quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sopro
domingo, 6 de setembro de 2009
Leve adiante
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Esses dias pra tras fiquei com medo de entrar em depressão de novo. Essa doença é como uma sombra que ora te engole, ora se afasta, mas está sempre ali grudada no seu pé, à espreita. Mas não era depressão, eu estava apenas muito triste, e ficar encolhida, dormir demais, chorar um tanto é o meu jeito de lidar com isso. Não é transtorno. Passou, Deus salve a terapia, os amigos, o chocolate e o tempo, mesmo que curto, que passa e a gente consegue respirar.
*
Voltou minha vontade de revolucionar o mundo. E acho que isso se resume, por enquanto, em emagrecer, cortar o cabelo, virar uma dançarinha de verdade e passar num concurso e/ou arrumar uma forma de ganhar mais dinheiro. Ser mais organizada também viria a calhar. Essa segunda é feriado, então, terça-feira começo. Quem bota fé, por favor, envie telepaticamente pra mim. Muito obrigada!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Uma pedra no meio da tecnologia
Eu insito em procurar lógica nas coisas do mundo, mesmo sabendo que não há. Pensem comigo: tecnologia bluetooth. Eu não sei mexer muito bem (ou quase nada). Mas ontem, finalmente, consegui que eu pc aceitasse um arquivo do meu celular. Tava indo tudo bem, aí o ícone do treco blue sumiu. Como assim???? Sumiuuuuuuuu!!!
Aí fiquei procurando por todo o pc e descobri que o drive estava incompatível e precisava ser reinstalado. Isso eu até aceitaria se não tivesse funcionando antes! Então a droga é compatível pra 3 fotos e não pra 4, 5...? Confuso, né? Mas foi assim.
Então prometo que hoje pego o cabo, transfiro os arquvos e mostro a florada dos ipês, a folga da Belinha, o prédio cabuloso e os fogos de artifício. Aguardem hein!? Uhu
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Diário
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Pra quem eu ainda não contei: mudei de trabalho. Saí da Agecom/Tv Brasil Central e agora trabalho da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Parece estranho a troca, já que eu reclamava, mas adorava a tv. Mas mudei por causa de um sonho dourado: final de semana livre. E mais: feriados livres. E mais? Bem, ainda estou descobrindo os mais e menos de ter vindo pra cá. Chorei um monte ao sair da tv, mas me pareceu a decisão certa por um monte de blablablás da minha cabeça. Meu coração tá lá no telejornal ainda. Foram dois anos e meio de muito trabalho, raiva e stress, mas de tantas coisas boas que doeu deixar pra tras. Fiquei feliz por ter deixado a porta aberta. Se me arrepender eu posso voltar, isso me tranquiliza.
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Ontem eu e Fernanda fomos nos despedir da Lili, amizade que não perde a validade e o gosto com o tempo que a gente fica sem se ver. Ela agora vai pra Campinas SP e pode até ser que a gente se veja e se fale mais com isso. Por que era tão difícil a gente se encontrar morando na mesma cidade? Não sei, viu. Faltou esforço das três. Mas queria mesmo dizer aqui que gosto demais de você, dona Liliane, e espero que seja lindo lá na outra cidade, junto do "maridinho". Que você arrume um trabalho bom e monte uma casa bem confortável pra gente ir te visitar! Ah, e siga o líder e vire "Liliane, aquela que se faz presente".
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Ainda não deu tempo de dar barraco com a informática e lutar por uma senha liberada no trabalho novo. Por isso, tô atualizando isso aqui por email. Chegando em casa eu leio os blogs amigos, prometo.
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Estou esperando minha amiga cobaia tomar uma tal de pholiamagra por um tempo. Se ela ficar magra e feliz, arrisco. Dizem que essa é a nova sensação do mundo "me salve da gordura!". Veremos...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Os ofendidos
O fato é que esqueci por um tempo, mas adoro Skank. A energia dos shows, as músicas "baladinha", as letras inusitadas, a simpatia do vocalista de sempre ter um comentário sobre o futebol daqui... Mas o que é mais legal mesmo é que meus amigos também gostam da banda, não é mais um gosto solitário que cultivo. No show de sábado, formamos um velho trio que anda raro. Não somos mais da turma do gargarejo do palco, mas ainda somos um dos mais animados fãs.
