhece ali. Ele se distrai cortando madeira de dia e vê o noticiário à noite. Ela começou a costurar depois que se aposentou do hospital. Era enfermeira e viu muitas dores, mas também embalou muitos sonos tranquilos e transmitiu a paz de maresia que embargava seus olhos aos libertos da maca. As aposentadorias cobrem as contas básicas e sobra um tantinho pra uma poupança que Billy gosta de engordar aos poucos. Com o troco que ganha costurando, Marie acabou de comprar uma namoradeira nova para a varanda do lado. É dali que ela escuta as histórias que Billy traz da cidade e ri dele reclamando da política.

Os dois filhos foram morar no continente e mandam presentes engraçados para facilitar a vida dos dois. Um cortador de legumes automático, uma furadeira mais leve e mais rápida, tocadores de música, câmeras e fotos, as únicas coisas que saem dos embrulhos para enfeitar as paredes de madeira.

Um dia desses, andando na praia, o casal recebeu uma proposta de venda milhonária da casa. Um grupo empresarial de renome ofereceu o sonho de construir ali um hotel paradisíaco, com piscinas gigantes, quartos monumentais e serviços refinados. Marie não ouviu direito, estava olhando um barco a vela que passava na linha do horizonte. Billy agora se diverte esticando o prazo pra pensar e prometendo um dia ir jantar na vila com o empresário, um menino magrelo que parece sempre sufocar pelo nó da gravata de seda.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pra ver

Com a grande repercussão do caso de sangue e penas na pracinha, posto aqui algumas fotos da cena do crime e da Belinha como coisa fofa da mamãe. Queria fazer legenda em cada foto, mas a configuração aqui ficou estranha e não consegui.





segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Ê menina, você anda preguiçosa, hein?"
Isso a tia Isabel tinha me dito faz tempo, e eu nem melhorei. Mas não é preguiça de escrever, é que ando achando meu texto meio "nhé". O que é isso? Bem... não é que ele esteja ruim, mas falta aquele toque especial, aquele feeling, a pegada textual. E é por isso que ando passando pouco por aqui. Mas vou me esforçar mais, quem sabe o tal tchan-nan-nan do texto volte com a frequência da escrita, né? Veremos.
*
"A pombinha está morrendo... Coitadinha!" (moradora da Vila dos Alpes)
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Ontem fiquei surpresa porque Belinha matou uma pomba na pracinha. Causou uma comoção geral, ficamos com imagens de monstros selvagens ou mal educadas (eu por tabela, dona da criatura mortal). Mas fiquei pensando... Ninguém deveria se surpreender. Gente, cachorro é quase um lobo, o ser humano que fica achando que o bichinho é de pelúcia e é só a coisa fofa da mamãe. Caso eu estivesse sozinha com Belinha e as pombas gordas que sujam a cidade, teria morrido de nojo e repulsa, mas ia deixar a caçadora comer a caça. Afinal, ela mereceu! Correu, foi mais esperta, usou os instintos e abocanhou a presa. Mas quando eu me assustei e gritei, ela soltou a moribunda e ficou me olhando com cara de "ué".
Capaz que ela achou que eu ia ficar feliz. "Olha mãe, peguei um jantar gostoso pra gente". Porque cães caçadores (acreditem ou não, Belinha é naturalmente especialista em pegar texugos alemães e, aqui no Brasil, pacas) não destroem a presa com a mordida. Entregam fielmente ao dono e esperam o seu bocado.
Mas, por convenções sociais, deixamos a cena do crime desrespeitando aquela lei da selva que diz que o caçador só abate o que for comer (ou coisa que o valha).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pedro fez a cirurgia, foi tudo bem! =) Agora é paciência na recuperação.
Eu tô meio fora do tempo, amanhã volto a trabalhar e devo voltar ao normal. Como dizem no twitter, é isso!

domingo, 4 de outubro de 2009

Me irrita MUITO quando eu tô tentando escrever e alguém insiste em conversar comigo. Se eu tô respondendo só humrum significa que eu não quero conversar, ok? Deletei o texto anterior, não tava "fluindo" (ui).

