segunda-feira, 3 de novembro de 2008


Sei lá porque, me deu uma tristeza enorme ontem à noite. E olha que meu dia foi bom. Aliás, meu final de semana foi bom. Mas não sei porque fiquei tão triste. Não acredito que tenha sido por conhecer a Amy, a cachorrinha bebê que o insano do meu primo comprou. E eu tinha acabado de chegar da Pizza Hut com o Pablo, Jordana e Pedro. E ri até doer a barriga. Então não tinha mesmo motivo aparente.

Mas, em algum momento entre ontem à noite e hoje de manhã, identifiquei um grande incômodo com minha vidinha mais ou menos. E não sei se isso é causa ou consequência daquela tristeza. Eu planejo um monte de coisa e não faço quase nada. Não consigo resolver problemas simples. Quero um namorado mas não faço grande coisa pra conseguir um (se é que há o que fazer...). Tenho um emprego medíocre e um desempenho idem. Não estudei praquele concurso. Administro super mal meu dinheiro. Esqueço das contas. Ai, chega né?!

Mas esses são apenas exemplos do modo que ando levando a vida. E posso dizer, com certeza, que o esforço que faço é pouco. Que uso muito pouco o meu potencial, que é enorme. Eu sou uma excelente escritora com um monte de idéias surgindo na cabeça. Eu sou uma mulher bonita e inteligente, mas que tá gordinha e é preguiçosa. Eu sou uma ótima pessoa, é sério. Mas me perco por aí em mil caminhos enrolados e sem futuro. Não sei impor minha vontade. As vezes, não sei nem qual é a minha vontade. Enfim...

Tudo parece muito caótico escrevendo assim, mas nem é. Está tudo bem. Estou saudável, as coisas vão bem. Mas o que percebi é que esse "tudo bem" é pouco. Eu quero mais. Eu posso mais. E mereço. Só preciso tomar vergonha na cara e fazer algo, ou tudo, para mudar. E é aí que o bicho pega...


ps: se não conseguir ler, a Mafalda lá em cima pergunta: "Às vezes vocês não se sentem um tanto indefinidos?"

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Don't worry pra não se estressar,
Be happy pra se alegrar..
Relax!
Que tudo fica diferente.
Stress faz adoecer, amor rejuvenescer
Sorria mais, e leve a vida simplesmente...



Tô com essa música na cabeça (Don't Worry, Be Happy, da Mart'nália), abertura da novela 3 Irmãs, mas toda vez que estou na lan house da mamãe esqueço de baixar. Se tiver alguém a toa aí e quiser me fazer esse favor...

Feriadão delícia, delícia! Deu pra descançar, ficar de boa e até esquecer que ontem era um dia normal pra quase todo mundo. Hoje voltei a trabalhar, mas ainda no clima de feriado. Meus amigos concursados estão tranqüilos em casa, mas tudo bem, trabalhar também é bom. Principalmente numa redação quase vazia, pouca gente gritando e gente oferecendo comidinhas do bem (manga e bolacha de centeio).

Aí eu vou pra fisioterapia reclamar que meu joelho tá pior, mas depois esqueço e vou no cinema. Aí minha semana só começa mesmo na quarta. E logo vem o final de semana de novo =)

domingo, 12 de outubro de 2008

do Jogo

Eu vasculhei o orkut pra saber quem é o cara que ela ama. Num pensamento tolo, pensei em achar o idiota que não a ama e me transformar um pouco nele. Talvez, mesmo de uma forma errada e feia, ela gostaria mais de mim se eu pudesse ser um pouco ele. Mas talvez ela goste dele justamente por que ele não gosta dela, e isso é provável. Porque eu só penso nela e ela gosta, mas não suspira. Nunca me incluiu nos seus sonhos. Nunca me pensou em pecados. Isso poderia me doer mais, mas a esperança amortece os baques de realidade e sigo tentando acertar o momento de passar por ela e causar mais que um sorriso gentil e amistoso.
Por isso, sigo investigando cada letra que ela escolhe pra se expressar e imagino qual o pensamento inteiro que ela resumiu em palavras. Sigo adivinhando seu perfume pelas paredes e acho divertido os dias de muito sono quando ela esquece até de por os brincos.
E é por ser um tolo que quero saber de tudo, até do que ela não admite, porque queria ensiná-la que todo o seu ser é merecedor de amor. E vou continuar até que, por lucidez ou cansaço, ela me entenda.

(pra evitar mal entendidos, explico: escrevi esse texto como um personagem imaginário que ama uma mulher que ama outro homem. Não sou um homem, não amo uma mulher e nem outro homem, embora alguns algozes se apoderem do meu coração sem piedade, mas logo o deixam. E tudo surgiu de um turbilhão de pensamentos, um encontro com um torturador e uma conversa boa com alguém distante. E esse turbilhão de pensamentos resumidos em palavras, isso sim, sou eu.)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

No mais

É justamente quando mais tenho o que falar, o que contar, que menos escrevo. Estranho isso, mas é quase sempre assim. E vai fazer um mês que eu me mudei e estou descobrindo as dores e delícias de morar (praticamente) sozinha. Até que as coisas se resolvam na minha cabeça, acho que não consigo falar muito sobre isso.
Cansa ser canceriana, tudo é um processo...
 
Mas ontem foi bom. Cheguei na minha casa me sentindo estranha, triste, sei lá. Início de tpm, solidão, fase lunar... Fui no supermercado porque não tinha jeito de não ir. O mix de sentimentos estranhos me acompanhou e, querendo ir embora logo, esqueci de comprar leite. E o que eu tinha ido comprar? Pois é, leite. E nem era pra mim, pq eu só bebo o de soja. Era pra vovó, ou seja, não podia te esquecido. Mas ok, fui lá na casa da minha mãe já com o pé super atrás, pq meu irmão anda me tratando muito mal e eu, idiota, fico abalada com isso. Era só pra deixar as compras, ficar um pouco com Belinha (outra dor que tá me ferindo, ficar sem ela) e ir embora. Mas tava passando Simpsons, o filme. E o clima tava bom. E ri demais. Bom demais. Resolvi dormir por lá e aproveitar que tinha encontrado um tiquinho de paz pra dormir bem. Funcionou, ufa! É bom ainda ter casa no lugar que até agorinha era meu.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Recado

Queridos amigos blogueiros,
 
Peço desculpas pela minha ausência nos blogs de vocês. Me mudei recentemente e a internet não me acompanhou (ainda). No trabalho, esses maravilhosos sites são proibidos e só consigo postar no meu porque mando por email.
Visitar os blogs de amigos não é uma mera obrigação de retribuir a visita, mas sim um hábito que adoro e que sempre me enriquece.
 
Peço a vocês um pouquinho de paciência e, por favor, não me abandonem achando que sou uma metida sem consideração.
 
Muito obrigada!
 
Agatha
 
ps: estou deveras chateada com meu novo apartamento porque 3 dias depois de mudar vieram me avisar que Belinha não poderia ficar ali. Estou aguardando uma reunião com os sócios majoritários para decidir o que fazer. Assim que eu me permitir ficar realmente alegre por ter saído da casa da mamãe, escrevo tudo aqui. Continuem enviando energias positivas. Mais uma vez, obrigada!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

P/M/G

 
MEDOS
 
Pequenos
) Quebrar a unha
) Tomate seco e muçarela de búfala em falta do Subway
) Os leitores acharem que escrevi muçarela errado.
 
Médios
) do que eu vou encontrar ao levantar a tampa de vasos sanitários
) Rótulas e alta velocidade no trânsito absurdo de Goiânia
) Homens correndo na rua (nem sempre parece cooper ou tem ônibus passando)
) Violência/Maldade
 
Grandes
) Carboidratos refinados
) Vigias de carro / Flanelinhas
) Envelhecer sozinha
) Morrer sozinha
) Perder as pessoas que amo e Belinha (embora eu ache que ela é pessoa)
) Me acomodar com as desculpas, não lutar pelos meus sonhos e deixar a vida passar sem graça.
 