Pra me redimir com os mineiros, cometi o crime de baixar o cd. Como desculpa, tem o fato do show ter sido caro (porque ou você bebe ou fica no pior lugar do mundo) e do cd ser caro (pra falar a verdade, eu não sei quanto custa, mas baixar é de graça). Posso não ter dado o lucro da venda do disco, mas prometo que no próximo show estarei lá cantando até as músicas novas!
domingo, 26 de julho de 2009
A dádiva de não precisar madrugar amanhã
Sábado retrasado, estava esperando uma amiga e fui dar uma volta na livraria do shopping. Saí de lá com quatro livros e gastei R$ 33. Incrível , não? Li o primeiro: "Para sempre - amor e tempo", de Ana Maria Machado. Escrita boa, história nem tanto. Mas valeu.
O segundo foi esse, que terminei hoje. E adorei! Denso, personagens apaixonantes, momentos de medo e amor, drama bem feito e uma ótima escrita. Fica a pergunta: Leu, tia Isabel? O que achou?
Faltam dois livros agora (fora a pilha antiga): Helena, de Machado de Assis (o Einstein das letras, pra mim) e Dicionário do Séc. XXI, que comprei mesmo só pra folhear de vez em quando. Na pilha antiga e, também, recente, estão "Grande Sertão Veredas" e "Manuelzão e Miguilim", de Guimarães Rosa, e "A Viagem de Théo" (sei não o autor).
Sobre Guimarães Rosa, chorei tanto com Miguilim (com tristezas da história e o encantamento da beleza) que não estou pronta ainda pra tal magnitude. Sou assim com coisas grandiosas. Admiro e respeito, mas não é sempre que estou pronta. Já passei por isso com Clarisse Lispector. Por isso resolvi me respeitar e pedi o outro emprestado, mas estou achando chato. Só quero terminar porque é de um amigo, e acho muito feio devolver livro sem ler, principalmente quando a pessoa que te emprestou tem um carinho pela tal encardenação.
Agora de madrugada, sem a companhia das personagens que estavam comigo antes, resolvi alimentar um pouco meu quase abandonado Flickr http://www.flickr.com/photos/agatha/ e ler um pouco de blog, twitter e etcs. E relembrei também que gosto de Radiohead. Marcelo Camelo cantou mais cedo.
Amanhã começa de verdade a semana e os vários planos tomam novo fôlego. O principal é malhar de maneira regular. Vaidade e saúde, duas coisas absurdamente importantes no momento (se não for sempre). Quero decidir também, se pinto ou não o cabelo. E olha que ganhei o salão de brinde no trabalho. Estou quase certa do que fazer, só me falta ligar e marcar.
No mais, cuidar da casa, da vida, de mim e dos que eu gosto, amo e/ou preciso. Tem um ventinho de otimismo entrando pela janela e não pretendo fechar. E amanhã ainda estou livre do despertador das 7h, o que é quase uma garantia de bom humor na segunda!
sexta-feira, 24 de julho de 2009

Apesar da terapia, dos remédios, do otimismo, boas energias e etc, sempre vai chegar um dia assim: chatinho. Dia sem muita simpatia, com pouco esforço. Porque é só um dia. Amanhã deve passar. Aí se passar de uma semana eu vou me preocupar. Mas por agora não, deixa.
Hoje eu tô me sentindo deslocada. Uma pintura renascentista fora de moda. Um modelo para os museus, não para as ruas nem outdoors. Já me falaram que eu pareço as mulheres dos quadros da renascença. Mas foi há tanto tempo, que pena...
