segunda-feira, 16 de março de 2009

Plano


Um avião que a poucos metros da entrada do shopping. Pessoas a poucos passos. Vidas salvas por um triz tão pequeno que só pode ser milagre. Minha cidade na rota da loucura global de aviões sequestrados. Podia ter sido pior, mas foi grave o suficiente para assustar.

Como parte da imprensa goiana, quero dizer que não estou perseguindo Érika Mota, mãe de Penélope e viúva de Kléber, personagens da tragédia que deixou todo mundo aqui com a aterrorizada e incrédula cara de "como assim?!". Nas notas que divulguei sobre o caso, procurei manter o respeito à família e ao público que procurava informação, e não espetáculo.
Questiono sempre o papel da imprensa e muitas vezes tenho vergonha do que publicam por aí e, principalmente, por aqui. Vergonha imensa da falta de noção e vergonha na cara. Eu estudei jornalismo, ponto pra mim. Eu penso antes de falar, outro ponto. Eu penso muito antes de passar uma informação para o público. Seria uma vitória se isso contasse alguma coisa... enfim.
Nos dias depois da tragédia, sigo as notícias de investigação do caso porque, é claro, queremos a falsa segurança de isso não pode acontecer de novo. Diferente dos abutres, faço parte do grupo que não gostou da notítica quente que colocou Goiânia em destaque no mundo todo. Com o acidente e cada detalhe que descobrimos, ficamos tristes e assustados.
ps: Cacau, eu sei que você não estava me acusando. Seu texto só me inspirou a escrever esse.

Um comentário:

Ana Claudia Pantoja disse...

Você tem toda a razão. Perdoe-me pela generalização injusta.

A partir de agora, vou tomar o devido cuidado de sempre identificar a autoria das matérias quando for vomitar alguma crítica, de maneira a evitar que a insatisfação respingue em quem faz um trabalho sério.

Não tenho dúvidas de que você está no time dos profissionais responsáveis.

Beijo linda.