 
ESPERANÇAS
 
Pequenas
! Passar no concurso do TRT sem estudar direito o Direito
! Reencontrar amores antigos no dia que eu estiver magra, linda, maquiada, escovada e com um novo amor ao lado.
! Ser proibido música sertaneja em qualquer lugar que eu for
! Nova geração musical menos pior que a atual
 
Médias
!! Sair bem da prova do TRT e ficar animada.
 
Grandes
!!! Conseguir ficar com a Belinha no meu novo lar
!!! Estudar na véspera do concurso, passar e ser chamada logo. E o trabalho ser ótimo.
!!! Encontrar o amor da minha vida e ser muito feliz com ele.
!!! Ter filhos ótimos e ser uma ótima mãe.
!!! Aprender a lidar com "os probremas" sem surtar.
!!! Reencontrar amores antigos sem mágoas e sinceramente desejar que eles sejam muito felizes. 
!!! Minha amiga se recuperar bem e ser muito feliz (ela sofreu um baque esses dias, força querida!).
!!! Minha outra amiga perceber o que está fazendo com a própria vida e ter a humildade de mudar.
!!! Aquela outra amiga se recuperar logo e se cuidar melhor.
!!! Evoluir (aprender a lidar com meus sentimentos e problemas físicos, com os traumas e lembranças, com tudo que eu surto e desanimo, aprender as lições necessárias e ajudar os outros a evoluírem um pouquinho também).
!!! Passar a vida rindo das bobagens que me fazem rir.
!!! Melhorar a relação com minha família atual e que eles sejam muito felizes.
!!! Ter joelhos saudáveis
!!! Voltar pra Dança do Ventre e desenvolver o potencial que eu sei que tenho
!!! Voltar a Paris
!!! Voltar a Roma e dar tudo certo.
!!! Conhecer os lugares que aparecem nos meus sonhos
!!! Levar mamãe em Firenze
!!! Viajar muito (Brasil, Américas, Europa, Ásia, África, Oceania...)
!!! Ver a Aurora Boreal
!!! Estar sempre próxima dos meus amigos maravilhosos e que eles sejam muito felizes.
!!! Nunca deixar de ver magia da vida.
 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bella Bronze

Nota rápida: Acho mesmo que publicidade bem feita é quando atinge em cheio do público-alvo. Taí um bom exemplo. O instituto Bella Bronze não vai deixar na mão a piriguete que não dispensa as marquinhas de biquini asa delta nem na época da chuva, que já começou por aqui. Só não sei se essa piriguete vai ler jornal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

VOTE EM MIM!

Senhor, dai-me paciência!
Não, essa não é mais uma reclamação sobre a campanha política. Nem mais um desabafo das angústias do trânsito nessa cidade. Esse é um texto que tenta traduzir a revolta de ver as duas coisas mais chatas do mundo juntas: trânsito caótico + campanha política.
(sei que existem coisas mais chatas, mas no momento quero considerar essas duas como as "mais mais", ok?)
 
A situação do trânsito de Goiânia é tão caótica que todo candidato que se preze promete uma solução mirabolante. Como todos falam, a cidade vai travar se nada for feito.
A campanha política por aqui até que anda calma, pelo menos não tem dado muito o que falar (ou eu que sou por fora mesmo). Mas a qualidade dos jingles, frases e propostas é tão baixa que basta ouvir um pouco pra já desejar sumir por um ano ou mais.
Some-se a isso os problemas pessoais, o calor digno de Teresina no b-r-o-bró, o preço da gasolina e a pressa do nosso dia-a-dia e é difícil um motorista não ser estressado. Mas, certamente, quem ainda não estressou perde as estribeiras nas principais vias da cidade quando elas são invadidas pelos "bandeirantes". Não, não são os desbravadores do interior do Brasil. São aqueles coitados no sol quente agitando uma bandeira de um candidato qualquer.
 
Alguém decide voltar em um candidato por ter visto alguém com a bandeira?! "Nossa, que bandeira legal, vou votar no Juvenal!"?! E caso as bandeiras sirvam de divulgação, mal dá pra ver o número do fulano com aquele monte de gente e os panos pra lá e pra cá.
 
Tem uma rótula (rotatória, queijinho...) por aqui que é especialmente complicada. A rótula do Cepal, no Setor Sul, dá acesso a um monte de ruas e avenidas super importantes e movimentadas. E, é claro, muita gente resolve ou precisa mesmo passar por lá às 18h.
 
Como é garantia de grande público, lá vão os candidatos e seus bandeirantes pedir voto aos engarrafados por lá. As bandeiras enormes bloqueiam a visão já restrita do caminho a seguir. Como se não bastasse o tumulto natural, lá vem alguém sorrindo oferecer um maravilhoso adesivo para o seu possante.
 
"_Você tá louco?!"
Perguntou Claudinha esses dias pra um conhecido canalha que fazia campanha para outro. Segundo minha amiga, ela nunca falou essa frase com tanto gosto. Me deu vontade de ir lá tentar encontrar o pulha para fazer o mesmo. Mas já me irrito o suficiente pelos caminhos que passo.
A cada nova bandeirada, comício, bloqueio de trânsito e aparição no horário eleitoral que gratuitamente invade nossa tv, minha certeza no voto nulo se torna mais sólida.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Chuva e Sol




Não é falta do que escrever. É que ando pensando em mandalas, não sei por que. Talvez uma lembrança de infância da mandala que eu adorava brincar ou um recadinho místico sobre a importância da meditação, energia, evolução e um tanto mais de coisas que vem com esse símbolo que parece ser mais antigo que a humanidade, já que aparece em todas as civilizações e em diversas formas da natureza. Uma rápida pesquisa de imagens já enche os olhos, e dá vontade de desenhar, imprimir, fotografar, divulgar, tatuar... Mas uma voz lá de dentro está me falando para ter cuidado, para não usar um símbolo tão poderoso sem um estudo responsável do significado e conseqüências.

Essa aí se chama "Rain and Sun", e no site que a encontrei (já perdi o endereço) fala sobre a beleza da chuva e do sol, das dores e alegrias. Só com a consciência do que é chuva podemos realmente apreciar o sol. E pensar sobre isso está sendo minha lição nº1.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MEU PRIMEIRO MICO ASTROLÓGICO

Sem dormir, eu não sou ninguém. Tá, posso até ser alguém, mas esse alguém é sempre pior que a Agatha que dormiu uma quantidade razoável de horas. Mesmo sabendo disso, dispensei meu sono já atrasado por uma fábula.
Parecia mentira, mas saiu no jornal! E eu, pôxa vida, mesmo jornalista há anos, mesmo sabendo da qualidade duvidosa de um montão de veículos por aí, mesmo assim, ainda tive o pensamento automático de achar que o que está publicado no jornal é confiável. Que vergonha!!!
Pior ainda foi que a nota saiu na coluna de um cara chamado "Pampinha". Ei-la:

"Marque em sua agenda: hoje, à meia- noite e meia, ao olhar para o céu você terá a impressão de que a Terra tem duas luas. O Planeta Marte surgirá tão grande quanto a Lua Cheia e ficará apenas 34,65 milhões de milhas da Terra. O fenômeno só voltará a acontecer em 2287. Quem viver, verá!"
Geléia Geral, Diário da Manhã, 27 de agosto de 2008 (www.dm.com.br).

