segunda-feira, 16 de março de 2009

Plano


Um avião que a poucos metros da entrada do shopping. Pessoas a poucos passos. Vidas salvas por um triz tão pequeno que só pode ser milagre. Minha cidade na rota da loucura global de aviões sequestrados. Podia ter sido pior, mas foi grave o suficiente para assustar.

Como parte da imprensa goiana, quero dizer que não estou perseguindo Érika Mota, mãe de Penélope e viúva de Kléber, personagens da tragédia que deixou todo mundo aqui com a aterrorizada e incrédula cara de "como assim?!". Nas notas que divulguei sobre o caso, procurei manter o respeito à família e ao público que procurava informação, e não espetáculo.
Questiono sempre o papel da imprensa e muitas vezes tenho vergonha do que publicam por aí e, principalmente, por aqui. Vergonha imensa da falta de noção e vergonha na cara. Eu estudei jornalismo, ponto pra mim. Eu penso antes de falar, outro ponto. Eu penso muito antes de passar uma informação para o público. Seria uma vitória se isso contasse alguma coisa... enfim.
Nos dias depois da tragédia, sigo as notícias de investigação do caso porque, é claro, queremos a falsa segurança de isso não pode acontecer de novo. Diferente dos abutres, faço parte do grupo que não gostou da notítica quente que colocou Goiânia em destaque no mundo todo. Com o acidente e cada detalhe que descobrimos, ficamos tristes e assustados.
ps: Cacau, eu sei que você não estava me acusando. Seu texto só me inspirou a escrever esse.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Por onde andei?

(e alguém me procurou?)


Fui cortar o cabelo ontem, coisa que não fazia há muito tempo. Meu cabelo foi crescendo e perdendo tudo... a forma, o brilho, a saúde e a dignidade. Eu fui perdendo a paciência de disfarçar os genes louquíssimos que formam tal massa capilar e meu secador e minha chapinha bocejam de inatividade. Mas tudo mudou!


É!


Apesar de ter feito o mesmo corte de quase sempre, mudei minha cara de "esqueci que sou mulher" pra "mocinha que se cuida e se ama". Tudo bem que não foi só o cabelo, a maquiagem ajudou.
Foi só quando a Laila quis ir no salão que percebi a minha necessidade de ir lá. E ontem, sentada enquanto Carmelita dava um jeito na bagunça, me perguntei quando eu fiquei tão descuidada. Parece que eu andava dormindo. Eu não sou vaidosa? Não me sinto mal em andar por aí com o cabelo desleixado? Não tenho vergonha? Sim, sim, sim! E como eu não fui no salão antes?! Queria saber...
(Laços de Família)
Esses dias tava rindo de uma piadinha do Zé, quando o Juninho falava sobre cabelos.
_Meu cabelo já te xingou? Te bateu? Te faz algum mau? Então me responde: Por que tu diz que meu cabelo é ruim?!
Adoro.

terça-feira, 10 de março de 2009

A Hora do Planeta

A questão, meu povo, é que eu não consegui inserir aquele box "A Hora do Planeta" (post anterior) de uma maneira decente e fixa na estrutura do blog. Anos e anos de internet e alguns anos de blogs e eu NUNCA APRENDI, tá?

Então olha só: próximo dia 28 uma galera do mundo vai desligar as luzes pra pensar no planeta em que vivemos e, a saber, é o único disponível pra gente morar. Então se você odeia as eco-coisas, so sorry. Mas se vc acha o máximo uma mobilização mundial, vê lá no site se vale a pena se empolgar com essa. Até dia 28 decido. E quem sabe até lá aprendo algo sobre html.

Hora do Planeta 2009.

Hora do Planeta
8:30PM Saturday 28 March 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Astrologia



Eu tinha parado de ler e acreditar em horóscopo. Não por desaceditar na astrologia, a falta de crédito era dos sites e jornais. Aí uma amiga me falou do Esotérico do Terra. E agora leio as previsões para meu signo e ascendente todo dia. Se for tudo falso, tudo bem. Os conselhos são muito bons. Em uma semana, o horóscopo já me sugeriu parar de procurar pêlo em ovo, buscar mais minha espiritualidade, ficar perto de amigos queridos e manter os pés no chão. Por astros ou bom senso, tenho tentado seguir.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pedidos de Natal para uma quarta-feira

* Delivery do meu leite de soja com maquininha de cartão de débito
* Casa auto-limpante
* Confort food que não engorda
* Colo da mamãe
* Um filho, um marido, sei lá... outra vida
* Mais esperança no futuro
* Determinação em cápsulas
* Vento aqui na sala ou internet lá no vento
* Delete das memórias ruins que andam me assombrando
* Tecla sap pros sonhos
* Conversar com a Lídia
* Uma companhia pra um vinho na varanda

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bem-humorada e mais magra ou mais magra e, consequentemente. bem-humorada? Não sei, mas também não importa. Até no trabalho, já estou em clima de carnaval. Não pela folia, mas pelo relax. Meu horóscopo falou que não estou dando as cartas neste momento, então tá bom. Senta, respira e aproveita a vista. Ok, ok!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

De terça pra quarta-feira

mas aí vem a vida. e você se vê no tal momento em que não sabe como fez tanta coisa errada, não sabe como chegou a esse ponto e sabe que tem que mudar, mas não consegue levantar pra ir pegar um copo d'água enquanto sua boca amarga. você até ligaria pra mais amigos pedindo socorro, se não achasse ridículo fazer isso de novo, depois que todo mundo ficou aliviado quando aquela fase ruim passou e você parecia, oh meu deus, tão bem!

mas tem dias, tem fases lunares, tem hormônios e tem um monte de coisa que você não sabe lidar. Tem a idade dos documentos que não combina com a do seu cérebro. Tem a sensação de cansaço. E mesmo sabendo que é você que faz seu mundo girar, queria que alguém viesse te resgatar.

e esses dias você se permite odiar o filho da puta que partiu seu coração e pisou no restinho de fé que você tinha na magia do amor. você não pode se culpar por não ter sido brilhante hoje. por não ser forte. e se desculpa de não ter saído, mas você só quis poupar seus amigos desse drama todo. hoje você não ia conseguir rir de verdade. e você sabe muito bem o valor de um sorriso de verdade, de uma gargalhada, da barriga doendo quando a graça nunca termina.

você não foi no supermercado e nem na padaria, que é do lado. Não é sua culpa que a outra padaria não tinha pão integral. Você fez os exames que o doutor pediu e lavou a louça. Não piorou a situação no trabalho e não comeu nada de errado. Então tá tudo bem, foi só um dia ruim.

vá escovar os dentes e reconheça as dádivas que tem. o amor da sua mãe que nunca falha. o telefonema inesperado de quem você achou que não se importava. a ajuda preciosa da sua melhor amiga. os olhos sábios e o carinho da que chamam de irracional. a cama grande que vai te acolher e a capacidade de sonhar, mesmo que não seja agora.

boa noite!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

De luz e de sombra

Quando Miguel Torremolinos quase matou Lorraine Feitosa, todos concluíram o óbvio e ficaram aliviados quando ele saiu da cidade. Mas a verdadeira história foi conhecida apenas por uma pessoa além do quase assassino e sua vítima.
Quando souberam do crime, a memória daquele janeiro há dois anos estava muito viva. Lorraine Borges abandonou Miguel por se apaixonar por Antônio Feitosa. Casaram-se 6 meses depois, restando ao abandonado horas escuras e um pesar que parecia interminável. Ao ser deixado, Miguel gritou, esbravejou, implorou a sua amada que ficasse, que a amava mais que tudo, que faria até o impossível e ela foi irredutível. Estava apaixonada por outro, me esqueça Miguel, siga sua vida!
_Não há mais vida, ele a disse por final. Assim se falaram pelo que parecia a última vez.