Acho chato fazer mais um post melancólico reclamando da vida. Mas isso, so sorry, faz parte de mim. E foi só hoje que consegui sentar num computador bom o suficiente pra abrir o blog. Em casa, estou evitando ligar o meu pra não agravar minha tendência às lesões. Ando lendo muito, tentando escrever um pouco, limpando casa, cozinhando um pouco, vendo amigos... Seguindo os dias que, querendo ou não, se seguem um após o outro até o infinito (ou até 2012, vai saber). Aos que ainda vem aqui, muito obrigada. Esse final de semana vou ter mais tempo e recursos pra ler outros blogs, bater papo e aproveitar o lado bom desse mundo internético. Até!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
25+

não queria trocar a idade. Os presentes, confesso, adorei. Peguei os abraços, as felicidades e todas as coisas boas que me deram e guardei longe das angústias.Eu tento pensar como minha mãe. Quando alguém exclamou: "Ê, Agatha, mais um ano, hein!"
E minha mãe disse: "Ainda bem!"
É, ainda bem. Porque a vida é uma dádiva com ou sem crises de idade. E aprendi muita coisa nesse tempo, mudei, cresci, piorei... tudo que todo mundo faz com o tempo.
Mas ainda me sinto descompassada. Deveria ter feito mais, ser mais, sei lá. Eu sei, eu sei... Em muitos pontos eu tô bem para a minha idade. Mas em outros eu sinto que perdi o bonde.
Eu ainda tenho espinhas, tenho dúvidas e problemas que não combinam com uma adulta, segundo, é claro, minha opinião. Quando eu era criança, achava que ser adulta era algo tão natural como crescer e envelhecer, e ainda não me acostumei com o fato que não é automático. A seriedade, responsabilidade e segurança são conquistas árduas que eu não sei se alcanço até a velhice.
E sei que não adianta reclamar e tenho que correr atrás do que me falta. Estou tentando, pessoas, já dei os primeiros passinhos. Tenho que me lembrar do pânico de ser a "colega do lanche", uma personagem real que um dia chegou na copa do trabalho desanimada e arrastando os sapatos. A tia da copa perguntou:
_Uai, colega, o que foi?
E ela suspirou fundo e falou: _Ah, fiz 30 anos. Fazer o que?!
E eu pensei: "Ué, ou você vive ou se mata, porque aí vão dizer que você morreu jovem! "
No alto da crueldade do meu pensamento, eu não imaginava que poderia ser eu ali, daqui a pouco. Eu quero aquela e muitas outras idades. Quero viver muito! Mas preciso cuidar para renovar sempre o mesmo desânimo.
ps: Foto da vista da minha janela.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Mota
segunda-feira, 29 de junho de 2009
* Vontade de mudar. Não de casa, por agora não. Me mudar. Ser melhor, fazer coisas diferentes, parecer diferente... Hoje vou arrumar e rever meu guardarroupas (ê reforminha ortográfica feia). Em tempo: aprender a valorizar os pontos fortes do meu corpo (do jeitinho que ele é), ao invéz de só tentar esconder os defeitos.
* Foi lindo, gente! Dancei esse sábado, deu tudo certo, família e amigos acharam lindo, aplaudiram, fomos comer pizza para comemrorar meu talento! hehe Depois coloco umas fotos aqui.
* Agora que passou a dança, preciso fazer algo com o resto do ano e, ai ai, como resto da minha vida. Estudar pra um concurso melhor, cuidar da saúde, malhar direito, planejar viagens... Aproveitar a vida, né?
segunda-feira, 15 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Balanço
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Wardah Festival 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Saber do perigo não te previne dele
Eu já parei de pensar nele todos os dias e o tirei do meu altar de adoração. Destruí os ideais românticos causados por aqueles olhos nos meus. Parei de sonhar e analisei friamente a realidade. Sei que, sem querer ou não, ele é um canalha filho da puta. Que adora a cara de boba que todas fazem. Que usa os corações partidos pra inflar seu ego. Que coleciona admiradoras. Sei de tudo, eu sei. Mas toda vez que o vejo, uma única certeza grita em meu peito : Eu quero ! Eu quero ! Eu quero !!!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
41 x 1 x ?
Hoje completei 40 árvores no Click Árvore http://clickarvore.com.br
No começo, essa paisagem aí era apenas um morro deserto, com sol insólito. Hoje já pode ser considerado um bosque, hein? Se estivessem todas juntas, já era uma pequena reserva. Mas funciona assim: eu vou lá no site e os patrocinadores doam 1 árvore para os projetos de reflorestamento pelo país.