Ah, mas isso é um spam que circula na internet há anos! Ih, isso aí aconteceu em 2003! Lógico que é impossível Marte ficar do tamanho da lua! Que idiota acreditaria nisso?!
.
.
.
...
Pois é... eu!
Ainda espalhei pra todo mundo, incentivei as pessoas do trabalho, família e amigos a não perderem essa oportunidade. Por sorte, só minha família caiu nessa.
E à meia-noite e pouco, lá fomos nós em busca de Marte. Depois de confundir o planeta com umas quatro antenas de prédio e luminosos redondos, ainda conseguimos insistir que o lugar era ruim e percorremos alguns pontos da cidade com uma visibilidade melhor. Quando eu penso no tanto que estiquei o pescoço... Meu Deus, que vergonha, que vergoooonha.
Imagino que as pessoas que espalharam esse spam chegarão à glória se souberem que existe gente burra o suficiente pra ir pro meio da rua de madrugada procurar duas luas no céu. Espero mesmo que eles chorem de rir. Por que a culpa foi minha, sim sim sim. Como assim duas luas no céu?! Cadê a checagem básica dos fatos, sra. jornalista?! Cadê o bom senso?
Na volta pra casa, ainda encontramos um casal comentando no carro que não conseguiram ver nada também. Mas mico coletivo não me consola.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

dos Mimos

_Agatha, você anda pensando em ter um filho?
_Claro!
_Tá vendo, são os hormônios!
 
A Jordana que me alertou pra isso. Sempre adorei bebês e crianças, mas essa simpatia tem aumentado nos últimos tempos. Tanto é que venho me divertindo fazendo as crianças alheias sorrirem. Não precisa ser de amigos e conhecidos... Bastou encontrar um bebê no shopping pra não me importar com o mico e fazer caras e bocas até ganhar aquele sorriso como prêmio. Num desses domingos, tive a capacidade de achar mesmo que ganhei meu dia ao arrancar gargalhadas de um tímido bebê que relutou em sorrir. Só que isso me pareceu tão natural que só conversando com a Jordana percebi o grito do relógio biológico.  
 
Hoje, no caminho pro trabalho, pensei em várias coisas que queria escrever aqui. Política, sociedade, uma história engraçada... Daí recebo esse email bomba: animais e bebês. Tal correspondência eletrônica me chega justo neste momento de domínio hormonal e, somado à minha paixão por cachorros e gatos, derrubou qualquer pretensão de escrever algo cult ou politizado.
 
Cara leitora (e caro leitor, discretamente): esqueça que o mundo nos cobra uma maior consciência da sociedade e se permita exclamar com as imagens: Ai que fofoooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

* BIZARROS

  • Homem é condenado por simular sexo com uma bicicleta
  • Empresa lança filtro antipum para usar na cueca
  • Gêmeos de 8 anos inventam cueca à prova de puxão
  • Spa atrai clientes com massagem feita por cobras em Israel
  • Bebê de um ano é intimado por dar calote em 'massagista'

Definitivamente, a sessão "Planeta Bizarro" do portal G1 é a melhor página da internet. http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,6091,00.html

(ou eu sou mesmo muito à toa...)

 

* COTIDIANO

Ontem, meu carro estava estacionado em frente à academia onde faço fisioterapia na água (não gosto do nome hidroterapia). Na hora de sair, um outro carro fazia uma manobra complicada para entrar na garagem da academia e, vendo aquela confusão, um motoqueiro esperava sua vez pacientemente. O problema: a moto impedia a saída do meu carro.

Mas eu estava realmente zen e esperei na boa, na paz. Até que eu já tinha ligado o som, ajustado o cinto e os retrovisores e resolvi ligar o motor pra dar uma "dica" que eu queria sair.

Eis que o motoqueiro fala: _Oi! Já tá querendo sair?

Eu: _É né... já!

Motoqueiro: _Tá cedo uai...

Eu apenas sorri e saí com o carro.

O cara estava de preto, de óculos escuros e capacete. O que me deixou na dúvida: será que ele me conhecia? Será algum colega de fisioterapia? Ou só um motoqueiro abusadinho?

Até agora não sei se fui seca com um conhecido ou dei moral demais pra um motoqueiro sem noção.

domingo, 10 de agosto de 2008

Morreu a minha paixão
Causa incerta
Talvez foi fraqueza
Parecia forte e robusta nos primeiros passos
Mas as pernas eram de vidro

Talvez inanição
Com a abrupta interrupção da fonte f'ácil do cotidiano
O que vinha crescendo tropeçou e caiu no chão

Quem sabe foi choque
Quando os sonhos encontraram a realidade
A distância entre eles pareceu infinita
E nenhuma flor me convidava a percorrer o caminho

Minha paixão morreu e me deixou saudades
Não de quem eu queria
Mas da força de querer
Dos sonhos bonitos e das poesias que poderiam ter nascido

Se posso pedir algo
E se posso ser sincera
Queria mesmo esterelizar esse terreno fértil que chamo de coração
Que a última que morre não mais nasça

Eu sei que é bonito acreditar
Até recomendo... aos outros
Mas confesso que estou cansada
Tudo que não vivi só me deixou velha

O pior da morte dessa paixão não é o desperdício de algo puro e bonito
Não é a cegueira de uma parte
Nem a fantasia que se rasgou
É essa conclusão insistente que o bom senso me sopra nos ouvidos:
Foi bom morrer o que nem deveria ter nascido

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O Espelho de Ciça

"Espelho – Dois espelhos no quarto, um para se ver de frente e outro refletindo as costas, garantem uma visão privilegiada do look que vai às ruas."
Coluna SPOT, do Jornal O Popular 30/07/2008
 
"Entendo que, muitas vezes, os colunistas ficam sem inspiração e sem material de divulgação, mas a impressionate dica de Ciça Carvello hoje em seu Spot mostra uma falta absoluta de pesquisa ou de amigas para trocar uma idéia. Cara Ciça, que preguiça é essa de virar de costas e girar um pouco o pescoço? Se é pra ter uma visão privilegiada, então vou montar um closet com quatro espelhos: frente, trás, direita e esquerda. Assim, minha visão do "look que vai às ruas" vai ser de 360 graus. Uau!"
 
 
Tem dias que eu sou super chata :P
 
 

 

 


 

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Multicor

Estava aqui pensando em como responder de uma maneira divertida, sexy, provocatica, alegre, tranquila e bem-humarada. Mas daí lembrei que a maioria dos homem só lê mesmo o que está escrito. Talvez eu escreva em letras gigantes:
 SIM! 

terça-feira, 22 de julho de 2008

Goiânia, 22 de julho de 2008

 

Eu queria ter tirado uma foto do céu hoje para te mandar, mas na última hora acabei não colocando a câmera na bolsa. Você uma vez comentou que, no Brasil, não se via céu como se vê na Europa: de um azul límpido e uniforme, que fica lindo nas fotos. Mas só hoje reparei que nesses tempos que a secura assola o Cerrado, o céu é igualzinho ao cenário europeu.

 

Saudades daí. Saudades dos dias em que tudo era encantamento e novidade. Dos dias que eu me perdia e ficava feliz com as novas descobertas dos caminhos inusitados. Saudade de querer ir mais longe para ver mais, para viver mais. Por que por aqui eu só gosto dos atalhos? Em casa, perco o gosto por longas caminhadas. Caminhos conhecidos ficam menos interessantes. Sei que é injusto, mas é assim ou, pelo menos, tem sido assim.

 

Saudades de você. Do seu jeito direto de me mostrar que eu tô fazendo drama com coisas à toa e esquecendo os dramas reais. Você faz falta nos dias que eu só quero reclamar que a vida tá foda e pronto. Reclamar um pouco e rir muito de qualquer coisa absurda que aparecer. Saudade das guloseimas sem culpa que você me convida pra comer. De cantarolar Muse como se fosse a coisa mais normal do mundo. Dos refrões de músicas desconhecidas que você sempre prega na minha cabeça. Do narguile, seja lá como se pronuncia isso. Saudade, saudade e pronto. Você sempre faz falta por aqui.

 

Já peço desculpas antecipadas por tornar essa carta pública. Aproveitei a inspiração que o céu me deu para te escrever e para alimentar essa insistente mania de ter um blog. Usei essa fonte cursiva (e nem sei se a configuração vai se manter) pra dar ao email/post o clima de carta. É mais difícil de ler, mas é mais poético.