Lorraine foi agarrar sua felicidade e Miguel se arrastou pelo tempo, chorando, mal comendo, pouco falando, carregando aquele pesar como uma cruz. Até que, aos poucos, foi voltando ao rapaz calmo e alegre, embora sem aquele brilho e vitalidade típicos da juventude.

Foi Lua Clara que lhe iluminou de novo a vida, jogando seus raios de amor com resignada paciência até lhe amolecer a couraça da desilusão. Começaram a namorar e ele parecia finalmente feliz depois de todo esse tempo. Faziam planos, piqueniques e eram a coqueluxe da cidade. "Que casal bonito!" "Ah, Miguel, como é bom te ver assim!"
E os dois seguiam de mãos dadas e corações cheios.

Lorraine ficou sabendo das boas novas e se disse aliviada, enfim ele me esqueceu. Mas aquilo mexeu com seu ego, pois perdera o posto de para sempre amada. Estava feliz como Senhora Feitosa, sim. Mas ter um eterno apaixonado era um luxo que acostumou-se a ostentar.

Mesmo se a cidade fosse grande, é certo que o mundo é pequeno e os ex-namorados acabaram por se encontrar casualmente. Miguel voltava para casa pelas margens do bosque e Lorraine saia da casa de uma tia. Pararam, se olharam e ele concluiu que a educação era suficiente para segurar a pontada da dor que andava esquecida.
_Bom dia, Lorraine!
Sem calcular a medida da maldade, ela se armou de seu melhor sorriso, aquele que sempre o fez fraquejar nas pernas:
_Bom dia, Miguel. Que bom te ver!
_Digo o mesmo. Como vai?
Sim, ele ainda se abalava, mas um pouco menos do que ela esperava.
Conversaram um pouco sobre amenidades, as famílias e o cotidiano. Como ele ameaçava se despedir, ela não pode perder a chance e provocou:
_Soube que você está namorando e incrivelmente apaixonado.
Conhecendo bem aquele tom, ele fechou a cara e foi sutilmente ríspido.
_Sim, estou muito bem com ela. Espero que você e seu marido estejam felizes.
_Ah sim, obrigada. Não vês, Miguel, eu te disse...
_Perdão... como assim?
E com um afetado jeito debochado, ela falou:
_Eu te disse que você estava exagerando quando terminamos. Que dramático você me dizer "não há mais vida"!

Muitos nunca se conformaram de só poder imaginar o início dessa conversa. O desfecho virou um clássico da cultura local que cada testemunha tratou de acrescentar detalhes exclusivos. Enquanto esganava Lorraine, Miguel gritava enlouquecido palavras confusas. Entre elas, puderam entender "como ousas, vil desalmada" e a promessa de que ela iria conhecer o inferno. Muitos diziam que foram proferidos os nomes mais feios do mundo. Era mesmo difícil entender algo com ele aos berros, ela grasnando e outras pessoas que gritavam em vão que ele a largasse e, ao não conseguir, "socorro, acudam!" Foi com a força de quatro homens que livraram Lorraine da morte e Miguel da cadeia.

Quando os separaram, Lorraine custou a respirar, mas juram que haviam um quê de sorriso em seus lábios. Ao desistir de se queixar com o delegado, parecia ter algo a mais que bondade em seu gesto nobre.
Arrasado e jurado de morte, Miguel arrumou suas malas e fingiu não ouvir as acusações que lhe gritavam. Profundamente envergonhado de si, procurou Lua Clara esperando sua condenação, mas ela ouviu toda a história e, muito calmamente, juntou uma trouxa e segurou a mão do amado. Nunca mais foram vistos, mas por cartas mandava sempre boas notícias.

Lorraine ficou famosa na cidade. Alguns diziam ver as marcas das mãos de Miguel em seu pescoço por anos, outros diziam que a violência do amor lhe engrandecera. O certo é que a paixão violenta lhe deu status de musa, e até seus netos a olhavam com uma admiração nova quando ouviam a história. De vez em quando, a viam pensativa e suspirando "coitado", mas ninguém lhe pedia explicações. Sua alma dramática fora alimentada por uma vida e sua plenitude não podia ser descrita por palavras, apenas percebida com o olhar.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lavoro

Texto abaixo da imagem




* Se a maioria das pessoas estão infelizes num ambiente de trabalho, podemos culpar pelo menos um pouquinho o ambiente de trabalho?! Acho que sim, hein?!

* Um jornal e um bloco de perguntas dos telespectadores respondidas por uma dotôra adevogada. Por que estão substituindo a dotôra, se ela é bonita e respondia direitinho? (Cochicho público: A dotôra era amante/namorada/sei lá o quê do chefão, mas ele voltou pra esposa e ela e-xi-giiiiiu que a dotôra saísse do ar).

* NOJO desse lugar, mas falta coragem pra sair daqui. Porque: 1 - eu sou de câncer. 2 - eu posso ter nojo do estado inteiro. 3 - eu sou covarde e preguiçosa, so sorry. Mas ao escrever, parece que criei um pouco de coragem. Vou começar a especular então. Agora vou voltar a trabalhar. Inté.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Texto abaixo da imagem

Uma das minhas modelos preferidas. Quem me acorda cedo no final de semana pra ir pra piscina e ser saudável. Quem entende minhas fomes. Senhora do mundo das delícias. Dona de um dos cabelos mais lindos do mundo. A muié bruta mais docinho. Me entende, me apóia, me chama pra sair e ainda me empresta roupa, sapato, cama, mãe... Sabe falar "deixa de drama" e sabe ouvir os necessários por horas. Comunicóloga de cães (impagável a vez que ela explicou pra Belinha que não gosta de lambidas). Quem me chamou pra Argentina. Uma das melhores pessoas do mundo, com certeza.

Feliz Aniversário, Dona Cláudia!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tarefa, parte 1.

A Cacau (http://oflerte.blogspot.com/) me passou uma tarefa. Na verdade, duas: falar como me sinto com os sete pecados e contar sete fatos aleatórios da minha vida. Cacau, só consegui fazer a segunda parte agora. Amanhã completo, prometo! E também indico novos indicados! hehe Obrigada pelo desafio!
Seis fatos aleatórios da minha vida.
* Um dia, faltou luz no 402. Peguei o edredom porque tava frio e fui pra varanda descobrir que boa parte da cidade estava sem energia. Estava sozinha em casa e fiquei olhando o céu e a cidade escura. Um tempo depois, vi as luzes da cidade se acendendo, como um imenso tapete de luzes de Natal. Foi lindo, lindo!!!
* Enfiei a mão pelas grades de um portão para acariciar uma cadela boxer completamente desconhecida. Mas ela tava precisando de carinho, juro. Um vizinho passou e ela latiu feio, quase me matando de susto. Aí ele me explicou que ela era brava e temida por ali. Falei pra ela, ao me despedir: "perdoe-os, eles não sabem o que fazem!".
* Já beijei alguém que quis muito beijar. Isso pra mim é raro, então é um fato marcante.
* Chorei no Louvre, em Paris. Foi tanta informação, tanta beleza e cultura em tão pouco tempo... Pensei nos meus amigos e na minha família. Queria tanto compartilhar com alguém aquele momento, queria dividir a dádiva que tinha nas mãos...
* Há um ano, parei o carro pra admirar uma nuvem estonteante no céu. Cheguei atrasada, mas jamais me arrependerei.
* Dois em um. No show do Oasis, descobri que as coisas eram possíveis. No primeiro show do Violins, descobri que a magia do mundo também estava muito perto de mim.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sem comentário

Eu sei que é errado e, pelo adiantado da hora, acho difícil acontecer. Mas confesso que, às vezes, espero um resgate. Alguém que apareça e mude tudo. Me tire dessa solidão, dê sentido pra minha vida, faça as cores vibrarem e me dê força para enfrentar tudo que eu ainda não sou capaz. Eu sei que é utópico, sei que é errado, que é bobo da minha parte pensar assim. Mas lendo um livro sobre uma paixão adolescente por um vampiro, I couldn´t help feeling like this. Não pude mesmo evitar.
 
