terça-feira, 22 de abril de 2008



Escolhi tanta roupa bonita que nem usei. Outras, usei mais do que planejava. Tracei roteiros e fui por outros. Pensei em pessoas e encontrei outras. As horas se arrastaram e, é claro, correram no final. Perdi muito tempo e nem deu tempo de fazer o que pensei. Fiquei triste e alegre, pra depois concluir que estou feliz por ter ido. Essa é a história de uma viagem recente, mas pode ser de uma vida inteira. Porque altos e baixos, surpresas e decepções, erros e acertos só me parecem a descrição do que é a vida, com a ressalva de que sempre vai valer a pena.

sábado, 19 de abril de 2008


Acho que todo mundo, mesmo que nao confesse, tem um pouco de medo e desejo de se tornar como os pais. Eu, pelo menos, sempre tive. Os acertos viram modelos, mas alguns erros me fizeram temer: será que eu vou ser assim? Como se fosse algo obrigatório, uma metamorfose da qual eu náo poderia escapar por ser filha de quem sou.
Hoje, adulta e vacinada, posso me perdoar por náo ter herdado as super qualidades e posso me parabenizar por vencer o determinismo dos genes e náo, náo ser igual. Ufa!

terça-feira, 8 de abril de 2008


Tem dias que eu me sinto rasa, não tenho nada a dizer. Nem escrevo aqui. Não é falta de inspiração, é só... vazio, seco. E me preocupo um pouco, mas nem tanto. Sei que essa tal "expressão da alma" é algo inevitável pra quem tem. Uma hora ou outra vem. E no meu caso, vem como uma avalanche, como se fazer isso fosse a coisa mais importante do mundo. E é. Toda forma de expressão verdadeira que eu encontro é a maneira mais clara de me sentir viva, vibrante. Pode ser um belo texto, uma idéia, a nova disposição dos móveis, um conselho bem dado, um afago, o suheil na ponta do pé (ok, é um passo da dança do ventre).

E foi por isso que parei o carro em locais não apropriados hoje, sozinha e com uma máquina digital nas mãos. Não sei se era muito indicado. Mas eu não podia perder esse pôr do sol.

ps: recomendo clicar ali no link da legenda da foto.

quarta-feira, 2 de abril de 2008


Peço perdão aos outros, mas hoje o dia é meu. Nem aniversário nem mudança de vida. Um dia comum, como outro qualquer, que eu peguei pra ser meu. Hoje eu não vou me importar com a quantidade de água que eu preciso pra fazer aquela massagem esfoliante deliciosa. Não quero saber mais detalhes daquele caso sórdido de uma criança morta. Também não vou me preocupar se estou sendo injusta em bater o pé e me recusar a fazer isso ou aquilo. Hoje não, dá licença.

Declaro que hoje é o dia de amor a mim. Cuidado a mim. Mais que todos os outros. Dei sorte! O pessoal aqui de casa soube antes de mim que o dia é meu e me deixaram espaço. Música alta. Sapatos jogados. Incenso e perfume sem alergias.

Mesmo com a obrigação de passar um pouco do meu dia com os outros, não darei a mínima chance. O mau humor de um e outro é problema deles. O trânsito caótico, as cotações do mercado, a burocracia e atraso da sociedade podem me afetar, mas nunca me atingir. Porque passarei flutuando sobre o cotidiano cinza que o mundo insiste em instituir. Com minhas cores e flores, vou viver esse dia sem a obrigação de ser paciente com quem encontra motivo pra só reclamar e nunca fica admirado com aquela nuvem no céu.

E quem sabe, no fim do dia, eu esteja um pouco mais perto de descobrir como se faz para acordar todos os dias com essa facilidade em ser feliz.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Notas Rápidas

* Um caminhão saiu da pista e tombou. Os dois ocupantes, feridos, foram socorridos por uma ambulância do Samu. Poucos metros depois, a ambulância sai da pista e capota. Agora os feridos são três. Isso aconteceu aqui em Goiás e fiquei matutando sobre o caso. Imagine só, vc sofre um acidente e fica aliviado quando chega o socorro. Daí o socorro precisa de socorro? No máximo da expressão popular: Fala sério! Ninguém merece!