 

Agora tenho que justificar (um pouco) o meu (pouco) salário e trabalhar (mas só um pouco). A última comunidade que entrei no orkut foi "Poupo-me", e ela serve principalmente para o trabalho. Deixo para me gastar com intensidade nas viagens, encontros com amigos, músicas dançantes, shows enlouquecedores, camas elásticas, trilhas ecológicas, cachoeiras geladas e tantas outras coisas mais interessantes que o expediente obrigatório de quem bate ponto. Por hora, vou fazendo o necessário.

 

Beijos pra você!

Saudades mil

 

Agatha

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Narinha

Nunca a chamei pelo apelido. Não sei o que ela gostava de comer, o que a fazia rir, que frase mais falava. Mas a conhecia e, mesmo de longe, gostava dela. Nada mais clichê do que a morte. Nada mais natural que pensar em todos os clichês em um velório.
A que horas foi? Ela sofreu? Ela soube? O que importa agora? Ela morreu. Era muito querida, muito amada, uma profissional competente, uma mulher apaixonada, mas morreu. E eu quis falar pra família e para o namorado que sentia muito, que imagino que ela vá mesmo para um lugar melhor, que ela deve estar em paz agora, que vai ficar tudo bem, mas não falei nada. Pra que? Fui lá e senti muito, fiquei quietinha, foi o que consegui.
Pensei em tanta coisa pra escrever, mas saí do velório mais abalada do que imaginava. A efemeridade da vida, as coisas que nos matam e nos fazem viver, a correria do dia a dia, a valorização do trabalho em prol da vida afetiva, a mulher contemporânea... Tudo fica pra outro dia. Hoje eu só quero mesmo que a Nara descanse em paz.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O melhor item adicional do seu carro pode ser seu filho

Se tem algo capaz de tornar meu dia, qualquer dia, especial, é uma criança acenar pra mim no trânsito. Não precisa ser um tchauzinho com um sorriso. Pode ser uma careta. Uma gracinha. Um simples olhar curioso.
A criança que acena no carro me lembra da criança em mim. Das brincadeiras no carro do meu tio com minha prima Danielle. Das risadas que eu e meu irmão dávamos (e continuamos dando) ao ver as expressões estranhas, as poses de mau, as pichações obcenas. Meu pai competindo com o sinal vermelho, minha mãe me protegendo nos freios bruscos... É, eu tenho a sorte de poder ter boas lembranças em relação a carros. As batidas que sofri ou causei me deixaram apenas as lições de prudência e paciência.
Na correria do dia a dia, no trânsito caótico, os horários apertados, as obrigações e desejos que nos pesam ao volante, a criança que tem o interesse pela outra pessoa ali do outro carro confirma minhas verdades: corremos de mais e nos encontramos de menos, empatia é natural do ser humano e, se cada um saísse um pouco do seu mundinho (seja o carro, a casa, o clube de vips, a comunidade reliosa...) e olhasse pro outro como um igual, o mundo seria simplesmente mais bonito.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ai como dói ser adulta!
Ficar arrasada por uma bobeira e ter que levar a vida adiante, não conseguir ligar o mundo da imaginação com o mundo real, não querer ir pro trabalho e não poder falar pra mãe que tá com febre, esquecer de pagar uma conta e encarar o carão sozinha, ver a ansiedade foder a vida e saber que não existe remédio milagroso, ter problemas que são realmente seus, ver que conseguiu realizar um monte de coisa, menos a principal.

Tem dias que a idéia de outro aniversário me dá pânico.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lançamento de Salsichas

Cain cain é quando eu piso no rabo da Belinha ou a chuto sem querer. Belinha tem uma mania estranha e nada esperta de se postar deitada no meio do mini corredor escuro, passagem do meu quarto para qualquer lugar do mundo caso eu não saia voando pela janela.
Ontem, dei um ultra chute nela porque estava correndo pra não perder Pushing Daisies. Caso não fosse tão pesada, sairia voando, certeza. E o mais incrível é que, mesmo atordoada com a pancada, foi deitar ao meu lado como se nada tivesse acontecido, delicadamente apoiada na mesma perna que a chutou.
Nunca conseguirei entender as pessoas que não amam cachorros.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Mais seis dias de junho

Se eu quebrasse a perna, tenho certeza de pelo menos dez pessoas que me dariam socorro sem pestanejar. Se eu realmente precisar de dinheiro, alguns se esforçariam e raspariam o cofrinho pra me ajudar. Se eu estiver à beira da morte, que Deus me livre por agora, sei que muita gente estaria no leito chorando e me pedindo pra não ir. O caso não é tanto drama. Nada grave aconteceu.


E mesmo nas pequenas coisas, eu tenho muita ajuda, sempre. Sou muito amada. Minha família me ama. Meus amigos. Até gente que não me conhece direito gosta de mim por motivos que nem sei. E não que eu deixe de ser feliz ou agradecida por tudo isso, mas tem dias que isso não basta.


Eu quero alguém pra mim.

Não precisa mudar de cidade por minha causa. Não precisa mudar de vida, revolucionar o mundo, pintar o cabelo, falar mais baixo. Só quero uma pessoa que se dedique um pouco a mim, que me dê atenção e um pouco de carinho. Só isso.


Porque eu to carente e essa maldita data comercial que se aproxima me faz pensar demais nisso. Faz eu me sentir mal sozinha. Talvez isso ataque 10 entre 10 solteiros do mundo, mas não quero ser compreensiva com os outros que sofrem do mesmo mal, hoje não.


De tudo que eu sempre desejei na vida, essa é realmente a única coisa que nunca tive. Por mais que já teve (e tem, ainda bem) gente querendo me comer, nunca tive ninguém pra mim.


E o mistério insondável do meu universo é: Por que?

Por que eu não tenho alguém comigo? O que faço de tão errado? Se eu sou até bonita, inteligente, limpinha, cheirosa, depilação em dia, inteligente, culta, bem humorada, condições psicológicas normais na loucura desse mundo, tenho um emprego fixo, danço bem, tenho bunda grande... Já sei, já sei, vão dizer que são qualidades demais para uma pessoa só. Os homens se assustam com uma mulher como eu (BU!). Bem, não é isso. Não sou a melhor nem a pior mulher do mundo.


Sei que os tempos estão difíceis, ta ruim pra todo mundo, a solidão no ser humano na sociedade contemporânea, o El Nino, a Globalização... E duas amigas (muito amigas, pessoas excepcionais) já concordaram: não há realmente uma explicação lógica para o que tem sido minha vida sentimental até o segundo passado (vai que a coisa muda agora!).


Andei mais calma e tranqüila esses meses (talvez tenha mais de um ano), me convencendo que tudo tem sua hora e não há nada de errado comigo. Mas toda vez que eu me interesso por alguém (e piro, pra variar) e a coisa parece não fluir em instantes (ta, eu sou ansiosa), me revolto com essa condição social/do momento/ do destino/ de merda.


Fico perguntando pros meus amigos se estou louca ou estou mesmo recendo sinais de que ele ta me querendo. Dessa vez, todo mundo concordou que sim, as atitudes dele são, no mínimo, suspeitas. Não vou citar por medo dele ler isso aqui por algum acaso da vida (e era disso que eu não estava falando no último post). Não quero que ele saiba que causa tamanha comoção (caso ele não tenha notado minhas mãos suando quando estou perto dele).

Droga, já estou falando sem parar nele de novo!


Enfim... nem gosto muito de falar nisso, mas hoje deu vontade. E como disse a Cacau, falar cura. Mas ainda não tenho mesmo a menor idéia do que fazer pra resgatar minha paciência e serenidade ou, melhor seria, mudar minha vida sentimental. Já fiz tantas apostas... mas agora só queria alguém que apostasse um pouco em mim.



terça-feira, 3 de junho de 2008

Por esses dias, o que ando pensando é impublicável.
Daí o silêncio aqui.

domingo, 25 de maio de 2008


De repente é assim: ao invés da vista feia das garagens eu vejo o mundo da minha janela. Morar no 2º andar nunca me impediu de ter ótimos momentos contemplativos. Por isso eu queria fumar, pra justificar o ato de ficar parada vendo o mundo seguir seu rumo. Mas levei em conta o amor aos meus pulmões e assumi a cara de boba. Tô só olhando, e daí?!