Mas não se preocupem. Daqui a pouco eu lembro que sou adulta e que já aprendi que não devemos buscar a felicidade nos outros, mas dentro de nós.Daqui a pouco...
 
*
No maravilhoso mundo do meu trabalho, o maravilhoso departamento de informática continua "frescando" com a minha cara. É uma putaria mesmo. Eles usam quase todo o potencial da internet daqui baixando filmes, músicas, jogando e se divertindo super. Mas voltaram a bloquear um monte de sites legais e úteis. Entre eles, o meu acesso ao painel de controle desse blog (ainda bem que posso postar por email) e aos comentários dos blogs que eu leio. Então, caro amigo blogueiro, me desculpe. Eu li todos os blogs que listo ali do lado, mas não pude comentar. So sorry. Sintam-se lidos e amados, por favor.
 
*
Boa semana pra todos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Baila

Foi durante uma conversa esses dias que percebi algo um importante sobre mim. Quando descobri que podia dançar, me perdoei por ser um fracasso nos esportes. Acho curioso esse tipo de revelação. Eu nem tinha pensado nisso e a frase me sai assim, pronta como uma certeza amadurecida. Às vezes me surpreendo comigo.

Estou muito animada porque vou voltar pra Dança do Ventre semana que vem. Parei por 6 meses para tratar do joelho, que não se curou completamente e só melhorou no último mês depois de uma mudança no tratamento. Mesmo sem estar 100%, vou voltar. Preciso fazer mais exercícios físicos, adoro dançar, adoro ensaiar pra espetáculos e, em alguns momentos, tenho a plena convicção que nasci pra Dança do Ventre.

Estou sem dançar há 6 meses e minha professora já avisou que vou ter que me esforçar bastante pra acompanhar a turma. Ótimo, adoro desafios. E volto para os meus dias de Deusa!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Acabei de ler que a roupa íntima do reveillon TEM QUE SER nova. Ou seja: acabei de arrumar uma boa desculpa pra ir comprar um novo sutiã (ou soutien, né?), pq a calcinha eu já ganhei.

Todo mundo nessa onde de balanço de 2008... preguiça viu? Mas teve o carnaval em Recife, a viagem pra Alto Paraíso, o Fica, o Arraiá II, Muse, o fim do Violins, os shows do Móveis, as coisas tristes, violência, doença, saudades, novos amigos e amigos velhos cada vez mais amigos... teve tanta coisa, mas esse pode ficar marcado como o ano que eu SAÍ DE CASA.

E isso faz de 2008 um grande ano para mim.

a TOOOODOS que vem aqui por amizade, distração, gosto ou engano: FELIZ 2009!
Mas eu ainda volto antes do ano acabar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O mundo enlouqueceu DE VEZ!!!



Eu sou jornalista e trabalho em uma tv. É de se imaginar que eu vejo muita loucura todos os dias. Coisas absurdas e doentias, mesmo. Mas tem coisas que me chocam. Você já ouviu falar em "Reborn"? E em "Real Dolls"?
São bonecas que imitam bebês e mulheres com uma realidade impressionante (viu as fotos ali em cima?). Sobre as bonecas-mulheres, vá lá, eu já achava esquisito desde as bonecas infláveis. Mas bonecos bebês para adultos?! Como assim, Bial??? Será que só eu acho, no mínimo, esquisito isso? Pelo amor de Deus, quem tem amor pra dar não prefere dar a um ser humano que precisa?! Enquanto bebês de verdade são jogados no lixo todos os dias, tem gente pagando de 1 a 5 mil reais + frete por um boneco-bebê?!?! Pelo amor de Deus!!!
Na matéria abaixo, tem uma louca que leva a boneca até pro cabelereiro, e acha legal quando as pessoas percebem que não é um bebê e ficam curiosas. Olha, eu tento ser uma pessoa menos preconceituosa e aceitar as diferenças, mas isso?! Sinceramente, acho que a pessoa tem algo muito errado na cabeça. Ou é "falta de sirviço", como diria um amigo meu.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Na mão

Que droga, quero dizer um monte de coisa, mas tá tudo embolado, uma mistura de emoções que fica fazendo voltas dentro de mim. Vamos aos fatos: uma amiga minha está doente. É claro, não posso fazer nada. Mas não deixo de ficar triste e, mais triste ainda, por ter que ficar longe dela. Eu sou super-protetora. Gosto de ficar perto, abraçar, conversar, contar piada, levar chocolate, filme, bombom, livro e o que for pra deixar o cenário com um pouco de colorido.


Mas agora não dá.
Pior é a sensação de não ter deixado claro o quanto eu gosto dela. Acho que eu nunca disse o quanto ela é importante pra mim. Torci por ela. Comemorei suas vitórias. Fiquei com saudade e insisti pouco pra ela deixar de ser enrolada e sair comigo. Liguei pouco, fiz pouco. Aí agora não posso fazer nada? Mentira, posso sim.

Acredito nas energias positivas. Em reza, oração, mandinga, macumba e tudo o mais que for do bem. Acredito no amor, no carinho e atenção via pensamentos, sonhos, telefones, cartinhas; Acredito na medicina. E acredito, principalmente, nela.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Eu tô numa dúvida atrozzzz (z de ênfase, tá?).
Dívida do remédio, do cabelo e do coração, pra citar as mais importantes.