* Acho um absurdo álbuns e scraps do orkut bloqueados. Afinal, muito mais interessantes que os bobos que a Globo escolhe, o orkut serve pra gente dar uma "espiadinha" nos nossos amigos, amores e paqueras. Quem não quer ter sua vida "invadida", não faça orkut, ora mais!
Sempre gostei do orkut por ser um hall dos exibicionistas assumidos, aí vem essa onda de "respeito e privacidade"?! Não, não concordo!
Eu tenho orkut porque gosto de aparecer, sim senhor! Mentira de quem disser o contrário, todo mundo quer ser visto, ser lido, ser desejado, por que não? O orkut é um belo portfolio, um cartão de visitas que pode te abrir portas. Claro que sempre vão aparecer uns malas sem alça, mas é o preço que se paga pela fama.

* Juntem-se à minha corrente de orações para a Globo desistir de fazer Big Brothers e investir em séries fantásticas como "Queridos Amigos". Hoje estou caindo de sono, mas não posso perder um dos últimos capítulos da última semana!

terça-feira, 25 de março de 2008

segunda-feira, 10 de março de 2008

Do que alaga

Chuva de manhã = sono e preguiça de levantar da cama e ir trabalhar, estudar etc.
Não que tais fatores estejam ausentes se tiver aquele solão, mas, entre 100 pessoas, 99  concordam que a vontade de ficar quietinho sobre os lençóis aumenta nos dias de chuva (e a pessoa que discorda é só pelo prazer de ser do contra).
 
Tal fenômeno sob o comportamento humano não é apenas uma idéia cultural; vem da nossa memória ancestral. Os homens da caverna viviam mesmo uma vida dura, árdua, difícil e qualquer outro sinônimo. Mesmo sem enfrentar trânsito, impostos e o Faustão no domingo, a vida na Idade da Pedra não era bolinho. Para garantir a sobrevivência, eles precisavam caçar as feras mais temíveis e, ainda, fugir da morte quando eram caçados por feras ainda mais temíveis.
 
A rotina desses incansáveis trogloditas começava antes do raiar do sol, pois alguém já tinha rabiscado nas paredes da caverna que "Deus ajuda quem cedo madruga". Dia a dia, lá ia o homídio com seu tacape com a tarefa de levar comida pra casa. Os pesquisadores não sabem ao certo se foi nessa época que definiu-se que cabia à mulher cavernosa limpar caça, acender a fogueira e, quem sabe, temperar com aquele matinho gostoso que crescia ali por perto. Depois de ser conquistada com um tacape na cabeça, imagina-se que a mulher das cavernas não tinha muita inspiração pra ser rainha do lar.
 
Nesses tempos das cavernas, a chuva impossibilitava a caça, já que os animais, que nunca foram bobos, não saiam de suas tocas e ficavam bem escondidinhos. Os mais animados dos homens até sugeriam ir caçar os animais lá nos esconderijos, mas sempre tinha o mais sensato que lembrava da visão limitada no ser humano e o quão longe estava do veículo 4x4 ser inventado. Assim, o dia de chuva era, inevitavelmente, um dia de folga.
 
O pessoal aproveitava para tirar aquela soneca, colocar o papo pré-histórico em dia (acredita-se que o desenvolvimento da linguagem de acelerava nesses momentos), pintar paredes, inventar música, fabricar novas armas (naquele tempo era justificável) e uma série de outras atividades que fugiam da estressante rotina do dia-a-dia (se vc acha que ficar num computador o dia inteiro é difícil, experimente caçar um búfalo).
 
É por isso tudo que nós, homo sapiens conteporâneos, temos arraigada a crença de que o dia de chuva é dia para ficar em casa. Fique à vontade para usar os dados dessa importante pesquisa científica para justificar sua ausência para seu patrão, professor, pai, mãe e consciência. Para que eles te levem a sério, diga que leu na Veja e é uma tese de doutorado de Havard em parceria com Sorbonne. Caso funcione, por favor me avise; não é todo dia que consigo justificar minha preguiça com uma história tão mirabolante.
 
 

quinta-feira, 6 de março de 2008

Joguei papéis e promessas antigas fora.
Alívio!
A verdade é que afetos e memórias não se solidificam mais ou menos se aquela carta, o convite de formatura ou o bilhete engraçado ficam acumulando poeira e ácaros.
 
Pendurei no ar os pássaros que dobrei. Pra enfeitar, pro vento ter com quem dançar.
Poesia de papel colorido.
 