É como de faltasse ar no meu quarto e a janela me aliviasse a sensação. Não dá pra ver o sol se pondo, mas posso ver o céu mudando de cor. Posso ver os pássaros e suas coreografias. Posso alcançar com a vista lugares que tenho preguiça de ir a pé. Tudo tão simples. O mundo parece tão organizado assim... De todos os poderes dos super heróis, eu quero poder voar. Mas aí terei que ficar invisível pra não causar espanto e inveja. Talvez me concedam os dois poderes, eles devem ser pessoas bem legais.

Hoje, uma visão me trouxe de volta dos meus devaneios: uma moça em uma janela distante. Não consegui identificar mais detalhes que o tom claro de sua blusa, não sei se era menina ou mulher. Mas vi que ela tinha passado da cortina pra olhar a vista. E estava ali, olhando o tempo como eu. Ela ficou pouco, mas sua presença me foi imensamente valiosa. Entre tantas janelas, entre o céu que mudava, entre o vento a me fazer carinho no rosto, foi aquela menina que quebrou minha solidão. Não estou nem nunca estarei sozinha nesse mundo. Muito obrigada!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Lanche de sábado à tarde
Fernanda: _Essa sanduicheira já perdeu o... o....
Eu: _O Glamour?
Fernanda: (?!) - Não, Ágatha, a anti-aderência! Tá doida?!
 
Mais tarde, na balada
Eu - Bosta, essa liguinha estragou. Perdeu...
Fernanda: _O Glamour né?!
 
(só a Fernanda me entende)
 

domingo, 11 de maio de 2008

Confessionário


Em um dos dias mais clichês do ano, o tal do Dia das Mães, eu acabei sem dar o presente que pensei e ela desistiu do café da manhã que ofereci. Mas gostaria mesmo de dizer que um dos meus maiores desejos de vida é ser mãe, e espero ter a mesma capacidade de amor incondicional, dedicação, esforço e carinho que minha mãe tem. Tenho muito orgulho de ser filha de quem sou e, mais que isso, sorte de ter uma mãe exatamente assim.

Te amo demais!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

do Mirar

Por um instante fulgaz, achei que tivesse um arco-íris no céu, mas era só uma sujeira no vidro do carro. Aí pensei: "Cara, eu estou pronta para dar cursos de como ver a vida pelo lado positivo!".

terça-feira, 22 de abril de 2008



Escolhi tanta roupa bonita que nem usei. Outras, usei mais do que planejava. Tracei roteiros e fui por outros. Pensei em pessoas e encontrei outras. As horas se arrastaram e, é claro, correram no final. Perdi muito tempo e nem deu tempo de fazer o que pensei. Fiquei triste e alegre, pra depois concluir que estou feliz por ter ido. Essa é a história de uma viagem recente, mas pode ser de uma vida inteira. Porque altos e baixos, surpresas e decepções, erros e acertos só me parecem a descrição do que é a vida, com a ressalva de que sempre vai valer a pena.

sábado, 19 de abril de 2008


Acho que todo mundo, mesmo que nao confesse, tem um pouco de medo e desejo de se tornar como os pais. Eu, pelo menos, sempre tive. Os acertos viram modelos, mas alguns erros me fizeram temer: será que eu vou ser assim? Como se fosse algo obrigatório, uma metamorfose da qual eu náo poderia escapar por ser filha de quem sou.
Hoje, adulta e vacinada, posso me perdoar por náo ter herdado as super qualidades e posso me parabenizar por vencer o determinismo dos genes e náo, náo ser igual. Ufa!

terça-feira, 8 de abril de 2008


Tem dias que eu me sinto rasa, não tenho nada a dizer. Nem escrevo aqui. Não é falta de inspiração, é só... vazio, seco. E me preocupo um pouco, mas nem tanto. Sei que essa tal "expressão da alma" é algo inevitável pra quem tem. Uma hora ou outra vem. E no meu caso, vem como uma avalanche, como se fazer isso fosse a coisa mais importante do mundo. E é. Toda forma de expressão verdadeira que eu encontro é a maneira mais clara de me sentir viva, vibrante. Pode ser um belo texto, uma idéia, a nova disposição dos móveis, um conselho bem dado, um afago, o suheil na ponta do pé (ok, é um passo da dança do ventre).

E foi por isso que parei o carro em locais não apropriados hoje, sozinha e com uma máquina digital nas mãos. Não sei se era muito indicado. Mas eu não podia perder esse pôr do sol.

ps: recomendo clicar ali no link da legenda da foto.

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Peço perdão aos outros, mas hoje o dia é meu. Nem aniversário nem mudança de vida. Um dia comum, como outro qualquer, que eu peguei pra ser meu. Hoje eu não vou me importar com a quantidade de água que eu preciso pra fazer aquela massagem esfoliante deliciosa. Não quero saber mais detalhes daquele caso sórdido de uma criança morta. Também não vou me preocupar se estou sendo injusta em bater o pé e me recusar a fazer isso ou aquilo. Hoje não, dá licença.

Declaro que hoje é o dia de amor a mim. Cuidado a mim. Mais que todos os outros. Dei sorte! O pessoal aqui de casa soube antes de mim que o dia é meu e me deixaram espaço. Música alta. Sapatos jogados. Incenso e perfume sem alergias.

Mesmo com a obrigação de passar um pouco do meu dia com os outros, não darei a mínima chance. O mau humor de um e outro é problema deles. O trânsito caótico, as cotações do mercado, a burocracia e atraso da sociedade podem me afetar, mas nunca me atingir. Porque passarei flutuando sobre o cotidiano cinza que o mundo insiste em instituir. Com minhas cores e flores, vou viver esse dia sem a obrigação de ser paciente com quem encontra motivo pra só reclamar e nunca fica admirado com aquela nuvem no céu.

E quem sabe, no fim do dia, eu esteja um pouco mais perto de descobrir como se faz para acordar todos os dias com essa facilidade em ser feliz.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Notas Rápidas

* Um caminhão saiu da pista e tombou. Os dois ocupantes, feridos, foram socorridos por uma ambulância do Samu. Poucos metros depois, a ambulância sai da pista e capota. Agora os feridos são três. Isso aconteceu aqui em Goiás e fiquei matutando sobre o caso. Imagine só, vc sofre um acidente e fica aliviado quando chega o socorro. Daí o socorro precisa de socorro? No máximo da expressão popular: Fala sério! Ninguém merece!

* Acho um absurdo álbuns e scraps do orkut bloqueados. Afinal, muito mais interessantes que os bobos que a Globo escolhe, o orkut serve pra gente dar uma "espiadinha" nos nossos amigos, amores e paqueras. Quem não quer ter sua vida "invadida", não faça orkut, ora mais!
Sempre gostei do orkut por ser um hall dos exibicionistas assumidos, aí vem essa onda de "respeito e privacidade"?! Não, não concordo!
Eu tenho orkut porque gosto de aparecer, sim senhor! Mentira de quem disser o contrário, todo mundo quer ser visto, ser lido, ser desejado, por que não? O orkut é um belo portfolio, um cartão de visitas que pode te abrir portas. Claro que sempre vão aparecer uns malas sem alça, mas é o preço que se paga pela fama.

* Juntem-se à minha corrente de orações para a Globo desistir de fazer Big Brothers e investir em séries fantásticas como "Queridos Amigos". Hoje estou caindo de sono, mas não posso perder um dos últimos capítulos da última semana!

terça-feira, 25 de março de 2008

segunda-feira, 10 de março de 2008

Do que alaga

Chuva de manhã = sono e preguiça de levantar da cama e ir trabalhar, estudar etc.
Não que tais fatores estejam ausentes se tiver aquele solão, mas, entre 100 pessoas, 99  concordam que a vontade de ficar quietinho sobre os lençóis aumenta nos dias de chuva (e a pessoa que discorda é só pelo prazer de ser do contra).
 