1* do Remédio

Não faz muito tempo, tava foda, juro. Aí passei a tomar umas gotinhas mágicas. Foi ótimo. Mas o ruim foi que não fiz o que deveria ter feito: continuar a acupuntura e fazer terapia. Acho que terapia é algo fundamental para qualquer ser humano. Mas a sociedade (quem?) não pensa assim. Enfim, isso não vem ao caso agora. Me acomodei com o efeito mágico super bom. Ótimo. E ninguém nunca mais me viu chorar a toa. Ou nem era a toa antes, eu só nunca soube mesmo definir. Chorei, é claro. Mas a violência da cidade e da vida atingiram pessoas muito, muito amadas. Eu tinha que chorar pra ajudar as pessoas a sorrir depois.
(espaço que o blogger não dá)
Voltando... passei a me sentir tão bem que fui abandonando as gotinhas. Irresponsável, eu sei. Sei, sei... Mas fui abandonando. Aí agora tem uns dias que eu não tomo. E anteontem eu fiquei péssima, daquelas da expressão *na merda. Mesmo. E ontem também. Mas tinha um motivo que eu não posso, jamais, admitir em voz alta. Jamais. Jamais. Jamais. Talvez eu exploda, enfim, não posso. E ontem decidi que tenho que voltar pras gotinhas e pro caminho que eu vivo falando que vou.
(espaço que o blogger não dá)
Mas hoje eu amanheci bem. Ontem já tinha melhorado, mas a sensação de "estou bem" se mostrou inteira hoje. Bem sem gotinhas. Uau. E ficaria tudo bem, tudo resolvido (adeus gotinhas), se não fosse o medo. Vai que, de uma hora pra outra, eu surto e volto pra merda?! Isso é bem fácil de acontecer comigo-sem-gotinhas. Mas aí eu fico pensando se não tá na hora de ser corajosa e ver qual é, o que mesmo acontecendo e tratar disso, seja lá o que isso for. Será que eu consigo? Será que, mesmo se não conseguir, não seria mais verdadeiro que insistir em usar muletas? Por que não me dou a chance de provar que ok, estou bem e agüento seja lá o que for?!
Ainda não sei, mas estou quase chegando lá. E agora tenho que voltar a trabalhar (já que estou no trabalho) e vou deixar o cabelo e o coração pra depois. Por ora, tá bom. Mesmo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Acho que desenvolvi uma síndrome nova. Ou talvez seja uma neurosa clássica. Sei lá, sei lá.
Ando com duas pirações. Uma: ao menor sinal estranho, acho que a pessoa está grilada comigo. Se a pessoa não me atende, se desliga secamente o telefone, se reclama de uma coisa que tem razão... Tudo eu acho que a pessoa já quase me odeia. Ái!
A outra é que eu simplesmente não consigo decidir o que fazer. Não sei o que fazer hora nenhuma por esses dias. Por exemplo: estou no trabalho agora e tenho que almoçar, ir pra fisioterapia e pagar umas contas. Queria ir lá em casa. Mas fico calculando o tempo entre tudo isso e estou, até agora, sem saber onde vou. Acho que não vai dar tempo. Nada.
Aí eu tinha um monte de coisa pra escrever, uns temas legais, sabe? Mas sabe quando o texto não flui? Vou fazer uns pequenos tópicos:
* Estou muito magoada com o Seu Jorge. Esperei tanto tempo por um show dele e quando finalmente vou, o cara me apronta uma feiura dessas?! Ficava chamando uns amigos pra cantar pq "tô muito doido" (ele mesmo falou), cantou cover chatinho (pra que?!), enrolava demais e cantava pouco... enfim, não levou o show a sério hora nenhuma. Tava esperando pra ouvir as músicas mais instrospectivas do cd novo, esperava um artista com o mínimo de respeito ao público... Aí me aparece um fanfarrão cantador de hits pra animar a galera. Francamente... não pago mais por show dele!
* Estava implicada com Marcelo Camelo desde o fim do Los Hermanos e depois de baixar o novo cd e dormir ouvindo a primeira faixa. Mas aí fui no show e ele me colocou no bolso, comeu meu coração, me ganhou de jeito e, no final, lá estava eu gritando histérica e fazendo coro pra ele não ir embora. Sou*, sim, sua fã!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Notinha


MAIS UM ASSASSINATO EM GOIÂNIA./ O MENOR VANILDO JÚNIOR FERREIRA DE OLIVEIRA, DE 12 ANOS, FOI MORTO ONTEM A NOITE NO SETOR CRIMÉIA OESTE./ SEGUNDO A POLÍCIA, O MENOR ERA “AVIÃOZINHO” E DEVIA DINHEIRO PARA UM TRAFICANTE./ ELE MORAVA EM UMA INVASÃO PRÓXIMA AO LOCAL DO CRIME E SEUS PAIS ESTÃO PRESOS./ O CASO VAI SER INVESTIGADO PELA DELEGACIA DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE – DEPAI.///

(nota do Jornal Brasil Central de hoje)

Não é sempre, mas eu questiono: Do que adiadanta uma investigação da Depai? Pra que uma proteção a um adolescente morto?
Aí alguém vai investigar e fazer um relatório dizendo que o menor vivia na pobreza, com um passado violento, com pais criminosos... Provavelmente, começou cedo a trabalhar no tráfico de drogas. Não pisava mais na escola. Já era homem, cuidava da vida. E morreu com cinco tiros porque não pagou o fornecedor.
Eu sei que o tráfico gera violência. Que não se pode passar a mão na cabeça de bandidos. Sei de um monte de coisa. Mas... sinceramente... acho isso triste. E muito.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Cama na Varanda



Eu nem lembro o que estava procurando no http://gettyimages.com, mas achei essa imagem linda que é muito parecida com minha nova fase. Conforto, paz, Belinha, jardim, leitura... só me falta mesmo o gatinho (e não precisa ser dos que fazem miau).

segunda-feira, 10 de novembro de 2008




Não é verdade que quem tem boca vai à Roma. Na verdade, você vai precisar de dinheiro e equilíbrio mental. Na escassez de um e na falta completa de outro, você vai à Roma, mas vai sair de lá correndo e chorando. Às vezes nem é loucura, é só que você ficou muito fragilizada depois de chorar no Louvre, em Paris. E juro que minha viagem pra Europa foi muito feliz. A vida tem dessas, , que coisa...

(pausa pra um momento cotidiano)


"psi-psi-psi-psi" Ouço mas nem ligo, porque estou de costas e escrevendo, não enche. E nem irritada não, só não quero psi-psi pra mim agora. Aí quando o fazedor de psi-psi me vê meio que de perfil (pq nem chegou a me encarar), deu meia volta e exclamou: "Ah, nem é você que eu quero!".

Aí tá, saí da minha imersão textual e dei a volta na cadeira. Vi o psi-psiter de costas e puder afirmar de longe: "Nem você é quem eu quero".

aqui escrevendo de boa, sem incomodar ninguém, e vem um bobo do nada dizer que não me quer?! Eu hein.

(beleza, voltemos)


Toda vez que encontro um jeito muito legal de escrever, fico tentando imitar. Quase que automático, até esqueço que é cara de pau. Mas é esse aqui ó: http://backnforth4ever.blogspot.com

Ultra bom. Juro. E foi a Cacau que me indicou. E o blog da Cacau também é "o que há". Ta ali do lado, Café das Ilusões. Depois vai lá, mas termina de me ler, ok?


*

Depois de enrolar 27 anos (27 anos, MEU DEUS!!!) enrolando pra sair de casa e 2 meses depois de ter me mudado, lá vou eu de novo. Não é que tomei gosto por mudança. Aliás, é bem chato, mas é necessário. A verdade é que apareceu um lugar que cabe nós: eu e Belinha. E meu primo Pablo não entende como um cachorro pode ser o ponto central de um problema. Mas é. E o lugar é lindo. Eu adorei. Me apaixonei por um jardim e um pé de jaboticaba. O novo point estará aberto à visitação em breve, assim que eu estiver lá.


*

Insetos voadores por todo lado aqui no trabalho. E eu de bermuda. Tenho que torcer por muriçocas. "Não é o mosquito da dengue, não é o mosquito da dengue" é o mantra de hoje. Cantemos.


*

Sono. Nem sei por que. Desde ontem. Saco.

Mas vou pra fisio, o que é o mais perto que chego de uma malhação. Aí deve passar, espero. Mas vai. Tenho trabalho pra fazer. Urgente.

*

Sim, a tristeza passou. Estou bem de boa. Papai reconheceu que minha voz está boa, então eu devo estar feliz. Sim, papai. Eu estou bem, de verdade. Só preciso de um carro com câmbio automático. Ou talvez a questão seja ter dinheiro para comprar esse carro. Mas penso nisso mais tarde. Vou almoçar.


Boa semana pra você que veio aqui e pra quem não vem também. Pro mundo. Uma boa semana!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008


Sei lá porque, me deu uma tristeza enorme ontem à noite. E olha que meu dia foi bom. Aliás, meu final de semana foi bom. Mas não sei porque fiquei tão triste. Não acredito que tenha sido por conhecer a Amy, a cachorrinha bebê que o insano do meu primo comprou. E eu tinha acabado de chegar da Pizza Hut com o Pablo, Jordana e Pedro. E ri até doer a barriga. Então não tinha mesmo motivo aparente.

Mas, em algum momento entre ontem à noite e hoje de manhã, identifiquei um grande incômodo com minha vidinha mais ou menos. E não sei se isso é causa ou consequência daquela tristeza. Eu planejo um monte de coisa e não faço quase nada. Não consigo resolver problemas simples. Quero um namorado mas não faço grande coisa pra conseguir um (se é que há o que fazer...). Tenho um emprego medíocre e um desempenho idem. Não estudei praquele concurso. Administro super mal meu dinheiro. Esqueço das contas. Ai, chega né?!