*
Não sei no que vai dar as Olimpíadas no Rio, mas me emocionei com a divulgação do resultado. Acompanhei ao vivo, torci e vibrei. Sentimentos coletivos e nacionalistas realmente me tocam. Espero que seja muito bom e espero estar lá!

*
Pra informar: meu irmão quebrou a cara (levou um chute de capoeira). Esperou desinchar e vai operar amanhã pra colocar o zigomático no lugar (o osso mais alto da maçã do rosto). Tá tudo bem, ele tá bem, ficou em casa esperando e é provável que fique só um ou dois dias no hospital. Depois, vai ficar um tempo em casa se recuperando. Tô avisando porque sempre acho que quanto mais gente torcendo por ele, melhor.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Do alto

Alto Paraíso é cidade goiana famosa por uma energia misteriosa que os místicos e ets adoram. Tem até discoporto, sim, um aeroporto pra disco voador. Comunidades ditas "alternativas" pululam por lá. Junto a isso, a cidade é na Chapada dos Veadeiros, um lugar onde andar de carro pela rodovia já é um espetáculo.

Fui lá com amigos queridos e entramos numa lojinha comum nesse tipo de lugar: cristais, bonecos de duendes, pulseirinhas hippies etc. Um cartaz dizia: "Oráculo Maia", e a simpática dona da loja, Nega, nos ofereceu a leitura. Pensei que era golpe, mas era grátis e não custava nada tentar, né?

Um amigo foi primeiro e, entre as explicações que já não lembro, Nega lhe recomendou trabalhar com cura pelas mãos, que era uma forma de ajudar o universo e evoluir. Fiquei animada. O oráculo poderia me dar uma dica do que fazer da vida. Mas chegou minha vez e fui informada que minha evolução é pelo autoconhecimento.

Confesso que fiquei frustrada. É claro que eu queria uma dica mais prática, um caminho certo a seguir. Mãos, palavras, arte, números... quais instrumentos usar? Autoconhecimento é um troço amplo e vago, já que acredito que cada ser aqui carrega um universo em si. Mas por recomendação do universo ou tendência natural, venho tentando conhecer essa pessoa que sou eu mesma e muitas outras. Em uns dias tenho mais intimidade, noutros desconheço, amo, me irrito, canso, mas já vi que não posso mesmo desistir. Um dia chego a uma sintonia mais fina com o cosmos. Até lá, terapia, conversas, escritos, fotos e música vão abrindo caminhos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Saiba

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"Para o Pará e o Amazona: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria"
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Tem uns 3 dias que tô com esse trecho de música na cabeça. Aí quando chego em casa, esqueço de procurar pra baixar "Diariamente", Marisa Monte. Acho que eu já tive o disco com essa música. O disco, gente. Calcula. Mas não sei se é alucinação.
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#
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"...saibamos pois
estamos sós."
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Marcelo Camelo canta lindamente essa constatação óbvia do mundo. Mas eu demorei a perceber. Como o clichê que minha amiga falou hoje: "a gente nasce sozinho e vai morrer sozinho". E agora que sei disso, estou apavorada. Segundo a astrologia, a aproximação dos 29 anos (O Retorno de Saturno) marca a ruptura definitiva com a família, principalmente com os pais. É claro, não estamos falando em romper os laços. Se trata de finalmente perceber que sua vida é outra e é hora de caminhar com os seus próprios pés. Eu não me sinto preparada, nunca me senti e duvido que esse momento lindo de maturidade vá chegar tão cedo pra mim.
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Para os carentes, a solução seria fazer planos com alguém, criar sua própria família, recomeçar o ciclo. Para os sabiamente evoluídos, o legal é cuidar da prórpia vida e torná-la plena a ponto de oferecer um espaço para alguém com outra vida plena, e tudo virar uma plenitude maravilhosa. Eu, que faltei umas aulas bem importantes na vida, não faço a menor idéia do que fazer..