Uma vez peguei uma muda que um shopping estava distribuindo e doei pra uma pracinha aqui perto do trabalho.
Eu não lembro de ter plantado alguma árvore pessoalmente (os feijões no algodão na escola não contam, né?), mas meu ativismo online e minha plantação indireta na pracinha já valem né? Indiretamente, já plantei 41 árvores. Escrevi um livro (que foi publicado por mim numa impressão caseira e encadernado numa xérox qualquer. Depois, foi passado de mão em mão entre família e amigos, um sucesso de público e crítica). Agora só falta o mininu.
Consegui não entrar em crise ao saber que uma pessoa está grávida e com a visita fofa da Fernanda com o João Gabriel. Mas estou absolutamente triste com os homens. Triste mesmo, cansada. E me disseram que a culpa é minha e deve ser verdade. Na falta de destreza, irmãs, oremos.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Quase maio
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Onde vende Bom Senso?
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Acordo
Mas era impossível não ver que Nara estava triste. Subir de novo naquele elevador era doído demais, e não fazia idéia de como seria ir até o sétimo andar, parar em frente ao 704 sem chave e tocar a campainha. Lembrou-se do dia em que ele lhe deu a cópia da chave, lembrava de ter entrado ali nos braços dele, das sacolas semanais de supermercado, das vezes que tocava a campainha pelo simples prazer de levantar a dúvida do "quem será", lembrava de tudo.
Parou à porta e pensou em descer correndo as escadas, mas respirou fundo e tocou a campainha. Nada. Tocou a segunda vez desejando ardentemente que nada continuasse, mas ele veio correndo e abriu a porta de toalhas. Ficou surpreso ao vê-la. "Você?", a expressão de total desentendimento era pior que uma surpresa desagradável.
_Você esqueceu?
_Ah, desculpe Nara, a gente tinha marcado?
Aquilo doeu mais que a separação. Marcaram há uma semana o encontro para assinar os últimos papéis que diziam deles marido e mulher. Ela passou a semana se preparando para isso, duas sessões de terapia, conversas de apoio com os amigos, artigos de revista e até um programa de tv que achou encorajador. E ele esqueceu.
Falando muito baixo para não demonstrar a confiança desmoronando, ela disse muito baixo:
_Os papéis.
Ele bateu na testa e pediu mil desculpas: Entre, entre.
Sentou como visita naquele sofá que ela comprara enquanto ele se apressou para vestir uma roupa. Devia estar entrando no chuveiro quando ela chegou, pois estava suado e com o cabelo em rebeldia.
Voltou pouco depois com uma bermuda e camisa amassada. Sempre tão desorganizado, como estaria se virando sozinho? Olhou ao redor e viu que a sala estava impecavelmente arrumada. Tinha um cheiro bom. Seus objetos estavam nos mesmos lugares. A decoração era exatamente a mesma e Nara imaginou que ele sempre gostou mesmo daquilo tudo e por que desmancharia uma sala tão bonita? Devia servir para encantar as mulheres que ele levava para lá. Seu apartamento virou um matadouro. Vacas, piranhas, cachorras... as imaginava entrando ali e aceitando um drinque. Ele falava qualquer coisa que ela não estava ouvindo, separando os papéis de uma pilha... a rescisão de contrato com o banco, a transferência do carro que ficara para ela, o acordo sobre o apartamento, algumas correspondências sem importância, um financiamento de uma chácara que ele agora iria assumir... enfim, o fim.
Ele juntou a pilha e colocou na mesinha na frente dela. Saiu para buscar uma caneta, ainda tão desconcertado com a presença dela ali que não achava nada com facilidade. Ela perguntou, tentando ser casual:
_Não está trabalhando hoje?
Ele ficou ainda mais perdido. _Me atrasei agora à tarde, daqui a pouco vou lá.
Ela não teve o trabalho de imaginar com que ele se atrasara, tinha mais coisas para sofrer no momento.