Mas esses são apenas exemplos do modo que ando levando a vida. E posso dizer, com certeza, que o esforço que faço é pouco. Que uso muito pouco o meu potencial, que é enorme. Eu sou uma excelente escritora com um monte de idéias surgindo na cabeça. Eu sou uma mulher bonita e inteligente, mas que tá gordinha e é preguiçosa. Eu sou uma ótima pessoa, é sério. Mas me perco por aí em mil caminhos enrolados e sem futuro. Não sei impor minha vontade. As vezes, não sei nem qual é a minha vontade. Enfim...

Tudo parece muito caótico escrevendo assim, mas nem é. Está tudo bem. Estou saudável, as coisas vão bem. Mas o que percebi é que esse "tudo bem" é pouco. Eu quero mais. Eu posso mais. E mereço. Só preciso tomar vergonha na cara e fazer algo, ou tudo, para mudar. E é aí que o bicho pega...


ps: se não conseguir ler, a Mafalda lá em cima pergunta: "Às vezes vocês não se sentem um tanto indefinidos?"

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Don't worry pra não se estressar,
Be happy pra se alegrar..
Relax!
Que tudo fica diferente.
Stress faz adoecer, amor rejuvenescer
Sorria mais, e leve a vida simplesmente...



Tô com essa música na cabeça (Don't Worry, Be Happy, da Mart'nália), abertura da novela 3 Irmãs, mas toda vez que estou na lan house da mamãe esqueço de baixar. Se tiver alguém a toa aí e quiser me fazer esse favor...

Feriadão delícia, delícia! Deu pra descançar, ficar de boa e até esquecer que ontem era um dia normal pra quase todo mundo. Hoje voltei a trabalhar, mas ainda no clima de feriado. Meus amigos concursados estão tranqüilos em casa, mas tudo bem, trabalhar também é bom. Principalmente numa redação quase vazia, pouca gente gritando e gente oferecendo comidinhas do bem (manga e bolacha de centeio).

Aí eu vou pra fisioterapia reclamar que meu joelho tá pior, mas depois esqueço e vou no cinema. Aí minha semana só começa mesmo na quarta. E logo vem o final de semana de novo =)

domingo, 12 de outubro de 2008

do Jogo

Eu vasculhei o orkut pra saber quem é o cara que ela ama. Num pensamento tolo, pensei em achar o idiota que não a ama e me transformar um pouco nele. Talvez, mesmo de uma forma errada e feia, ela gostaria mais de mim se eu pudesse ser um pouco ele. Mas talvez ela goste dele justamente por que ele não gosta dela, e isso é provável. Porque eu só penso nela e ela gosta, mas não suspira. Nunca me incluiu nos seus sonhos. Nunca me pensou em pecados. Isso poderia me doer mais, mas a esperança amortece os baques de realidade e sigo tentando acertar o momento de passar por ela e causar mais que um sorriso gentil e amistoso.
Por isso, sigo investigando cada letra que ela escolhe pra se expressar e imagino qual o pensamento inteiro que ela resumiu em palavras. Sigo adivinhando seu perfume pelas paredes e acho divertido os dias de muito sono quando ela esquece até de por os brincos.
E é por ser um tolo que quero saber de tudo, até do que ela não admite, porque queria ensiná-la que todo o seu ser é merecedor de amor. E vou continuar até que, por lucidez ou cansaço, ela me entenda.

(pra evitar mal entendidos, explico: escrevi esse texto como um personagem imaginário que ama uma mulher que ama outro homem. Não sou um homem, não amo uma mulher e nem outro homem, embora alguns algozes se apoderem do meu coração sem piedade, mas logo o deixam. E tudo surgiu de um turbilhão de pensamentos, um encontro com um torturador e uma conversa boa com alguém distante. E esse turbilhão de pensamentos resumidos em palavras, isso sim, sou eu.)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

No mais

É justamente quando mais tenho o que falar, o que contar, que menos escrevo. Estranho isso, mas é quase sempre assim. E vai fazer um mês que eu me mudei e estou descobrindo as dores e delícias de morar (praticamente) sozinha. Até que as coisas se resolvam na minha cabeça, acho que não consigo falar muito sobre isso.
Cansa ser canceriana, tudo é um processo...
 
Mas ontem foi bom. Cheguei na minha casa me sentindo estranha, triste, sei lá. Início de tpm, solidão, fase lunar... Fui no supermercado porque não tinha jeito de não ir. O mix de sentimentos estranhos me acompanhou e, querendo ir embora logo, esqueci de comprar leite. E o que eu tinha ido comprar? Pois é, leite. E nem era pra mim, pq eu só bebo o de soja. Era pra vovó, ou seja, não podia te esquecido. Mas ok, fui lá na casa da minha mãe já com o pé super atrás, pq meu irmão anda me tratando muito mal e eu, idiota, fico abalada com isso. Era só pra deixar as compras, ficar um pouco com Belinha (outra dor que tá me ferindo, ficar sem ela) e ir embora. Mas tava passando Simpsons, o filme. E o clima tava bom. E ri demais. Bom demais. Resolvi dormir por lá e aproveitar que tinha encontrado um tiquinho de paz pra dormir bem. Funcionou, ufa! É bom ainda ter casa no lugar que até agorinha era meu.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Recado

Queridos amigos blogueiros,
 
Peço desculpas pela minha ausência nos blogs de vocês. Me mudei recentemente e a internet não me acompanhou (ainda). No trabalho, esses maravilhosos sites são proibidos e só consigo postar no meu porque mando por email.
Visitar os blogs de amigos não é uma mera obrigação de retribuir a visita, mas sim um hábito que adoro e que sempre me enriquece.
 
Peço a vocês um pouquinho de paciência e, por favor, não me abandonem achando que sou uma metida sem consideração.
 
Muito obrigada!
 
Agatha
 
ps: estou deveras chateada com meu novo apartamento porque 3 dias depois de mudar vieram me avisar que Belinha não poderia ficar ali. Estou aguardando uma reunião com os sócios majoritários para decidir o que fazer. Assim que eu me permitir ficar realmente alegre por ter saído da casa da mamãe, escrevo tudo aqui. Continuem enviando energias positivas. Mais uma vez, obrigada!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

P/M/G

 
MEDOS
 
Pequenos
) Quebrar a unha
) Tomate seco e muçarela de búfala em falta do Subway
) Os leitores acharem que escrevi muçarela errado.
 
Médios
) do que eu vou encontrar ao levantar a tampa de vasos sanitários
) Rótulas e alta velocidade no trânsito absurdo de Goiânia
) Homens correndo na rua (nem sempre parece cooper ou tem ônibus passando)
) Violência/Maldade
 
Grandes
) Carboidratos refinados
) Vigias de carro / Flanelinhas
) Envelhecer sozinha
) Morrer sozinha
) Perder as pessoas que amo e Belinha (embora eu ache que ela é pessoa)
) Me acomodar com as desculpas, não lutar pelos meus sonhos e deixar a vida passar sem graça.
 
 
ESPERANÇAS
 
Pequenas
! Passar no concurso do TRT sem estudar direito o Direito
! Reencontrar amores antigos no dia que eu estiver magra, linda, maquiada, escovada e com um novo amor ao lado.
! Ser proibido música sertaneja em qualquer lugar que eu for
! Nova geração musical menos pior que a atual
 
Médias
!! Sair bem da prova do TRT e ficar animada.
 