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sopro

horas o céu ameaça... vai chover, vai chover... Mas nada por aqui, ainda. Talvez bairros mais afastados já estejam festejando as águas ou praguejando contra o incômodo, a rua molhada, a escova destruída, enfim. Mas eu ainda quero ver a chuva daqui, nessa janela grande e com esse pátio cheio de árvores enormes. A cortina de galhos e folhas faz um céu bonito, bom de ver.
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Queria três coisas: uma chuva forte, uma pista de corrida e um tênis. Belinha viria junto, cachorro faz mesmo companhia. Correr na chuva, isso parece bom. Poderia esquecer que os médicos não me recomendam exercícios de impacto, que é perigoso sair sozinha à noite e não é bom abusar da sorte de ter pulmões saudáveis em épocas de gripe suína. Os pingos gelados, o corpo quente do esforço. O cansaço, o fôlego difícil, o fim da pista, a recompensa.
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Um banho, um chocolate quente com novela. Dormir tranquila, acordar disposta. E aprender a subir e descer ladeiras com chuva, sol ou com a sem graçeza dos céus pálidos.

domingo, 6 de setembro de 2009

Leve adiante

Nem tudo na vida é leveza e deixar ir, desapegar... Tem coisas boas de ficar, de se guardar, de fazer chão. Eu andei com medo de perder meus amigos. As pessoas mudaram, a turma não se configura mais do mesmo jeito, rotinas, namoros, distãncias de horário e interesses. Mas foi um medinho passageiro. As coisas vão continuar mudando, é claro. Mas quando eu encontro meus amigos, meus melhores amigos do mundo, eu sei que não é à toa, não é comodismo de ser amigos a anos que nos une. Afinidades inexplicáveis, piadas sem lógica pros outros, companheirismo e querer bem sem fim, tenho certeza. Eu amo muito os meus amigos, acho bom reconhecer isso sempre. Amo demais também a minha família, minha mãe, meu irmão, meu pai, minha irmã, minha tia... Mas isso rende outro post, então vou deixar pra mais tarde.

*

Esses dias pra tras fiquei com medo de entrar em depressão de novo. Essa doença é como uma sombra que ora te engole, ora se afasta, mas está sempre ali grudada no seu pé, à espreita. Mas não era depressão, eu estava apenas muito triste, e ficar encolhida, dormir demais, chorar um tanto é o meu jeito de lidar com isso. Não é transtorno. Passou, Deus salve a terapia, os amigos, o chocolate e o tempo, mesmo que curto, que passa e a gente consegue respirar.

*

Voltou minha vontade de revolucionar o mundo. E acho que isso se resume, por enquanto, em emagrecer, cortar o cabelo, virar uma dançarinha de verdade e passar num concurso e/ou arrumar uma forma de ganhar mais dinheiro. Ser mais organizada também viria a calhar. Essa segunda é feriado, então, terça-feira começo. Quem bota fé, por favor, envie telepaticamente pra mim. Muito obrigada!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma pedra no meio da tecnologia

Eu tinha um projeto foto/texto pra esse blog, aliás, tenho. Mas ontem meu pc, que é ótimo, resolveu ser ruim e encalhar no meio da tranferencia das fotos. Fiquei com tanta raiva que não animei a dar a volta na pedra do caminho.
Eu insito em procurar lógica nas coisas do mundo, mesmo sabendo que não há. Pensem comigo: tecnologia bluetooth. Eu não sei mexer muito bem (ou quase nada). Mas ontem, finalmente, consegui que eu pc aceitasse um arquivo do meu celular. Tava indo tudo bem, aí o ícone do treco blue sumiu. Como assim???? Sumiuuuuuuuu!!!
Aí fiquei procurando por todo o pc e descobri que o drive estava incompatível e precisava ser reinstalado. Isso eu até aceitaria se não tivesse funcionando antes! Então a droga é compatível pra 3 fotos e não pra 4, 5...? Confuso, né? Mas foi assim.