Quando finalmente tinha a caneta e Nara se preparava para assinar os papéis, ouve uma voz lá de dentro: _Amor, viu meu celular?
E uma jovem estonteante entra pela sala seminua e ainda suada. Pior que o choque de ver o motivo de um atraso para o trabalho foi ver a intimidade que ela tinha na casa. Procurava nas gavetas e por cima da mesa, quando entrou no sofá, viu Nara e fez aquela cara de "Ué?". Marco Aurélio perdeu a cor. A moçoila pediu perdão, que não sabia que ele tinha visitas, que voltaria ao quarto, com licença, até logo, tchau.
Nara estava estática. Teve medo de começar a chorar, mas não precisou se controlar. Era um baque surdo que atingia seu estômago e a deixou paralisada. Levantou devagar e andou pelo ambiente. Não tinha notado os porta-retratos com o novo casal. Foi à cozinha e a comida era toda light diet naturella. Dela. Um batom jogado, uma bolsa ao acaso. Ela morava ali.
_Me desculpe, Nara, eu não queria que você tivesse visto isso. Não queria magoar você, poderia ter sido mais sutil.
Ela escorregou numa cadeira e falou: Tudo bem.
Ele se apressou: _Toma uma água, vai te acalmar, me desculpe.
Deu a ela o copo gelado e correu ao quarto, não para brigar pela inconveniência, mas para falar desculpa amorzinho, pensei que fosse ser mais rápido, te deixei esperando, beijinho, beijinho, já volto, te amodoro princesinha.
Encontrou Nara de pé no meio da sala de estar. Tinha uma faca na mão.
_Calma, Nara! O que é isso! Você não vai fazer nenhuma loucura, não é?
Ela indicou com a faca uma poltrona: Senta aí.
Trêmulo, ele obedeceu.
Ela pegou um objeto na estante. Caro, refinado, de bom gosto.
_Eu comprei isso aqui.
E pá, no chão. Ele tremeu e falou: Narinha, o que é isso?
_Narinha é sua avó e você vai ficar calado.
Pegou outro objeto e de novo pá. Pá pá pá pá pá. A estante inteira.
Ele quis correr, mas teve medo.
_Você deu uma desculpa esfarrapada de crise existencial pra acabar um casamento de oito anos e tem uma vagabunda da minha casa? Desfrutando da decoração que eu fiz? Do conforto do meu lar?
E destruiu a sala numa velocidade assustadora, quase ninja. Marco Aurélio correu pra acalmar seu benzinho assustado e pensaram em ligar para a polícia, mas ela tinha cortado o fio do telefone. O porteiro, mas o fio do interfone também.
O celular dele estava mais perto de Nara, era muito arriscado. O dela ela não achou.
Nara encarou o casal e mandou: Sentem aqui e fiquem quietos. Suas vidas não correm perigo.
Em pânico, obedeceram.
Ela foi à cozinha e quebrou tudo o que pode lembrar que ela mesma comprou, os pratos que lavou durante anos, a panela de fazer a farofinha do maridinho virou aço inox pela janela!
E quebrou no banheiro, no quarto e corredor tudo que ela tinha posto ali para decorar e ser útil ao lar feliz que achava ter construído.
Deixou o resto porque estava mesmo velho, e ela não queria mais os lençóis que dormiram abraçadinhos e não queria mais nada além do dinheiro dele. Uma viagem, uma lipo, um amante. Ele ia pagar tudo, jurou.
Voltou à sala ele estava explicando para o 190 o que estava acontecendo. Ela pegou o celular dele e jogou pela janela. Ainda viu de relance que a foto na tela era dos dois juntinhos.
_Escute aqui, imbecil: eu não assino papel nenhum e você agora fala com meu advogado. Prepare o bolso. Quero até o último centavo.
Saiu batendo a porta e teve uma crise de riso no elevador. Foda-se a terapia, foda-se o consolo dos bons amigos. Ela agora era vingança, ganância e sede de viver. Isso merecia um Bloody Mary. Libertador.