Grandes
!!! Conseguir ficar com a Belinha no meu novo lar
!!! Estudar na véspera do concurso, passar e ser chamada logo. E o trabalho ser ótimo.
!!! Encontrar o amor da minha vida e ser muito feliz com ele.
!!! Ter filhos ótimos e ser uma ótima mãe.
!!! Aprender a lidar com "os probremas" sem surtar.
!!! Reencontrar amores antigos sem mágoas e sinceramente desejar que eles sejam muito felizes. 
!!! Minha amiga se recuperar bem e ser muito feliz (ela sofreu um baque esses dias, força querida!).
!!! Minha outra amiga perceber o que está fazendo com a própria vida e ter a humildade de mudar.
!!! Aquela outra amiga se recuperar logo e se cuidar melhor.
!!! Evoluir (aprender a lidar com meus sentimentos e problemas físicos, com os traumas e lembranças, com tudo que eu surto e desanimo, aprender as lições necessárias e ajudar os outros a evoluírem um pouquinho também).
!!! Passar a vida rindo das bobagens que me fazem rir.
!!! Melhorar a relação com minha família atual e que eles sejam muito felizes.
!!! Ter joelhos saudáveis
!!! Voltar pra Dança do Ventre e desenvolver o potencial que eu sei que tenho
!!! Voltar a Paris
!!! Voltar a Roma e dar tudo certo.
!!! Conhecer os lugares que aparecem nos meus sonhos
!!! Levar mamãe em Firenze
!!! Viajar muito (Brasil, Américas, Europa, Ásia, África, Oceania...)
!!! Ver a Aurora Boreal
!!! Estar sempre próxima dos meus amigos maravilhosos e que eles sejam muito felizes.
!!! Nunca deixar de ver magia da vida.
 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bella Bronze

Nota rápida: Acho mesmo que publicidade bem feita é quando atinge em cheio do público-alvo. Taí um bom exemplo. O instituto Bella Bronze não vai deixar na mão a piriguete que não dispensa as marquinhas de biquini asa delta nem na época da chuva, que já começou por aqui. Só não sei se essa piriguete vai ler jornal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

VOTE EM MIM!

Senhor, dai-me paciência!
Não, essa não é mais uma reclamação sobre a campanha política. Nem mais um desabafo das angústias do trânsito nessa cidade. Esse é um texto que tenta traduzir a revolta de ver as duas coisas mais chatas do mundo juntas: trânsito caótico + campanha política.
(sei que existem coisas mais chatas, mas no momento quero considerar essas duas como as "mais mais", ok?)
 
A situação do trânsito de Goiânia é tão caótica que todo candidato que se preze promete uma solução mirabolante. Como todos falam, a cidade vai travar se nada for feito.
A campanha política por aqui até que anda calma, pelo menos não tem dado muito o que falar (ou eu que sou por fora mesmo). Mas a qualidade dos jingles, frases e propostas é tão baixa que basta ouvir um pouco pra já desejar sumir por um ano ou mais.
Some-se a isso os problemas pessoais, o calor digno de Teresina no b-r-o-bró, o preço da gasolina e a pressa do nosso dia-a-dia e é difícil um motorista não ser estressado. Mas, certamente, quem ainda não estressou perde as estribeiras nas principais vias da cidade quando elas são invadidas pelos "bandeirantes". Não, não são os desbravadores do interior do Brasil. São aqueles coitados no sol quente agitando uma bandeira de um candidato qualquer.
 
Alguém decide voltar em um candidato por ter visto alguém com a bandeira?! "Nossa, que bandeira legal, vou votar no Juvenal!"?! E caso as bandeiras sirvam de divulgação, mal dá pra ver o número do fulano com aquele monte de gente e os panos pra lá e pra cá.
 
Tem uma rótula (rotatória, queijinho...) por aqui que é especialmente complicada. A rótula do Cepal, no Setor Sul, dá acesso a um monte de ruas e avenidas super importantes e movimentadas. E, é claro, muita gente resolve ou precisa mesmo passar por lá às 18h.
 
Como é garantia de grande público, lá vão os candidatos e seus bandeirantes pedir voto aos engarrafados por lá. As bandeiras enormes bloqueiam a visão já restrita do caminho a seguir. Como se não bastasse o tumulto natural, lá vem alguém sorrindo oferecer um maravilhoso adesivo para o seu possante.
 
"_Você tá louco?!"
Perguntou Claudinha esses dias pra um conhecido canalha que fazia campanha para outro. Segundo minha amiga, ela nunca falou essa frase com tanto gosto. Me deu vontade de ir lá tentar encontrar o pulha para fazer o mesmo. Mas já me irrito o suficiente pelos caminhos que passo.
A cada nova bandeirada, comício, bloqueio de trânsito e aparição no horário eleitoral que gratuitamente invade nossa tv, minha certeza no voto nulo se torna mais sólida.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Chuva e Sol




Não é falta do que escrever. É que ando pensando em mandalas, não sei por que. Talvez uma lembrança de infância da mandala que eu adorava brincar ou um recadinho místico sobre a importância da meditação, energia, evolução e um tanto mais de coisas que vem com esse símbolo que parece ser mais antigo que a humanidade, já que aparece em todas as civilizações e em diversas formas da natureza. Uma rápida pesquisa de imagens já enche os olhos, e dá vontade de desenhar, imprimir, fotografar, divulgar, tatuar... Mas uma voz lá de dentro está me falando para ter cuidado, para não usar um símbolo tão poderoso sem um estudo responsável do significado e conseqüências.

Essa aí se chama "Rain and Sun", e no site que a encontrei (já perdi o endereço) fala sobre a beleza da chuva e do sol, das dores e alegrias. Só com a consciência do que é chuva podemos realmente apreciar o sol. E pensar sobre isso está sendo minha lição nº1.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MEU PRIMEIRO MICO ASTROLÓGICO

Sem dormir, eu não sou ninguém. Tá, posso até ser alguém, mas esse alguém é sempre pior que a Agatha que dormiu uma quantidade razoável de horas. Mesmo sabendo disso, dispensei meu sono já atrasado por uma fábula.
Parecia mentira, mas saiu no jornal! E eu, pôxa vida, mesmo jornalista há anos, mesmo sabendo da qualidade duvidosa de um montão de veículos por aí, mesmo assim, ainda tive o pensamento automático de achar que o que está publicado no jornal é confiável. Que vergonha!!!
Pior ainda foi que a nota saiu na coluna de um cara chamado "Pampinha". Ei-la:

"Marque em sua agenda: hoje, à meia- noite e meia, ao olhar para o céu você terá a impressão de que a Terra tem duas luas. O Planeta Marte surgirá tão grande quanto a Lua Cheia e ficará apenas 34,65 milhões de milhas da Terra. O fenômeno só voltará a acontecer em 2287. Quem viver, verá!"
Geléia Geral, Diário da Manhã, 27 de agosto de 2008 (www.dm.com.br).

Ah, mas isso é um spam que circula na internet há anos! Ih, isso aí aconteceu em 2003! Lógico que é impossível Marte ficar do tamanho da lua! Que idiota acreditaria nisso?!
.
.
.
...
Pois é... eu!
Ainda espalhei pra todo mundo, incentivei as pessoas do trabalho, família e amigos a não perderem essa oportunidade. Por sorte, só minha família caiu nessa.
E à meia-noite e pouco, lá fomos nós em busca de Marte. Depois de confundir o planeta com umas quatro antenas de prédio e luminosos redondos, ainda conseguimos insistir que o lugar era ruim e percorremos alguns pontos da cidade com uma visibilidade melhor. Quando eu penso no tanto que estiquei o pescoço... Meu Deus, que vergonha, que vergoooonha.
Imagino que as pessoas que espalharam esse spam chegarão à glória se souberem que existe gente burra o suficiente pra ir pro meio da rua de madrugada procurar duas luas no céu. Espero mesmo que eles chorem de rir. Por que a culpa foi minha, sim sim sim. Como assim duas luas no céu?! Cadê a checagem básica dos fatos, sra. jornalista?! Cadê o bom senso?
Na volta pra casa, ainda encontramos um casal comentando no carro que não conseguiram ver nada também. Mas mico coletivo não me consola.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

dos Mimos

_Agatha, você anda pensando em ter um filho?
_Claro!
_Tá vendo, são os hormônios!
 