Tal fenômeno sob o comportamento humano não é apenas uma idéia cultural; vem da nossa memória ancestral. Os homens da caverna viviam mesmo uma vida dura, árdua, difícil e qualquer outro sinônimo. Mesmo sem enfrentar trânsito, impostos e o Faustão no domingo, a vida na Idade da Pedra não era bolinho. Para garantir a sobrevivência, eles precisavam caçar as feras mais temíveis e, ainda, fugir da morte quando eram caçados por feras ainda mais temíveis.
 
A rotina desses incansáveis trogloditas começava antes do raiar do sol, pois alguém já tinha rabiscado nas paredes da caverna que "Deus ajuda quem cedo madruga". Dia a dia, lá ia o homídio com seu tacape com a tarefa de levar comida pra casa. Os pesquisadores não sabem ao certo se foi nessa época que definiu-se que cabia à mulher cavernosa limpar caça, acender a fogueira e, quem sabe, temperar com aquele matinho gostoso que crescia ali por perto. Depois de ser conquistada com um tacape na cabeça, imagina-se que a mulher das cavernas não tinha muita inspiração pra ser rainha do lar.
 
Nesses tempos das cavernas, a chuva impossibilitava a caça, já que os animais, que nunca foram bobos, não saiam de suas tocas e ficavam bem escondidinhos. Os mais animados dos homens até sugeriam ir caçar os animais lá nos esconderijos, mas sempre tinha o mais sensato que lembrava da visão limitada no ser humano e o quão longe estava do veículo 4x4 ser inventado. Assim, o dia de chuva era, inevitavelmente, um dia de folga.
 
O pessoal aproveitava para tirar aquela soneca, colocar o papo pré-histórico em dia (acredita-se que o desenvolvimento da linguagem de acelerava nesses momentos), pintar paredes, inventar música, fabricar novas armas (naquele tempo era justificável) e uma série de outras atividades que fugiam da estressante rotina do dia-a-dia (se vc acha que ficar num computador o dia inteiro é difícil, experimente caçar um búfalo).
 
É por isso tudo que nós, homo sapiens conteporâneos, temos arraigada a crença de que o dia de chuva é dia para ficar em casa. Fique à vontade para usar os dados dessa importante pesquisa científica para justificar sua ausência para seu patrão, professor, pai, mãe e consciência. Para que eles te levem a sério, diga que leu na Veja e é uma tese de doutorado de Havard em parceria com Sorbonne. Caso funcione, por favor me avise; não é todo dia que consigo justificar minha preguiça com uma história tão mirabolante.
 
 

quinta-feira, 6 de março de 2008

Joguei papéis e promessas antigas fora.
Alívio!
A verdade é que afetos e memórias não se solidificam mais ou menos se aquela carta, o convite de formatura ou o bilhete engraçado ficam acumulando poeira e ácaros.
 
Pendurei no ar os pássaros que dobrei. Pra enfeitar, pro vento ter com quem dançar.
Poesia de papel colorido.
 
Abri pastas, rasguei contas antigas. Me perdoei por desistir de rascunhos dos artigos que nunca escreverei. As opiniões e revoltas mudam, graças a Deus!
Do material guardado, tirei o agradecimento por todos os processos de dor e alegria que passei. Enfrentei, recuei ou esqueci, agora nem importa. Mudei, cresci.
 
Na filosofia de lá de longe, o que fica guardado estagna a energia. E agora quero por tudo em movimento. Que eu dance, que eu corra, que eu caia e aprenda que joelho ralado que é bom.
 
Limpei a janela e vou pendurar os cristais daquela cidade bonita onde fui tão feliz. Um convite para entrar a luz, para os anjos e sonhos virem bater asas por aqui. Sejam bem-vindos!
 

segunda-feira, 3 de março de 2008

Só lá em casa...

_Mãe, tô com fome. Tem almoço aí em casa?
_Tem, filha. Comprei uma alface tão bonita!
(pausa para exclamação)
 
Esse diálogo não é um trecho de um livro infantil contando a História da Lagarta. Nem dos Coelhinhos ou Tartarugas. Aconteceu comigo, ser humano dito carnívoro e, no momento, faminto. Felizmente, cheguei em casa e tinha, além da alface bonita, arroz, feijão, carne e tomate. Ah bom! 
 
ps: mãe, não adianta reclamar da história. Oferecer alface como atração principal de um almoço merece um post no blog.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A explicação que Newton não deu

Viver em sociedade é uma enorme responsabilidade, mas há quem sabiamente nem pense nisso. Você não tem idéia do efeito que causa nas pessoas. Pode até achar que tem, mas não. O seu "olhar 43" pode ter funcionado nas horas que você precisou dele, mas não dá pra saber se aquele "alvo" foi conquistado com seu melhor olhar ou com aquela frase idiota que escapuliu na hora errada.

Aquele elogio que você fez pode ter deixado sua amiga neurótica tentando alcançar a perfeição e aquele fora monumental no chato feiosão deu o estímulo necessário pra ele querer provar seu valor. Hoje ele tá super feliz com uma pessoa muito mais legal e bonita que você.

Você nunca vai saber se fulano e fulana se apaixonaram naquele jantar romântico ou depois daquele tropeção no tapete de uma festa chique. Quem de nós não estranha, vez ou outra, um inesperado tratamento super simpático ou aquela grosseria vinda do além?
 
Te amam, te odeiam ou nem notam sua existência, e você nunca vai saber porquê. A roupa certa, o melhor vocabulário e uma dose extra de charme treinado na frente do espelho. Uma piada de mau gosto naquele boteco sujo. Uma crise histérica. Um sorriso. Uma música que tocou no rádio naquela hora de tédio. Um cheiro no pescoço. Aqueles segundo da sua atuação podem ficar pra sempre na memória de alguém ou serem esquecidos pra sempre, até mesmo por você.
A única certeza é que jamais haverá uma fórmula certa para ação e reação nas relações humanas. Mas esse mistério nunca vai deixar de me fascinar.

 

Top 5 - Coisas que não me arrependi de gastar dinheiro

 
1 - Melissa Doc Dog R$ 135,00 (mesmo modelo, mas vermelha)
Na verdade, essa eu ainda nem paguei. Mas ela provou todo o seu valor quando eu saí de casa muito (muito) poderosa com meus super sapatos (mesmo que oficialmente seja uma sandália). Dói o pé, é muito alta, é ruim de andar na calçada, mas me faz feliz.
 
2 - Um ano de Dança do Ventre
Foram 12 mensalidades + o lenço pra treinar + a roupa pra dançar no teatro + o véu + a gasolina e paciência de encontrar a loja para comprar o véu + ingressos pro teatro + ingressos pra ver outras pessoas dançando + etc.
Se eu somar tudo, capaz de ter gastado uma pequena fortuna. Mas não vou somar os valores. É algo que compensou e continua compensando. Tá ficando mais difícil, exigindo mais dedicação e cada vez mais dinheiro, e eu cada vez mais feliz!
 
3 - Viagens
Europa (wow), Porto Seguro, Argentina (wow), Recife, Goiás Velho, Pirenópolis... Não me arrependo de nem um centavo (nem da falta de mais dinheiro). Espero que meus financiadores também não se arrependam da ajuda fantástica que me deram.
 
4 - Kit engabelator de ladrão - Som para o carro
Mudou minha vida! Nada como dirigir feliz com minhas musiquinhas! Melhor ainda é descer do carro sem medo de voltar e não encontrar o som.
 