Abri pastas, rasguei contas antigas. Me perdoei por desistir de rascunhos dos artigos que nunca escreverei. As opiniões e revoltas mudam, graças a Deus!
Do material guardado, tirei o agradecimento por todos os processos de dor e alegria que passei. Enfrentei, recuei ou esqueci, agora nem importa. Mudei, cresci.
 
Na filosofia de lá de longe, o que fica guardado estagna a energia. E agora quero por tudo em movimento. Que eu dance, que eu corra, que eu caia e aprenda que joelho ralado que é bom.
 
Limpei a janela e vou pendurar os cristais daquela cidade bonita onde fui tão feliz. Um convite para entrar a luz, para os anjos e sonhos virem bater asas por aqui. Sejam bem-vindos!
 

segunda-feira, 3 de março de 2008

Só lá em casa...

_Mãe, tô com fome. Tem almoço aí em casa?
_Tem, filha. Comprei uma alface tão bonita!
(pausa para exclamação)
 
Esse diálogo não é um trecho de um livro infantil contando a História da Lagarta. Nem dos Coelhinhos ou Tartarugas. Aconteceu comigo, ser humano dito carnívoro e, no momento, faminto. Felizmente, cheguei em casa e tinha, além da alface bonita, arroz, feijão, carne e tomate. Ah bom! 
 
ps: mãe, não adianta reclamar da história. Oferecer alface como atração principal de um almoço merece um post no blog.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A explicação que Newton não deu

Viver em sociedade é uma enorme responsabilidade, mas há quem sabiamente nem pense nisso. Você não tem idéia do efeito que causa nas pessoas. Pode até achar que tem, mas não. O seu "olhar 43" pode ter funcionado nas horas que você precisou dele, mas não dá pra saber se aquele "alvo" foi conquistado com seu melhor olhar ou com aquela frase idiota que escapuliu na hora errada.

Aquele elogio que você fez pode ter deixado sua amiga neurótica tentando alcançar a perfeição e aquele fora monumental no chato feiosão deu o estímulo necessário pra ele querer provar seu valor. Hoje ele tá super feliz com uma pessoa muito mais legal e bonita que você.

Você nunca vai saber se fulano e fulana se apaixonaram naquele jantar romântico ou depois daquele tropeção no tapete de uma festa chique. Quem de nós não estranha, vez ou outra, um inesperado tratamento super simpático ou aquela grosseria vinda do além?
 
Te amam, te odeiam ou nem notam sua existência, e você nunca vai saber porquê. A roupa certa, o melhor vocabulário e uma dose extra de charme treinado na frente do espelho. Uma piada de mau gosto naquele boteco sujo. Uma crise histérica. Um sorriso. Uma música que tocou no rádio naquela hora de tédio. Um cheiro no pescoço. Aqueles segundo da sua atuação podem ficar pra sempre na memória de alguém ou serem esquecidos pra sempre, até mesmo por você.
A única certeza é que jamais haverá uma fórmula certa para ação e reação nas relações humanas. Mas esse mistério nunca vai deixar de me fascinar.

 

Top 5 - Coisas que não me arrependi de gastar dinheiro

 
1 - Melissa Doc Dog R$ 135,00 (mesmo modelo, mas vermelha)
Na verdade, essa eu ainda nem paguei. Mas ela provou todo o seu valor quando eu saí de casa muito (muito) poderosa com meus super sapatos (mesmo que oficialmente seja uma sandália). Dói o pé, é muito alta, é ruim de andar na calçada, mas me faz feliz.
 
2 - Um ano de Dança do Ventre
Foram 12 mensalidades + o lenço pra treinar + a roupa pra dançar no teatro + o véu + a gasolina e paciência de encontrar a loja para comprar o véu + ingressos pro teatro + ingressos pra ver outras pessoas dançando + etc.
Se eu somar tudo, capaz de ter gastado uma pequena fortuna. Mas não vou somar os valores. É algo que compensou e continua compensando. Tá ficando mais difícil, exigindo mais dedicação e cada vez mais dinheiro, e eu cada vez mais feliz!
 
3 - Viagens
Europa (wow), Porto Seguro, Argentina (wow), Recife, Goiás Velho, Pirenópolis... Não me arrependo de nem um centavo (nem da falta de mais dinheiro). Espero que meus financiadores também não se arrependam da ajuda fantástica que me deram.
 
4 - Kit engabelator de ladrão - Som para o carro
Mudou minha vida! Nada como dirigir feliz com minhas musiquinhas! Melhor ainda é descer do carro sem medo de voltar e não encontrar o som.
 