A Jordana que me alertou pra isso. Sempre adorei bebês e crianças, mas essa simpatia tem aumentado nos últimos tempos. Tanto é que venho me divertindo fazendo as crianças alheias sorrirem. Não precisa ser de amigos e conhecidos... Bastou encontrar um bebê no shopping pra não me importar com o mico e fazer caras e bocas até ganhar aquele sorriso como prêmio. Num desses domingos, tive a capacidade de achar mesmo que ganhei meu dia ao arrancar gargalhadas de um tímido bebê que relutou em sorrir. Só que isso me pareceu tão natural que só conversando com a Jordana percebi o grito do relógio biológico.  
 
Hoje, no caminho pro trabalho, pensei em várias coisas que queria escrever aqui. Política, sociedade, uma história engraçada... Daí recebo esse email bomba: animais e bebês. Tal correspondência eletrônica me chega justo neste momento de domínio hormonal e, somado à minha paixão por cachorros e gatos, derrubou qualquer pretensão de escrever algo cult ou politizado.
 
Cara leitora (e caro leitor, discretamente): esqueça que o mundo nos cobra uma maior consciência da sociedade e se permita exclamar com as imagens: Ai que fofoooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

* BIZARROS

  • Homem é condenado por simular sexo com uma bicicleta
  • Empresa lança filtro antipum para usar na cueca
  • Gêmeos de 8 anos inventam cueca à prova de puxão
  • Spa atrai clientes com massagem feita por cobras em Israel
  • Bebê de um ano é intimado por dar calote em 'massagista'

Definitivamente, a sessão "Planeta Bizarro" do portal G1 é a melhor página da internet. http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,6091,00.html

(ou eu sou mesmo muito à toa...)

 

* COTIDIANO

Ontem, meu carro estava estacionado em frente à academia onde faço fisioterapia na água (não gosto do nome hidroterapia). Na hora de sair, um outro carro fazia uma manobra complicada para entrar na garagem da academia e, vendo aquela confusão, um motoqueiro esperava sua vez pacientemente. O problema: a moto impedia a saída do meu carro.

Mas eu estava realmente zen e esperei na boa, na paz. Até que eu já tinha ligado o som, ajustado o cinto e os retrovisores e resolvi ligar o motor pra dar uma "dica" que eu queria sair.

Eis que o motoqueiro fala: _Oi! Já tá querendo sair?

Eu: _É né... já!

Motoqueiro: _Tá cedo uai...

Eu apenas sorri e saí com o carro.

O cara estava de preto, de óculos escuros e capacete. O que me deixou na dúvida: será que ele me conhecia? Será algum colega de fisioterapia? Ou só um motoqueiro abusadinho?

Até agora não sei se fui seca com um conhecido ou dei moral demais pra um motoqueiro sem noção.

domingo, 10 de agosto de 2008

Morreu a minha paixão
Causa incerta
Talvez foi fraqueza
Parecia forte e robusta nos primeiros passos
Mas as pernas eram de vidro

Talvez inanição
Com a abrupta interrupção da fonte f'ácil do cotidiano
O que vinha crescendo tropeçou e caiu no chão

Quem sabe foi choque
Quando os sonhos encontraram a realidade
A distância entre eles pareceu infinita
E nenhuma flor me convidava a percorrer o caminho

Minha paixão morreu e me deixou saudades
Não de quem eu queria
Mas da força de querer
Dos sonhos bonitos e das poesias que poderiam ter nascido

Se posso pedir algo
E se posso ser sincera
Queria mesmo esterelizar esse terreno fértil que chamo de coração
Que a última que morre não mais nasça

Eu sei que é bonito acreditar
Até recomendo... aos outros
Mas confesso que estou cansada
Tudo que não vivi só me deixou velha

O pior da morte dessa paixão não é o desperdício de algo puro e bonito
Não é a cegueira de uma parte
Nem a fantasia que se rasgou
É essa conclusão insistente que o bom senso me sopra nos ouvidos:
Foi bom morrer o que nem deveria ter nascido

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O Espelho de Ciça

"Espelho – Dois espelhos no quarto, um para se ver de frente e outro refletindo as costas, garantem uma visão privilegiada do look que vai às ruas."
Coluna SPOT, do Jornal O Popular 30/07/2008
 
"Entendo que, muitas vezes, os colunistas ficam sem inspiração e sem material de divulgação, mas a impressionate dica de Ciça Carvello hoje em seu Spot mostra uma falta absoluta de pesquisa ou de amigas para trocar uma idéia. Cara Ciça, que preguiça é essa de virar de costas e girar um pouco o pescoço? Se é pra ter uma visão privilegiada, então vou montar um closet com quatro espelhos: frente, trás, direita e esquerda. Assim, minha visão do "look que vai às ruas" vai ser de 360 graus. Uau!"
 
 
Tem dias que eu sou super chata :P
 
 

 

 


 

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Multicor

Estava aqui pensando em como responder de uma maneira divertida, sexy, provocatica, alegre, tranquila e bem-humarada. Mas daí lembrei que a maioria dos homem só lê mesmo o que está escrito. Talvez eu escreva em letras gigantes:
 SIM! 

terça-feira, 22 de julho de 2008

Goiânia, 22 de julho de 2008

 

Eu queria ter tirado uma foto do céu hoje para te mandar, mas na última hora acabei não colocando a câmera na bolsa. Você uma vez comentou que, no Brasil, não se via céu como se vê na Europa: de um azul límpido e uniforme, que fica lindo nas fotos. Mas só hoje reparei que nesses tempos que a secura assola o Cerrado, o céu é igualzinho ao cenário europeu.

 

Saudades daí. Saudades dos dias em que tudo era encantamento e novidade. Dos dias que eu me perdia e ficava feliz com as novas descobertas dos caminhos inusitados. Saudade de querer ir mais longe para ver mais, para viver mais. Por que por aqui eu só gosto dos atalhos? Em casa, perco o gosto por longas caminhadas. Caminhos conhecidos ficam menos interessantes. Sei que é injusto, mas é assim ou, pelo menos, tem sido assim.

 

Saudades de você. Do seu jeito direto de me mostrar que eu tô fazendo drama com coisas à toa e esquecendo os dramas reais. Você faz falta nos dias que eu só quero reclamar que a vida tá foda e pronto. Reclamar um pouco e rir muito de qualquer coisa absurda que aparecer. Saudade das guloseimas sem culpa que você me convida pra comer. De cantarolar Muse como se fosse a coisa mais normal do mundo. Dos refrões de músicas desconhecidas que você sempre prega na minha cabeça. Do narguile, seja lá como se pronuncia isso. Saudade, saudade e pronto. Você sempre faz falta por aqui.

 

Já peço desculpas antecipadas por tornar essa carta pública. Aproveitei a inspiração que o céu me deu para te escrever e para alimentar essa insistente mania de ter um blog. Usei essa fonte cursiva (e nem sei se a configuração vai se manter) pra dar ao email/post o clima de carta. É mais difícil de ler, mas é mais poético.