5 - Promoção Ponto Frio: Secador + Chapinha
Recuperador de auto estima e kit emergencial para saídas glamourosas não planejadas com a devida antecedência. 

domingo, 24 de fevereiro de 2008

É, andei sem postar esses dias. Mas é que ando mesmo desiludida e nenhuma fantasia inspiradora tem passado por mim. Acho que sou uma pessoa criativa e sonhadora, mas a realidade estéril me contaminou e fiquei assim, chata e reclamona. Tento não ficar falando disso, pois isso é chato pra caramba. E se não falo disso, não resta muito mais o que falar...

Estou cansada dos meus problemas e até hoje não sei como resolvê-los. Claro, na teoria a solução pra tudo é bem simples, mas eu me perco na prática, me embaralho dos fios da minha mente e sei lá por onde me perco. No fim, nada se resolve e continuo atolada no mesmo lugar, na mesma poça d'água que criei pra me afogar. Ninguém é culpado, não há vilões, a vida não é cruel. E já que é assim, não tenho direito a gritar por ajuda. Mas juro que sozinha eu não consigo mais.

Mais uma segunda-feira está pra começar e eu só me sinto cansada.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O DIA QUE ELA ADMITIU 2*


No telefone: _Oi Lu! É o Cris!
_Oi. (seca)
Pausa pensativa dele (o que será que aconteceu dessa vez?).
_Escuta, o pessoal marcou de ir lá no Arpoador. Tá afim?
_Que hora?
_Fim da tarde.
_Fazer o que?
(putz, ela tá muito chata hoje)
_Ver o pôr do sol, conversar... essas coisas.
_Humn, vou não.
_Por que?
_Porque a Ludmila está com trinta e dois anos, Cristiano. Ela já cansou de ver o sol se pôr e nem tem mais idade pra ter "turma" (esse turma bem irônica).
_Ué, você adorava há uns anos atrás.
_ Há sete anos eu adorava mesmo. Mas ia lá só pra te beijar.
_O que?! (engasgo)
Suspiro. Ela, na verdade, está tão desiludida com a vida que até confessou um segredo de anos. Ia só pra beija-lo, mas só acontecia de vez em quando e ele nunca levou a sério. Ela acabou se casando com outro cara que nem gostava tanto e se acostumou a ser só amiga do Cristiano. Com os anos, se afastou da turma, mas continuou falando com ele de vez em quando. Há seis meses, ele está mais presente tentando ajuda-la a superar o fim do casamento.
Quebrando o silêncio, ele falou: _Escuta, aí do teu prédio dá pra ver o pôr do sol, não dá?
_Subornando o porteiro pela chave da casa de máquinas do elevador, dá sim.
_Então eu vou aí ver o pôr do sol do seu jeito, tá?
E ela se lembrou que sabia sorrir sem doer.


* O número 2 é porque eu já usei esse título num outro texto ainda não publicado.
* Ilustração chumbrega by me, modelo by me e foto by Ana Paula.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Vou casar com o André

Uma viagem pra Recife serviu pra aumentar meu amor por Brasília. Pois é! Impossível não se apaixonar pela banda inteira e, principalmente, pelo vocalista da banda Móveis Coloniais de Acaju (DF). Eu e Ana Paula, que concorre comigo e com outras mil fãs ao cargo de primeira-dama da banda, apostamos que ele se chamaria Roberto. Hoje, minha primeira tarefa aqui no trabalho foi pesquisar o nome real do meu futuro marido. No site, ele avisa: "Não se enganem, André Gonzales é uma farsa". Por enquanto, pretendo pagar os ingressos dos shows pra ver...

Mudando de assunto...
Cheguei de Recife ontem (domingo) e tava super cansada. Foi impossível sair do sofá pra telefonar ou mandar emails/scraps pra alguém, ainda mais que porque na estava passando "Um Lugar Chamado Notting Hill", que eu nunca canso de ver. Hoje devo voltar à vida real e prometo tornar o processo de readaptação um pouco menos lento que o usual (e isso pq passei uma semana fora, imagine um mês...). Ah, e a viagem pra Recife/Olinda foi boa demais!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Habib

Aumentou o preço. Diminuiu o tempo. Agora, também posso pagar por aulas extra aos sábados. Mas acho que vou reclamar muito pouco. Ontem voltei à aula de Dança do Ventre. A técnica, as amigas, a música, tudo estava lá, no mesmo lugar, mas parecia melhor.
 
Estou um tanto desengonçada pelos meses sem prática. Meu "twist" (uma viradinha com o quadril) está um horror. Mas tudo bem, peguei umas variações novas sem dificuldade. Saí da aula tão empolgada que demorei a ter sono. Como é bom encontrar uma coisa que dá ânimo! Além de prazeroso, é lindo!
 
Volto aos palcos em junho (ha ha). Me aguardem!
 
 
Ps: Alguém em explica, como, meu Deus, como os melhores estúdios de design não estão me disputando aos tapas? Que ilustração fantástica feita em poucos minutos! Uau pra mim! hehehehehehe

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008





Ele chegou e disse enérgico: É hoje. Já pensei em tudo.
_O quê? Hoje!?
_É.
_Mas... você pensou bem?
_Pensei em tudo.
_Mesmo?
_Em tudo, cara! Pensei em tudo! Não há nada que possa acontecer que eu não tenha pensado.
_Se der errado?
O resoluto sorriu desdenhoso. _Ora, meu caro, pode dar errado, pode dar certo. Não me importa mais. Qualquer coisa que acontecer eu já pensei, e nada poderá me surpreender.
Impressionado com tamanha certeza, o amigo deu de ombros. _Que seja!

Pouco mais tarde, ele chegou e disse de uma vez:
_Mariana, estou apaixonado por você.
E ela não fez cara de surpresa ou espanto, não achou ruim, não fez cara de quem já sabia, não achou estranho, não pôs a mão no coração e achou lindo, não disse oh, não me diga, não saiu correndo, não disse que já tinha outro, vamos ser amigos e nem caiu em seus braços dizendo que seria sua pra sempre. Ela sorriu.
Sorriu!
De uma maneira tão nova, tão pura e bela que fez as pernas dele tremerem.
Sem saber o que dizia, ele falou: _Na verdade, eu te amo.
E isso ele não tinha pensado.

É certo que ninguém gosta, mas eu detesto me sentir burra. Não sei o que é gateway padrão, não sei a diferença entre um modem homologado e outro não homologado. Sei que existe, mas não sei mesmo como funciona o tal do IP, que é como o RG do computador (acho). E ontem desligaria o telefone xingando até a avó do atendente que me tratou mal, mas fiquei mesmo desoncertada por ser tratada como estúpida. Eu, que costumo me sentir o máximo em informática porque resolvo dois ou três problemas aqui da redação, tive minha "auto-estima tecnológica abalada". Sorte que meu computador sabe que fazer feliz, apesar de ser um idoso caquético. Reiniciei e tudo voltou ao normal. O tal atendente burro da GVT pode continuar com sua estupidez: eu ainda tenho minha boa fé e meus santos bites protetores.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Procurem a cabeça de burro!

Não sei se essa expressão existe fora de Goiás. Por aqui, costuma-se falar que um local deve ter uma cabeça de burro enterrada quando ele, de alguma forma, dá errado. Seja em diversas falências comerciais, seja pela vida de quem mora lá ou qualquer outra zica. Pode-se culpar a tal cabeça de burro por tudo que é ruim por ali.

Há anos morando no Setor Oeste, passo sempre em frente ao condomínio Porto Ferrara, na mesma rua onde moro. Esse prédio foi um dos muitos edifícios que ficaram inacabados na massa falida da Encol, aquela construtora que foi a maior da América Latina e deixou milhares de pessoas na rua da amargura, literalmente. O Porto Ferrara passou anos com as obras paradas. Os compradores esperaram em vão por uma solução da Justiça. Perderam muito dinheiro, já que o apartamento é de luxo, e quase perderam a esperança e paciência. Por fim, os já lesados cidadãos desenbolsaram mais uma fortuna para terminar a obra do prédio, que andou devargazinho, mas foi concluída.