5 - Promoção Ponto Frio: Secador + Chapinha
Recuperador de auto estima e kit emergencial para saídas glamourosas não planejadas com a devida antecedência. 

domingo, 24 de fevereiro de 2008

É, andei sem postar esses dias. Mas é que ando mesmo desiludida e nenhuma fantasia inspiradora tem passado por mim. Acho que sou uma pessoa criativa e sonhadora, mas a realidade estéril me contaminou e fiquei assim, chata e reclamona. Tento não ficar falando disso, pois isso é chato pra caramba. E se não falo disso, não resta muito mais o que falar...

Estou cansada dos meus problemas e até hoje não sei como resolvê-los. Claro, na teoria a solução pra tudo é bem simples, mas eu me perco na prática, me embaralho dos fios da minha mente e sei lá por onde me perco. No fim, nada se resolve e continuo atolada no mesmo lugar, na mesma poça d'água que criei pra me afogar. Ninguém é culpado, não há vilões, a vida não é cruel. E já que é assim, não tenho direito a gritar por ajuda. Mas juro que sozinha eu não consigo mais.

Mais uma segunda-feira está pra começar e eu só me sinto cansada.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O DIA QUE ELA ADMITIU 2*


No telefone: _Oi Lu! É o Cris!
_Oi. (seca)
Pausa pensativa dele (o que será que aconteceu dessa vez?).
_Escuta, o pessoal marcou de ir lá no Arpoador. Tá afim?
_Que hora?
_Fim da tarde.
_Fazer o que?
(putz, ela tá muito chata hoje)
_Ver o pôr do sol, conversar... essas coisas.
_Humn, vou não.
_Por que?
_Porque a Ludmila está com trinta e dois anos, Cristiano. Ela já cansou de ver o sol se pôr e nem tem mais idade pra ter "turma" (esse turma bem irônica).
_Ué, você adorava há uns anos atrás.
_ Há sete anos eu adorava mesmo. Mas ia lá só pra te beijar.
_O que?! (engasgo)
Suspiro. Ela, na verdade, está tão desiludida com a vida que até confessou um segredo de anos. Ia só pra beija-lo, mas só acontecia de vez em quando e ele nunca levou a sério. Ela acabou se casando com outro cara que nem gostava tanto e se acostumou a ser só amiga do Cristiano. Com os anos, se afastou da turma, mas continuou falando com ele de vez em quando. Há seis meses, ele está mais presente tentando ajuda-la a superar o fim do casamento.
Quebrando o silêncio, ele falou: _Escuta, aí do teu prédio dá pra ver o pôr do sol, não dá?
_Subornando o porteiro pela chave da casa de máquinas do elevador, dá sim.
_Então eu vou aí ver o pôr do sol do seu jeito, tá?
E ela se lembrou que sabia sorrir sem doer.


* O número 2 é porque eu já usei esse título num outro texto ainda não publicado.
* Ilustração chumbrega by me, modelo by me e foto by Ana Paula.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Vou casar com o André

Uma viagem pra Recife serviu pra aumentar meu amor por Brasília. Pois é! Impossível não se apaixonar pela banda inteira e, principalmente, pelo vocalista da banda Móveis Coloniais de Acaju (DF). Eu e Ana Paula, que concorre comigo e com outras mil fãs ao cargo de primeira-dama da banda, apostamos que ele se chamaria Roberto. Hoje, minha primeira tarefa aqui no trabalho foi pesquisar o nome real do meu futuro marido. No site, ele avisa: "Não se enganem, André Gonzales é uma farsa". Por enquanto, pretendo pagar os ingressos dos shows pra ver...

Mudando de assunto...
Cheguei de Recife ontem (domingo) e tava super cansada. Foi impossível sair do sofá pra telefonar ou mandar emails/scraps pra alguém, ainda mais que porque na estava passando "Um Lugar Chamado Notting Hill", que eu nunca canso de ver. Hoje devo voltar à vida real e prometo tornar o processo de readaptação um pouco menos lento que o usual (e isso pq passei uma semana fora, imagine um mês...). Ah, e a viagem pra Recife/Olinda foi boa demais!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Habib

Aumentou o preço. Diminuiu o tempo. Agora, também posso pagar por aulas extra aos sábados. Mas acho que vou reclamar muito pouco. Ontem voltei à aula de Dança do Ventre. A técnica, as amigas, a música, tudo estava lá, no mesmo lugar, mas parecia melhor.
 