Então prometo que hoje pego o cabo, transfiro os arquvos e mostro a florada dos ipês, a folga da Belinha, o prédio cabuloso e os fogos de artifício. Aguardem hein!? Uhu

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diário

Eu não sei se eu tô melhorando em reconhecer logo de cara ou se as pessoas chatas estão disfarçando menos suas chatices. Sei que hoje apareceram dois espécimes chatus homideos aqui, ainda bem que foram embora logo.
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Pra quem eu ainda não contei: mudei de trabalho. Saí da Agecom/Tv Brasil Central e agora trabalho da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Parece estranho a troca, já que eu reclamava, mas adorava a tv. Mas mudei por causa de um sonho dourado: final de semana livre. E mais: feriados livres. E mais? Bem, ainda estou descobrindo os mais e menos de ter vindo pra cá. Chorei um monte ao sair da tv, mas me pareceu a decisão certa por um monte de blablablás da minha cabeça. Meu coração tá lá no telejornal ainda. Foram dois anos e meio de muito trabalho, raiva e stress, mas de tantas coisas boas que doeu deixar pra tras. Fiquei feliz por ter deixado a porta aberta. Se me arrepender eu posso voltar, isso me tranquiliza.
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Ontem eu e Fernanda fomos nos despedir da Lili, amizade que não perde a validade e o gosto com o tempo que a gente fica sem se ver. Ela agora vai pra Campinas SP e pode até ser que a gente se veja e se fale mais com isso. Por que era tão difícil a gente se encontrar morando na mesma cidade? Não sei, viu. Faltou esforço das três. Mas queria mesmo dizer aqui que gosto demais de você, dona Liliane, e espero que seja lindo lá na outra cidade, junto do "maridinho". Que você arrume um trabalho bom e monte uma casa bem confortável pra gente ir te visitar! Ah, e siga o líder e vire "Liliane, aquela que se faz presente".
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Ainda não deu tempo de dar barraco com a informática e lutar por uma senha liberada no trabalho novo. Por isso, tô atualizando isso aqui por email. Chegando em casa eu leio os blogs amigos, prometo.
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Estou esperando minha amiga cobaia tomar uma tal de pholiamagra por um tempo. Se ela ficar magra e feliz, arrisco. Dizem que essa é a nova sensação do mundo "me salve da gordura!". Veremos...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os ofendidos

foto gentilmente cedida pelo site www.skank.com.br

É estranho, mas a gente também esquece do que gosta. Dois anos sem show do Skank por aqui e acabei dando pouca atenção à banda que é muito querida. São tantas músicas que já foram trilha da minha história. Quanto eu já pulei com Partida de Futebol, que finalmente me explicou pra que serve o meio de campo! Nas festas, amigos abraçados gritando: "Vou deixar a vida me levar... pra onde ela quiser é é". As mágoas relembradas com "um dia ela já vai achar um cara que lhe queira como você não quis" (Acima do Sol). O balanço de Garota Nacional e Jackie Tequila foram um dos primeiros a embalar meu corpo da maneira divertida que danço hoje. E tantas outras que não entraram no set do show nem nas mais pedidas, mas nunca esqueci. Na passarela da minha formatura, foi a voz de Samuel cantando" Se você vai trabalhar e me deixar, que pena! Eu corro o risco tão sozinho nessa orgiva azul imensa..." (Fica).

O fato é que esqueci por um tempo, mas adoro Skank. A energia dos shows, as músicas "baladinha", as letras inusitadas, a simpatia do vocalista de sempre ter um comentário sobre o futebol daqui... Mas o que é mais legal mesmo é que meus amigos também gostam da banda, não é mais um gosto solitário que cultivo. No show de sábado, formamos um velho trio que anda raro. Não somos mais da turma do gargarejo do palco, mas ainda somos um dos mais animados fãs.

Pra me redimir com os mineiros, cometi o crime de baixar o cd. Como desculpa, tem o fato do show ter sido caro (porque ou você bebe ou fica no pior lugar do mundo) e do cd ser caro (pra falar a verdade, eu não sei quanto custa, mas baixar é de graça). Posso não ter dado o lucro da venda do disco, mas prometo que no próximo show estarei lá cantando até as músicas novas!

domingo, 26 de julho de 2009

A dádiva de não precisar madrugar amanhã

Um domingo bom. Porque superei a estranheza que esse dia geralmente traz. Escrevi umas coisas, como diria o Pablo, caóticas. Levei Belinha pra passear. E terminei esse livro aí do lado. Foi uma ótima aposta nos livros em promoção!

