sexta-feira, 11 de março de 2011

Os transtornos passam, os benefícios ficam.

Quer uma dica valiosa sobre reforma? Não faça. É só isso. Não faça reformas, nunca. A não ser que você tenha uma vida muito vazia, tenha muito dinheiro e queira algo para sofrer. Siga meu conselho: não faça reforma. Sua casa é velha? More nela o máximo que puder. Quando as paredes não aguentarem mais, imploda a casa, faça um estacionamento e fique rico.

Seu apartamento é velho? Espere uma alta do mercado, venda e compre um novo, mesmo que seja menor. Vai valer a pena. Você pode achar um exagero e o meu exemplo não é dos mais dramáticos. Pois vamos pensar em alguém com uma vida fantástica: Jennifer Aniston, a eterna Rachel de Friends.


Voltemos um pouco no passado de Jennifer: bonita, milionária, famosa, dona do cabelo mais bonito de Hollywood (não esse da foto), um corpo maravilhoso, 1 milhão de dólares a cada episódio da série. Aí ela se apaixona e casa com quem? Quem? Brad Pitt. Meu Deus! Brad Pitt! Com dinheiro, fama e beleza, o que poderia atrapalhar esse cenário dos sonhos?

Reforma. Não uma, mas várias. Brad, antes de ter tantos filhos para cuidar e uma esposa mais sexy symbol ainda pra se preocupar, tinha uma mania insuportável de reformar suas muitas mansões. Então, imagine Jen (apelido carinhoso para resumir) chegando em casa depois de um dia exaustivo de gravações, comerciais e bajulações. O mestre de obras vem e fala:

_Dona Jennifer, tem que comprar mais três caixas do revestimento de ouro do banheiro do terceiro andar.
Ela vira e fala que isso é problema de Brad, mas ele está em algum país distante gravando o próximo sucesso de bilhereria. Ou, caso tenha alguém pra cuidar disso (o que é provável), Jen não podia andar de calcinha pela casa, porque sempre tinha um seu Zé quebrando uma parede, ou a coitada não podia nem se afeiçoar às mansões, já que elas viviam sendo montadas e remontadas pela fúria reformista de Brad. A mania de reformas, dizem os fofoqueiros de Hollywood, desgastou a relação dos dois muito antes de surgir o furação Jolie na vida de Brad.

Por isso, amigos, muito cuidado com reformas. Todos aqueles clichês são verdade. O orçamento estoura, o prazo final é sempre adiado e, no final, você considera seriamente morar no reboco, sem pia nem chuveiro elétrico, só para acabar logo com a obra. 

Sobre a minha reforma, perdi totalmente a esperança de que um dia termine. Belinha, a cachorrinha que eu costumava criar, está hospedada com um cuidador há mais de um mês. A dívida passa de trezentos reais e eu não tenho como pagar. Se ela valesse isso, eu vendia. Mas como não vale, vou ter que pagar e resgatar a bichinha antes que o cuidador me processe por calote e abandono de incapaz. Talvez meu apartamento fique pronto antes da decisão judicial.

2 comentários:

Ana Paula disse...

Ok ok, reformas e/ou construções são realmente desgastantes, tenho ouvido falar muito sobre isso nos últimos meses...mas daí sobrar p pobrezita da Belinha...vender a bichinha??? Não se fala mais em amor maternal...
rs

Ana Paula

Liliane Bello disse...

Muito bom seu texto!!! hehehe... eu nunca fiz reforma, mas só o desgaste para montar apartamento, fazer armários, colocar box, mexer em portas e tal já me fizeram tomar uma decisão: quero um canto totalmente pronto, montado e que adivinhe meu gosto em tudo!