Estou um tanto desengonçada pelos meses sem prática. Meu "twist" (uma viradinha com o quadril) está um horror. Mas tudo bem, peguei umas variações novas sem dificuldade. Saí da aula tão empolgada que demorei a ter sono. Como é bom encontrar uma coisa que dá ânimo! Além de prazeroso, é lindo!
 
Volto aos palcos em junho (ha ha). Me aguardem!
 
 
Ps: Alguém em explica, como, meu Deus, como os melhores estúdios de design não estão me disputando aos tapas? Que ilustração fantástica feita em poucos minutos! Uau pra mim! hehehehehehe

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008





Ele chegou e disse enérgico: É hoje. Já pensei em tudo.
_O quê? Hoje!?
_É.
_Mas... você pensou bem?
_Pensei em tudo.
_Mesmo?
_Em tudo, cara! Pensei em tudo! Não há nada que possa acontecer que eu não tenha pensado.
_Se der errado?
O resoluto sorriu desdenhoso. _Ora, meu caro, pode dar errado, pode dar certo. Não me importa mais. Qualquer coisa que acontecer eu já pensei, e nada poderá me surpreender.
Impressionado com tamanha certeza, o amigo deu de ombros. _Que seja!

Pouco mais tarde, ele chegou e disse de uma vez:
_Mariana, estou apaixonado por você.
E ela não fez cara de surpresa ou espanto, não achou ruim, não fez cara de quem já sabia, não achou estranho, não pôs a mão no coração e achou lindo, não disse oh, não me diga, não saiu correndo, não disse que já tinha outro, vamos ser amigos e nem caiu em seus braços dizendo que seria sua pra sempre. Ela sorriu.
Sorriu!
De uma maneira tão nova, tão pura e bela que fez as pernas dele tremerem.
Sem saber o que dizia, ele falou: _Na verdade, eu te amo.
E isso ele não tinha pensado.

É certo que ninguém gosta, mas eu detesto me sentir burra. Não sei o que é gateway padrão, não sei a diferença entre um modem homologado e outro não homologado. Sei que existe, mas não sei mesmo como funciona o tal do IP, que é como o RG do computador (acho). E ontem desligaria o telefone xingando até a avó do atendente que me tratou mal, mas fiquei mesmo desoncertada por ser tratada como estúpida. Eu, que costumo me sentir o máximo em informática porque resolvo dois ou três problemas aqui da redação, tive minha "auto-estima tecnológica abalada". Sorte que meu computador sabe que fazer feliz, apesar de ser um idoso caquético. Reiniciei e tudo voltou ao normal. O tal atendente burro da GVT pode continuar com sua estupidez: eu ainda tenho minha boa fé e meus santos bites protetores.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Procurem a cabeça de burro!

Não sei se essa expressão existe fora de Goiás. Por aqui, costuma-se falar que um local deve ter uma cabeça de burro enterrada quando ele, de alguma forma, dá errado. Seja em diversas falências comerciais, seja pela vida de quem mora lá ou qualquer outra zica. Pode-se culpar a tal cabeça de burro por tudo que é ruim por ali.

Há anos morando no Setor Oeste, passo sempre em frente ao condomínio Porto Ferrara, na mesma rua onde moro. Esse prédio foi um dos muitos edifícios que ficaram inacabados na massa falida da Encol, aquela construtora que foi a maior da América Latina e deixou milhares de pessoas na rua da amargura, literalmente. O Porto Ferrara passou anos com as obras paradas. Os compradores esperaram em vão por uma solução da Justiça. Perderam muito dinheiro, já que o apartamento é de luxo, e quase perderam a esperança e paciência. Por fim, os já lesados cidadãos desenbolsaram mais uma fortuna para terminar a obra do prédio, que andou devargazinho, mas foi concluída.

Passando sempre pelo local, notei que a ocupação foi tímida, mas, por fim, o prédio parecia ter entrado nos eixos e deixado o passado amargurado pra trás. Mas esqueceram da cabeça de burro por ali.

Infelizmente, 2008 começou de uma forma muito triste no Porto Ferrara. Na noite de 04 de janeiro, uma criança de apenas 3 anos morreu ao cair do 12º andar do edifício. Parece que foi uma simples olhada curiosa na varanda do apartamento que causou a tragédia. Não sei como os moradores reagiram, não passei por lá no dia do acidente. Acompanhei a notícia pelos jornais e não me interessei em repercurtir o caso na tv. Não tinha muito mais o que falar. Uma criança cair de uma varanda é realmente muito triste.