 

Agora tenho que justificar (um pouco) o meu (pouco) salário e trabalhar (mas só um pouco). A última comunidade que entrei no orkut foi "Poupo-me", e ela serve principalmente para o trabalho. Deixo para me gastar com intensidade nas viagens, encontros com amigos, músicas dançantes, shows enlouquecedores, camas elásticas, trilhas ecológicas, cachoeiras geladas e tantas outras coisas mais interessantes que o expediente obrigatório de quem bate ponto. Por hora, vou fazendo o necessário.

 

Beijos pra você!

Saudades mil

 

Agatha

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Narinha

Nunca a chamei pelo apelido. Não sei o que ela gostava de comer, o que a fazia rir, que frase mais falava. Mas a conhecia e, mesmo de longe, gostava dela. Nada mais clichê do que a morte. Nada mais natural que pensar em todos os clichês em um velório.
A que horas foi? Ela sofreu? Ela soube? O que importa agora? Ela morreu. Era muito querida, muito amada, uma profissional competente, uma mulher apaixonada, mas morreu. E eu quis falar pra família e para o namorado que sentia muito, que imagino que ela vá mesmo para um lugar melhor, que ela deve estar em paz agora, que vai ficar tudo bem, mas não falei nada. Pra que? Fui lá e senti muito, fiquei quietinha, foi o que consegui.
Pensei em tanta coisa pra escrever, mas saí do velório mais abalada do que imaginava. A efemeridade da vida, as coisas que nos matam e nos fazem viver, a correria do dia a dia, a valorização do trabalho em prol da vida afetiva, a mulher contemporânea... Tudo fica pra outro dia. Hoje eu só quero mesmo que a Nara descanse em paz.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O melhor item adicional do seu carro pode ser seu filho

Se tem algo capaz de tornar meu dia, qualquer dia, especial, é uma criança acenar pra mim no trânsito. Não precisa ser um tchauzinho com um sorriso. Pode ser uma careta. Uma gracinha. Um simples olhar curioso.
A criança que acena no carro me lembra da criança em mim. Das brincadeiras no carro do meu tio com minha prima Danielle. Das risadas que eu e meu irmão dávamos (e continuamos dando) ao ver as expressões estranhas, as poses de mau, as pichações obcenas. Meu pai competindo com o sinal vermelho, minha mãe me protegendo nos freios bruscos... É, eu tenho a sorte de poder ter boas lembranças em relação a carros. As batidas que sofri ou causei me deixaram apenas as lições de prudência e paciência.
Na correria do dia a dia, no trânsito caótico, os horários apertados, as obrigações e desejos que nos pesam ao volante, a criança que tem o interesse pela outra pessoa ali do outro carro confirma minhas verdades: corremos de mais e nos encontramos de menos, empatia é natural do ser humano e, se cada um saísse um pouco do seu mundinho (seja o carro, a casa, o clube de vips, a comunidade reliosa...) e olhasse pro outro como um igual, o mundo seria simplesmente mais bonito.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ai como dói ser adulta!
Ficar arrasada por uma bobeira e ter que levar a vida adiante, não conseguir ligar o mundo da imaginação com o mundo real, não querer ir pro trabalho e não poder falar pra mãe que tá com febre, esquecer de pagar uma conta e encarar o carão sozinha, ver a ansiedade foder a vida e saber que não existe remédio milagroso, ter problemas que são realmente seus, ver que conseguiu realizar um monte de coisa, menos a principal.

Tem dias que a idéia de outro aniversário me dá pânico.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lançamento de Salsichas

Cain cain é quando eu piso no rabo da Belinha ou a chuto sem querer. Belinha tem uma mania estranha e nada esperta de se postar deitada no meio do mini corredor escuro, passagem do meu quarto para qualquer lugar do mundo caso eu não saia voando pela janela.
Ontem, dei um ultra chute nela porque estava correndo pra não perder Pushing Daisies. Caso não fosse tão pesada, sairia voando, certeza. E o mais incrível é que, mesmo atordoada com a pancada, foi deitar ao meu lado como se nada tivesse acontecido, delicadamente apoiada na mesma perna que a chutou.
Nunca conseguirei entender as pessoas que não amam cachorros.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Mais seis dias de junho

Se eu quebrasse a perna, tenho certeza de pelo menos dez pessoas que me dariam socorro sem pestanejar. Se eu realmente precisar de dinheiro, alguns se esforçariam e raspariam o cofrinho pra me ajudar. Se eu estiver à beira da morte, que Deus me livre por agora, sei que muita gente estaria no leito chorando e me pedindo pra não ir. O caso não é tanto drama. Nada grave aconteceu.


E mesmo nas pequenas coisas, eu tenho muita ajuda, sempre. Sou muito amada. Minha família me ama. Meus amigos. Até gente que não me conhece direito gosta de mim por motivos que nem sei. E não que eu deixe de ser feliz ou agradecida por tudo isso, mas tem dias que isso não basta.


Eu quero alguém pra mim.

Não precisa mudar de cidade por minha causa. Não precisa mudar de vida, revolucionar o mundo, pintar o cabelo, falar mais baixo. Só quero uma pessoa que se dedique um pouco a mim, que me dê atenção e um pouco de carinho. Só isso.


Porque eu to carente e essa maldita data comercial que se aproxima me faz pensar demais nisso. Faz eu me sentir mal sozinha. Talvez isso ataque 10 entre 10 solteiros do mundo, mas não quero ser compreensiva com os outros que sofrem do mesmo mal, hoje não.


De tudo que eu sempre desejei na vida, essa é realmente a única coisa que nunca tive. Por mais que já teve (e tem, ainda bem) gente querendo me comer, nunca tive ninguém pra mim.


E o mistério insondável do meu universo é: Por que?

Por que eu não tenho alguém comigo? O que faço de tão errado? Se eu sou até bonita, inteligente, limpinha, cheirosa, depilação em dia, inteligente, culta, bem humorada, condições psicológicas normais na loucura desse mundo, tenho um emprego fixo, danço bem, tenho bunda grande... Já sei, já sei, vão dizer que são qualidades demais para uma pessoa só. Os homens se assustam com uma mulher como eu (BU!). Bem, não é isso. Não sou a melhor nem a pior mulher do mundo.


Sei que os tempos estão difíceis, ta ruim pra todo mundo, a solidão no ser humano na sociedade contemporânea, o El Nino, a Globalização... E duas amigas (muito amigas, pessoas excepcionais) já concordaram: não há realmente uma explicação lógica para o que tem sido minha vida sentimental até o segundo passado (vai que a coisa muda agora!).


Andei mais calma e tranqüila esses meses (talvez tenha mais de um ano), me convencendo que tudo tem sua hora e não há nada de errado comigo. Mas toda vez que eu me interesso por alguém (e piro, pra variar) e a coisa parece não fluir em instantes (ta, eu sou ansiosa), me revolto com essa condição social/do momento/ do destino/ de merda.


Fico perguntando pros meus amigos se estou louca ou estou mesmo recendo sinais de que ele ta me querendo. Dessa vez, todo mundo concordou que sim, as atitudes dele são, no mínimo, suspeitas. Não vou citar por medo dele ler isso aqui por algum acaso da vida (e era disso que eu não estava falando no último post). Não quero que ele saiba que causa tamanha comoção (caso ele não tenha notado minhas mãos suando quando estou perto dele).

Droga, já estou falando sem parar nele de novo!


Enfim... nem gosto muito de falar nisso, mas hoje deu vontade. E como disse a Cacau, falar cura. Mas ainda não tenho mesmo a menor idéia do que fazer pra resgatar minha paciência e serenidade ou, melhor seria, mudar minha vida sentimental. Já fiz tantas apostas... mas agora só queria alguém que apostasse um pouco em mim.



terça-feira, 3 de junho de 2008

Por esses dias, o que ando pensando é impublicável.
Daí o silêncio aqui.