*texto de outubro de 2007. Reencontrei por acaso. Minha tia adorou =)
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Semana Santa
Paulo Biagi, coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, morreu ontem em um acidente perto de Sobradinho, entorno de Brasília. Para fazer uma nota divulgando o ocorrido, fui pesquisar sobre Biagi e achei o site da campanha. Tem um formulário que você pode assinar em apoio ao Projeto de Lei 5003/2001, que torna a discriminação crime. Apoia? Vai lá: http://www.naohomofobia.com.br/
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Logo depois, um carro atrapalhava todo mundo fazendo curvas erradas e freando em momentos impróprios. O preconceito provoca: "aposto que é mulher!". Sim. Mas um detalhe mudou tudo para mim: ao lado dela, um cachorro operado. Um simpático rotweiller com aquele imenso cone na cabeça.
E por falar em novela...quarta-feira, 25 de março de 2009
Volts
segunda-feira, 16 de março de 2009
Plano

sexta-feira, 13 de março de 2009
Por onde andei?

terça-feira, 10 de março de 2009
A Hora do Planeta
Então olha só: próximo dia 28 uma galera do mundo vai desligar as luzes pra pensar no planeta em que vivemos e, a saber, é o único disponível pra gente morar. Então se você odeia as eco-coisas, so sorry. Mas se vc acha o máximo uma mobilização mundial, vê lá no site se vale a pena se empolgar com essa. Até dia 28 decido. E quem sabe até lá aprendo algo sobre html.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu tinha parado de ler e acreditar em horóscopo. Não por desaceditar na astrologia, a falta de crédito era dos sites e jornais. Aí uma amiga me falou do Esotérico do Terra. E agora leio as previsões para meu signo e ascendente todo dia. Se for tudo falso, tudo bem. Os conselhos são muito bons. Em uma semana, o horóscopo já me sugeriu parar de procurar pêlo em ovo, buscar mais minha espiritualidade, ficar perto de amigos queridos e manter os pés no chão. Por astros ou bom senso, tenho tentado seguir.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Pedidos de Natal para uma quarta-feira
* Casa auto-limpante
* Confort food que não engorda
* Colo da mamãe
* Um filho, um marido, sei lá... outra vida
* Mais esperança no futuro
* Determinação em cápsulas
* Vento aqui na sala ou internet lá no vento
* Delete das memórias ruins que andam me assombrando
* Tecla sap pros sonhos
* Conversar com a Lídia
* Uma companhia pra um vinho na varanda
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
De terça pra quarta-feira
mas tem dias, tem fases lunares, tem hormônios e tem um monte de coisa que você não sabe lidar. Tem a idade dos documentos que não combina com a do seu cérebro. Tem a sensação de cansaço. E mesmo sabendo que é você que faz seu mundo girar, queria que alguém viesse te resgatar.
vá escovar os dentes e reconheça as dádivas que tem. o amor da sua mãe que nunca falha. o telefonema inesperado de quem você achou que não se importava. a ajuda preciosa da sua melhor amiga. os olhos sábios e o carinho da que chamam de irracional. a cama grande que vai te acolher e a capacidade de sonhar, mesmo que não seja agora.
boa noite!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
De luz e de sombra
_Não há mais vida, ele a disse por final. Assim se falaram pelo que parecia a última vez.
Lorraine foi agarrar sua felicidade e Miguel se arrastou pelo tempo, chorando, mal comendo, pouco falando, carregando aquele pesar como uma cruz. Até que, aos poucos, foi voltando ao rapaz calmo e alegre, embora sem aquele brilho e vitalidade típicos da juventude.
Foi Lua Clara que lhe iluminou de novo a vida, jogando seus raios de amor com resignada paciência até lhe amolecer a couraça da desilusão. Começaram a namorar e ele parecia finalmente feliz depois de todo esse tempo. Faziam planos, piqueniques e eram a coqueluxe da cidade. "Que casal bonito!" "Ah, Miguel, como é bom te ver assim!"
E os dois seguiam de mãos dadas e corações cheios.
Lorraine ficou sabendo das boas novas e se disse aliviada, enfim ele me esqueceu. Mas aquilo mexeu com seu ego, pois perdera o posto de para sempre amada. Estava feliz como Senhora Feitosa, sim. Mas ter um eterno apaixonado era um luxo que acostumou-se a ostentar.