A história ficou na minha cabeça e hoje pensei na cabeça de burro. Vasculhem as fundações, deve ter alguma coisa. Um prédio que deveria ser celebrado pela sua ótima localização e pelo maravilhoso apartamento de luxo não deveria ter tanta tristeza reunida em sua breve história.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Post chato de uma doninha de casa

Ontem, fui ao supermercado e levei meu companheiro mp3 player. Sem ele, fica muito difícil fazer compras em paz, principalmente naquele antro. Estava eu escolhendo cenouras quando vi uma pequena aglomeração em torno de um home theather: Celine Dion berrava a plenos pulmões "I´ll be waaaaaaaaiting for youuuuuuuuuu". Eu, com Arnaldo Antunes no ouvido, olhei para os que assistiam ao show de Celine e pensei "pobre humanidade"!
*
Por falar em supermercado, estou quase me convencendo que o Extra não é caro. Pelo ambiente que se encontra lá, talvez seja até barato. O problema é que eu não topei pagar, então fui no Moreirinha (Gente da Gente, 100% Goiano - que maravilha se slogan!). Olha, podem me chamar de fresca e preconceituosa, mas aquilo ali é tétrico, um horror!
 
Para se chegar às verduras e frutas, você atravessa jeans, dvd´s, perfumaria e um tantão de coisas promocionais amontoadas e pega uma escada rolante que, apenar das placas de "sobe" de um lado e "desce" do outro, tem um funcionário pra controlar o trânsito. As verduras estavam sofríveis, mas isso quase não me incomodou. Nas outras seções, uma coisa não se liga à outra com muita facilidade, e achei meu queijo cottage graças à plaquinha que indicava "Gordurosos".
 
Gente, alguém me explica como um supermercado coloca uma plaquinha de "Gordurosos"???? Ok, a manteiga, queijo e etc são mesmo gordurosos, mas precisa lembrar o cliente? Não sei como venci o preconceito e entrei mesmo assim no temido corredor.
 
Os caixas ficam expremidos e quase não se encontra-os, já que no meio do supermercado tem uma lojinha de presentes (expremida, é claro). Não sei se é minha memória induzindo as coisas, mas tenho a impressão que a iluminação ali é péssima. Quando chegou minha vez de passar as compras, três crianças brincavam na barra de ferro que separa os caixas. Pedi licença pra passar o carrinho e fui solenemente ignorada. Minutos depois, passei o carrinho por cima de pés e esbarrando naquelas mãozinhas, mas ó, a tia avisou. A mãe achou ruim, mas não fez mais que me olhar feio.
 
Chegando no estacionamento, as rodas do carrinho faziam um barulho infernal pelo atrito com o piso, que era tanto que meus braços tremiam. Quando finalmente (ufa!) guardei as compras no carro, uma grata surpresa: o guarda do estacionamento prontamente pegou meu carrinho para guardá-lo.
 
Não sei se os 60 reais que gastei no Moreirinha seriam 80 no Extra (meu preferido) ou 70 em outros supermercados da capital. Talvez ficasse a mesma coisa, não sei e não quero comprar. Mas tenho certeza que não volto no supermercado onde "meu dinheiro não sai de Goiás" tão cedo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Por que o leão é considerado o rei dos animais?

Procurei no Google e não encontrei uma resposta satisfatória, mas acredito que o Leão mereça esse título porque: 1 - O Leão macho não caça nem cuida dos filhotes: sua maior função é defender o território; 2 - Apesar de serem capazes de caçar muito bem, raramente vão a luta porque a juba superaquece seus corpos, o deixando exaustos em pouco tempo (ufa, mona!); 3 - Em um grupo que pode chegar a até 40 membros, a maioria é de fêmeas subservientes a um único macho; 4 - a maior parte das vezes que vemos um leão macho ele encontra-se relaxado, se não estiver a dormir. (fonte: Wikipedia)
 
Tudo isso me parece bastante com a vida real dos monarcas que conheci nos livros de História e nas páginas de Caras.
 
(assunto bobo né? Essa dúvida me passou pela cabeça ontem a noite... Ando sem tempo/oportunidade pra escrever porque estou sem meu quarto e, consequentemente, sem meu computador.)