Sábado retrasado, estava esperando uma amiga e fui dar uma volta na livraria do shopping. Saí de lá com quatro livros e gastei R$ 33. Incrível , não? Li o primeiro: "Para sempre - amor e tempo", de Ana Maria Machado. Escrita boa, história nem tanto. Mas valeu.

O segundo foi esse, que terminei hoje. E adorei! Denso, personagens apaixonantes, momentos de medo e amor, drama bem feito e uma ótima escrita. Fica a pergunta: Leu, tia Isabel? O que achou?

Faltam dois livros agora (fora a pilha antiga): Helena, de Machado de Assis (o Einstein das letras, pra mim) e Dicionário do Séc. XXI, que comprei mesmo só pra folhear de vez em quando. Na pilha antiga e, também, recente, estão "Grande Sertão Veredas" e "Manuelzão e Miguilim", de Guimarães Rosa, e "A Viagem de Théo" (sei não o autor).

Sobre Guimarães Rosa, chorei tanto com Miguilim (com tristezas da história e o encantamento da beleza) que não estou pronta ainda pra tal magnitude. Sou assim com coisas grandiosas. Admiro e respeito, mas não é sempre que estou pronta. Já passei por isso com Clarisse Lispector. Por isso resolvi me respeitar e pedi o outro emprestado, mas estou achando chato. Só quero terminar porque é de um amigo, e acho muito feio devolver livro sem ler, principalmente quando a pessoa que te emprestou tem um carinho pela tal encardenação.

Agora de madrugada, sem a companhia das personagens que estavam comigo antes, resolvi alimentar um pouco meu quase abandonado Flickr http://www.flickr.com/photos/agatha/ e ler um pouco de blog, twitter e etcs. E relembrei também que gosto de Radiohead. Marcelo Camelo cantou mais cedo.

Amanhã começa de verdade a semana e os vários planos tomam novo fôlego. O principal é malhar de maneira regular. Vaidade e saúde, duas coisas absurdamente importantes no momento (se não for sempre). Quero decidir também, se pinto ou não o cabelo. E olha que ganhei o salão de brinde no trabalho. Estou quase certa do que fazer, só me falta ligar e marcar.

No mais, cuidar da casa, da vida, de mim e dos que eu gosto, amo e/ou preciso. Tem um ventinho de otimismo entrando pela janela e não pretendo fechar. E amanhã ainda estou livre do despertador das 7h, o que é quase uma garantia de bom humor na segunda!

sexta-feira, 24 de julho de 2009



Apesar da terapia, dos remédios, do otimismo, boas energias e etc, sempre vai chegar um dia assim: chatinho. Dia sem muita simpatia, com pouco esforço. Porque é só um dia. Amanhã deve passar. Aí se passar de uma semana eu vou me preocupar. Mas por agora não, deixa.

Hoje eu tô me sentindo deslocada. Uma pintura renascentista fora de moda. Um modelo para os museus, não para as ruas nem outdoors. Já me falaram que eu pareço as mulheres dos quadros da renascença. Mas foi há tanto tempo, que pena...

Acho chato fazer mais um post melancólico reclamando da vida. Mas isso, so sorry, faz parte de mim. E foi só hoje que consegui sentar num computador bom o suficiente pra abrir o blog. Em casa, estou evitando ligar o meu pra não agravar minha tendência às lesões. Ando lendo muito, tentando escrever um pouco, limpando casa, cozinhando um pouco, vendo amigos... Seguindo os dias que, querendo ou não, se seguem um após o outro até o infinito (ou até 2012, vai saber). Aos que ainda vem aqui, muito obrigada. Esse final de semana vou ter mais tempo e recursos pra ler outros blogs, bater papo e aproveitar o lado bom desse mundo internético. Até!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

25+


E pela primeira vez eu surtei com um aniversário. Antes, eu sempre ficava muito feliz, mas na segunda-feira passada eu quis mesmo que o dia passasse rápido. Não queria parabéns, Justificarnão queria trocar a idade. Os presentes, confesso, adorei. Peguei os abraços, as felicidades e todas as coisas boas que me deram e guardei longe das angústias.