Mesmo se a cidade fosse grande, é certo que o mundo é pequeno e os ex-namorados acabaram por se encontrar casualmente. Miguel voltava para casa pelas margens do bosque e Lorraine saia da casa de uma tia. Pararam, se olharam e ele concluiu que a educação era suficiente para segurar a pontada da dor que andava esquecida.
_Bom dia, Lorraine!
Sem calcular a medida da maldade, ela se armou de seu melhor sorriso, aquele que sempre o fez fraquejar nas pernas:
_Bom dia, Miguel. Que bom te ver!
_Digo o mesmo. Como vai?
Sim, ele ainda se abalava, mas um pouco menos do que ela esperava.
Conversaram um pouco sobre amenidades, as famílias e o cotidiano. Como ele ameaçava se despedir, ela não pode perder a chance e provocou:
_Soube que você está namorando e incrivelmente apaixonado.
Conhecendo bem aquele tom, ele fechou a cara e foi sutilmente ríspido.
_Sim, estou muito bem com ela. Espero que você e seu marido estejam felizes.
_Ah sim, obrigada. Não vês, Miguel, eu te disse...
_Perdão... como assim?
E com um afetado jeito debochado, ela falou:
_Eu te disse que você estava exagerando quando terminamos. Que dramático você me dizer "não há mais vida"!
Muitos nunca se conformaram de só poder imaginar o início dessa conversa. O desfecho virou um clássico da cultura local que cada testemunha tratou de acrescentar detalhes exclusivos. Enquanto esganava Lorraine, Miguel gritava enlouquecido palavras confusas. Entre elas, puderam entender "como ousas, vil desalmada" e a promessa de que ela iria conhecer o inferno. Muitos diziam que foram proferidos os nomes mais feios do mundo. Era mesmo difícil entender algo com ele aos berros, ela grasnando e outras pessoas que gritavam em vão que ele a largasse e, ao não conseguir, "socorro, acudam!" Foi com a força de quatro homens que livraram Lorraine da morte e Miguel da cadeia.
Quando os separaram, Lorraine custou a respirar, mas juram que haviam um quê de sorriso em seus lábios. Ao desistir de se queixar com o delegado, parecia ter algo a mais que bondade em seu gesto nobre.
Arrasado e jurado de morte, Miguel arrumou suas malas e fingiu não ouvir as acusações que lhe gritavam. Profundamente envergonhado de si, procurou Lua Clara esperando sua condenação, mas ela ouviu toda a história e, muito calmamente, juntou uma trouxa e segurou a mão do amado. Nunca mais foram vistos, mas por cartas mandava sempre boas notícias.
Lorraine ficou famosa na cidade. Alguns diziam ver as marcas das mãos de Miguel em seu pescoço por anos, outros diziam que a violência do amor lhe engrandecera. O certo é que a paixão violenta lhe deu status de musa, e até seus netos a olhavam com uma admiração nova quando ouviam a história. De vez em quando, a viam pensativa e suspirando "coitado", mas ninguém lhe pedia explicações. Sua alma dramática fora alimentada por uma vida e sua plenitude não podia ser descrita por palavras, apenas percebida com o olhar.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Lavoro

* Se a maioria das pessoas estão infelizes num ambiente de trabalho, podemos culpar pelo menos um pouquinho o ambiente de trabalho?! Acho que sim, hein?!
* Um jornal e um bloco de perguntas dos telespectadores respondidas por uma dotôra adevogada. Por que estão substituindo a dotôra, se ela é bonita e respondia direitinho? (Cochicho público: A dotôra era amante/namorada/sei lá o quê do chefão, mas ele voltou pra esposa e ela e-xi-giiiiiu que a dotôra saísse do ar).