Passando sempre pelo local, notei que a ocupação foi tímida, mas, por fim, o prédio parecia ter entrado nos eixos e deixado o passado amargurado pra trás. Mas esqueceram da cabeça de burro por ali.

Infelizmente, 2008 começou de uma forma muito triste no Porto Ferrara. Na noite de 04 de janeiro, uma criança de apenas 3 anos morreu ao cair do 12º andar do edifício. Parece que foi uma simples olhada curiosa na varanda do apartamento que causou a tragédia. Não sei como os moradores reagiram, não passei por lá no dia do acidente. Acompanhei a notícia pelos jornais e não me interessei em repercurtir o caso na tv. Não tinha muito mais o que falar. Uma criança cair de uma varanda é realmente muito triste.

A história ficou na minha cabeça e hoje pensei na cabeça de burro. Vasculhem as fundações, deve ter alguma coisa. Um prédio que deveria ser celebrado pela sua ótima localização e pelo maravilhoso apartamento de luxo não deveria ter tanta tristeza reunida em sua breve história.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Post chato de uma doninha de casa

Ontem, fui ao supermercado e levei meu companheiro mp3 player. Sem ele, fica muito difícil fazer compras em paz, principalmente naquele antro. Estava eu escolhendo cenouras quando vi uma pequena aglomeração em torno de um home theather: Celine Dion berrava a plenos pulmões "I´ll be waaaaaaaaiting for youuuuuuuuuu". Eu, com Arnaldo Antunes no ouvido, olhei para os que assistiam ao show de Celine e pensei "pobre humanidade"!
*
Por falar em supermercado, estou quase me convencendo que o Extra não é caro. Pelo ambiente que se encontra lá, talvez seja até barato. O problema é que eu não topei pagar, então fui no Moreirinha (Gente da Gente, 100% Goiano - que maravilha se slogan!). Olha, podem me chamar de fresca e preconceituosa, mas aquilo ali é tétrico, um horror!
 
Para se chegar às verduras e frutas, você atravessa jeans, dvd´s, perfumaria e um tantão de coisas promocionais amontoadas e pega uma escada rolante que, apenar das placas de "sobe" de um lado e "desce" do outro, tem um funcionário pra controlar o trânsito. As verduras estavam sofríveis, mas isso quase não me incomodou. Nas outras seções, uma coisa não se liga à outra com muita facilidade, e achei meu queijo cottage graças à plaquinha que indicava "Gordurosos".
 
Gente, alguém me explica como um supermercado coloca uma plaquinha de "Gordurosos"???? Ok, a manteiga, queijo e etc são mesmo gordurosos, mas precisa lembrar o cliente? Não sei como venci o preconceito e entrei mesmo assim no temido corredor.
 
Os caixas ficam expremidos e quase não se encontra-os, já que no meio do supermercado tem uma lojinha de presentes (expremida, é claro). Não sei se é minha memória induzindo as coisas, mas tenho a impressão que a iluminação ali é péssima. Quando chegou minha vez de passar as compras, três crianças brincavam na barra de ferro que separa os caixas. Pedi licença pra passar o carrinho e fui solenemente ignorada. Minutos depois, passei o carrinho por cima de pés e esbarrando naquelas mãozinhas, mas ó, a tia avisou. A mãe achou ruim, mas não fez mais que me olhar feio.
 
Chegando no estacionamento, as rodas do carrinho faziam um barulho infernal pelo atrito com o piso, que era tanto que meus braços tremiam. Quando finalmente (ufa!) guardei as compras no carro, uma grata surpresa: o guarda do estacionamento prontamente pegou meu carrinho para guardá-lo.
 
Não sei se os 60 reais que gastei no Moreirinha seriam 80 no Extra (meu preferido) ou 70 em outros supermercados da capital. Talvez ficasse a mesma coisa, não sei e não quero comprar. Mas tenho certeza que não volto no supermercado onde "meu dinheiro não sai de Goiás" tão cedo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Por que o leão é considerado o rei dos animais?

Procurei no Google e não encontrei uma resposta satisfatória, mas acredito que o Leão mereça esse título porque: 1 - O Leão macho não caça nem cuida dos filhotes: sua maior função é defender o território; 2 - Apesar de serem capazes de caçar muito bem, raramente vão a luta porque a juba superaquece seus corpos, o deixando exaustos em pouco tempo (ufa, mona!); 3 - Em um grupo que pode chegar a até 40 membros, a maioria é de fêmeas subservientes a um único macho; 4 - a maior parte das vezes que vemos um leão macho ele encontra-se relaxado, se não estiver a dormir. (fonte: Wikipedia)
 
Tudo isso me parece bastante com a vida real dos monarcas que conheci nos livros de História e nas páginas de Caras.
 
(assunto bobo né? Essa dúvida me passou pela cabeça ontem a noite... Ando sem tempo/oportunidade pra escrever porque estou sem meu quarto e, consequentemente, sem meu computador.)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Lá de lá

Hoje o dia teve um sentido absurdo de irrealidade. De repente, é como se meu passado nunca tivesse acontecido. E não pude lembrar o cheiro ou gosto das pessoas que beijei. Não lembrei o timbre exato da voz da minha melhor amiga de tempos e tempos atrás. Eram imagens em preto e branco que alguém me deu, mas não fui eu que colecionei. E assim meu amor aos que estão distantes se tornou maior, do tamanho do universo. Eu sou o mundo. Eu sou o amor.


Minha irmã mais nova, querida Faena, tornou-se uma arquiteta. Meu primo tá se formando em Fortaleza. Minha prima vai casar. Outros dias ficaria triste por estar tão longe, mas hoje tenho certeza que sobreviveremos a distância e nossas vidas não se perderão umas das outras. Temos o orkut, temos as fofocas de família, temos as voltas que o mundo há de dar. O tempo certo vem.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ele simplesmente não está a fim de você


"Doeu? É para doer mesmo. Foi forte demais? A intenção era essa."

Nunca li esse livro. Não sei se é bom, não tenho a intenção de comprá-lo. Mas sua capa me ensinou muito (vejam que desastre de marketing, o consumidor aprende ao ler a capa e não compra o produto!). Toda vez que me interesso por um carinha, fico armando mil estratégias pra encontrá-lo, traduzo os sinais (dos mínimos aos óbvios) como provas do interesse dele, me encho de esperança e... bem, na maioria das vezes, nada acontece. O "Sr. Fulano Bola da Vez" simplesmente não faz nada, ou continua fazendo pequenas gracinhas, sem o tal passo "a mais".

Para as moralistas de plantão que me conhecem, afirmo que o "Sr. Fulano Bola da Vez" não é aquele que faz-gracinhas-mas-tem-namorada. E também não vou dizer quem é porque não há nada pra dizer. Hoje, a frase título desse post caiu como uma luva para responder a falta de notícias dele. E, é claro, como percebi isso, eu o odeio.

Ok, odiar é forte demais. Eu não o odeio e nem me odeio por ter me interessado por ele. Mas o desperdício de energia, tempo e pensamentos é algo a se lamentar. Se eu pudesse pedir algo ao cosmos, pediria pra só me interessar por sujeitos que valessem a pena. Tá... sei que é demais. Mas queria mesmo não me interessar pelo primeiro que me trata bem e me dá um quê de atenção especial. Eu, que sou uma mulher razoavelmente inteligente, não entendo como posso sempre entender tudo errado. Então aquele abraço não significou nada? Aquelas perguntas sobre um assunto que só eu gosto, aquele sorriso ao me ver, aquele aperto brincalhão, as especulações sobre o que se passa no meu coração... Tudo era nada? Não consigo entender.

Será que interesse mútuo é algo raro demais pra acontecer comigo? Quais sinais realmente indicam que ele "tá querendo"? Como separar uma brincadeira inocente de um comentário com segundas intenções? Juro que trocaria algumas de minhas habilidades (são muitas) para entender um pouquinho mais desse assunto. Estar sempre perdida nessa área é realmente cansativo e o pior: nada produtivo.