Eu tento pensar como minha mãe. Quando alguém exclamou: "Ê, Agatha, mais um ano, hein!"
E minha mãe disse: "Ainda bem!"
É, ainda bem. Porque a vida é uma dádiva com ou sem crises de idade. E aprendi muita coisa nesse tempo, mudei, cresci, piorei... tudo que todo mundo faz com o tempo.

Mas ainda me sinto descompassada. Deveria ter feito mais, ser mais, sei lá. Eu sei, eu sei... Em muitos pontos eu tô bem para a minha idade. Mas em outros eu sinto que perdi o bonde.

Eu ainda tenho espinhas, tenho dúvidas e problemas que não combinam com uma adulta, segundo, é claro, minha opinião. Quando eu era criança, achava que ser adulta era algo tão natural como crescer e envelhecer, e ainda não me acostumei com o fato que não é automático. A seriedade, responsabilidade e segurança são conquistas árduas que eu não sei se alcanço até a velhice.

E sei que não adianta reclamar e tenho que correr atrás do que me falta. Estou tentando, pessoas, já dei os primeiros passinhos. Tenho que me lembrar do pânico de ser a "colega do lanche", uma personagem real que um dia chegou na copa do trabalho desanimada e arrastando os sapatos. A tia da copa perguntou:
_Uai, colega, o que foi?
E ela suspirou fundo e falou: _Ah, fiz 30 anos. Fazer o que?!
E eu pensei: "Ué, ou você vive ou se mata, porque aí vão dizer que você morreu jovem! "

No alto da crueldade do meu pensamento, eu não imaginava que poderia ser eu ali, daqui a pouco. Eu quero aquela e muitas outras idades. Quero viver muito! Mas preciso cuidar para renovar sempre o mesmo desânimo.


ps: Foto da vista da minha janela.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mota


Uma notícia com um erro (provavelmente) de digitação. Homens jovens (e muito jovens) morrendo aos montes todos os dias. "O seu jornal diário com total liberdade e interatividade". Uma notícia de morte com um anúncio de uma casa de strip tease e prostituição muito bem frequentada pelos magnatas. Erro de frame dos navegadores defasados (dos computadores e sistema de informática defasados) da Agência de Comunicação do Estado. Isso também é Goiânia!

segunda-feira, 29 de junho de 2009




* Vontade de mudar. Não de casa, por agora não. Me mudar. Ser melhor, fazer coisas diferentes, parecer diferente... Hoje vou arrumar e rever meu guardarroupas (ê reforminha ortográfica feia). Em tempo: aprender a valorizar os pontos fortes do meu corpo (do jeitinho que ele é), ao invéz de só tentar esconder os defeitos.

* Foi lindo, gente! Dancei esse sábado, deu tudo certo, família e amigos acharam lindo, aplaudiram, fomos comer pizza para comemrorar meu talento! hehe Depois coloco umas fotos aqui.

* Agora que passou a dança, preciso fazer algo com o resto do ano e, ai ai, como resto da minha vida. Estudar pra um concurso melhor, cuidar da saúde, malhar direito, planejar viagens... Aproveitar a vida, né?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ponto de Partida

O Cotidiano das Cidades nunca realmente cumpriu a proposta do título. Falo muito mais do cotidiano da Agatha do que o das cidades. Goiânia aparece aqui e ali em algumas impressões. Mas vamos corrigir isso, sim senhor. Na verdade, reparar na cidade e em outras é coisa que faço faz tempo. Agora, essas impressões vêm pra cá.




Tirei essa foto faz quase um mês. Já tinha reparado bem nesse muro, mas quando passei com minha mãe por lá não pude deixar de mostrar pra ela. Juro que essa escola existe e é em um setor nobre da capital. Agora, me digam, quem tem coragem de matricular suas crianças aí?