* NOJO desse lugar, mas falta coragem pra sair daqui. Porque: 1 - eu sou de câncer. 2 - eu posso ter nojo do estado inteiro. 3 - eu sou covarde e preguiçosa, so sorry. Mas ao escrever, parece que criei um pouco de coragem. Vou começar a especular então. Agora vou voltar a trabalhar. Inté.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Uma das minhas modelos preferidas. Quem me acorda cedo no final de semana pra ir pra piscina e ser saudável. Quem entende minhas fomes. Senhora do mundo das delícias. Dona de um dos cabelos mais lindos do mundo. A muié bruta mais docinho. Me entende, me apóia, me chama pra sair e ainda me empresta roupa, sapato, cama, mãe... Sabe falar "deixa de drama" e sabe ouvir os necessários por horas. Comunicóloga de cães (impagável a vez que ela explicou pra Belinha que não gosta de lambidas). Quem me chamou pra Argentina. Uma das melhores pessoas do mundo, com certeza.
Feliz Aniversário, Dona Cláudia!
domingo, 25 de janeiro de 2009
Tarefa, parte 1.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Sem comentário
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Baila
Estou muito animada porque vou voltar pra Dança do Ventre semana que vem. Parei por 6 meses para tratar do joelho, que não se curou completamente e só melhorou no último mês depois de uma mudança no tratamento. Mesmo sem estar 100%, vou voltar. Preciso fazer mais exercícios físicos, adoro dançar, adoro ensaiar pra espetáculos e, em alguns momentos, tenho a plena convicção que nasci pra Dança do Ventre.
Estou sem dançar há 6 meses e minha professora já avisou que vou ter que me esforçar bastante pra acompanhar a turma. Ótimo, adoro desafios. E volto para os meus dias de Deusa!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Todo mundo nessa onde de balanço de 2008... preguiça viu? Mas teve o carnaval em Recife, a viagem pra Alto Paraíso, o Fica, o Arraiá II, Muse, o fim do Violins, os shows do Móveis, as coisas tristes, violência, doença, saudades, novos amigos e amigos velhos cada vez mais amigos... teve tanta coisa, mas esse pode ficar marcado como o ano que eu SAÍ DE CASA.
E isso faz de 2008 um grande ano para mim.
a TOOOODOS que vem aqui por amizade, distração, gosto ou engano: FELIZ 2009!
Mas eu ainda volto antes do ano acabar.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
O mundo enlouqueceu DE VEZ!!!


Eu sou jornalista e trabalho em uma tv. É de se imaginar que eu vejo muita loucura todos os dias. Coisas absurdas e doentias, mesmo. Mas tem coisas que me chocam. Você já ouviu falar em "Reborn"? E em "Real Dolls"?
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Na mão
Que droga, quero dizer um monte de coisa, mas tá tudo embolado, uma mistura de emoções que fica fazendo voltas dentro de mim. Vamos aos fatos: uma amiga minha está doente. É claro, não posso fazer nada. Mas não deixo de ficar triste e, mais triste ainda, por ter que ficar longe dela. Eu sou super-protetora. Gosto de ficar perto, abraçar, conversar, contar piada, levar chocolate, filme, bombom, livro e o que for pra deixar o cenário com um pouco de colorido. sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Dívida do remédio, do cabelo e do coração, pra citar as mais importantes.
1* do Remédio
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Notinha
MAIS UM ASSASSINATO EM GOIÂNIA./ O MENOR VANILDO JÚNIOR FERREIRA DE OLIVEIRA, DE 12 ANOS, FOI MORTO ONTEM A NOITE NO SETOR CRIMÉIA OESTE./ SEGUNDO A POLÍCIA, O MENOR ERA “AVIÃOZINHO” E DEVIA DINHEIRO PARA UM TRAFICANTE./ ELE MORAVA EM UMA INVASÃO PRÓXIMA AO LOCAL DO CRIME E SEUS PAIS ESTÃO PRESOS./ O CASO VAI SER INVESTIGADO PELA DELEGACIA DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE – DEPAI.///
(nota do Jornal Brasil Central de hoje)
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Cama na Varanda

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

(pausa pra um momento cotidiano)
(beleza, voltemos)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ps: se não conseguir ler, a Mafalda lá em cima pergunta: "Às vezes vocês não se sentem um tanto indefinidos?"

