terça-feira, 28 de outubro de 2008

Don't worry pra não se estressar,
Be happy pra se alegrar..
Relax!
Que tudo fica diferente.
Stress faz adoecer, amor rejuvenescer
Sorria mais, e leve a vida simplesmente...



Tô com essa música na cabeça (Don't Worry, Be Happy, da Mart'nália), abertura da novela 3 Irmãs, mas toda vez que estou na lan house da mamãe esqueço de baixar. Se tiver alguém a toa aí e quiser me fazer esse favor...

Feriadão delícia, delícia! Deu pra descançar, ficar de boa e até esquecer que ontem era um dia normal pra quase todo mundo. Hoje voltei a trabalhar, mas ainda no clima de feriado. Meus amigos concursados estão tranqüilos em casa, mas tudo bem, trabalhar também é bom. Principalmente numa redação quase vazia, pouca gente gritando e gente oferecendo comidinhas do bem (manga e bolacha de centeio).

Aí eu vou pra fisioterapia reclamar que meu joelho tá pior, mas depois esqueço e vou no cinema. Aí minha semana só começa mesmo na quarta. E logo vem o final de semana de novo =)

domingo, 12 de outubro de 2008

do Jogo

Eu vasculhei o orkut pra saber quem é o cara que ela ama. Num pensamento tolo, pensei em achar o idiota que não a ama e me transformar um pouco nele. Talvez, mesmo de uma forma errada e feia, ela gostaria mais de mim se eu pudesse ser um pouco ele. Mas talvez ela goste dele justamente por que ele não gosta dela, e isso é provável. Porque eu só penso nela e ela gosta, mas não suspira. Nunca me incluiu nos seus sonhos. Nunca me pensou em pecados. Isso poderia me doer mais, mas a esperança amortece os baques de realidade e sigo tentando acertar o momento de passar por ela e causar mais que um sorriso gentil e amistoso.
Por isso, sigo investigando cada letra que ela escolhe pra se expressar e imagino qual o pensamento inteiro que ela resumiu em palavras. Sigo adivinhando seu perfume pelas paredes e acho divertido os dias de muito sono quando ela esquece até de por os brincos.
E é por ser um tolo que quero saber de tudo, até do que ela não admite, porque queria ensiná-la que todo o seu ser é merecedor de amor. E vou continuar até que, por lucidez ou cansaço, ela me entenda.

(pra evitar mal entendidos, explico: escrevi esse texto como um personagem imaginário que ama uma mulher que ama outro homem. Não sou um homem, não amo uma mulher e nem outro homem, embora alguns algozes se apoderem do meu coração sem piedade, mas logo o deixam. E tudo surgiu de um turbilhão de pensamentos, um encontro com um torturador e uma conversa boa com alguém distante. E esse turbilhão de pensamentos resumidos em palavras, isso sim, sou eu.)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

No mais

É justamente quando mais tenho o que falar, o que contar, que menos escrevo. Estranho isso, mas é quase sempre assim. E vai fazer um mês que eu me mudei e estou descobrindo as dores e delícias de morar (praticamente) sozinha. Até que as coisas se resolvam na minha cabeça, acho que não consigo falar muito sobre isso.
Cansa ser canceriana, tudo é um processo...
 
Mas ontem foi bom. Cheguei na minha casa me sentindo estranha, triste, sei lá. Início de tpm, solidão, fase lunar... Fui no supermercado porque não tinha jeito de não ir. O mix de sentimentos estranhos me acompanhou e, querendo ir embora logo, esqueci de comprar leite. E o que eu tinha ido comprar? Pois é, leite. E nem era pra mim, pq eu só bebo o de soja. Era pra vovó, ou seja, não podia te esquecido. Mas ok, fui lá na casa da minha mãe já com o pé super atrás, pq meu irmão anda me tratando muito mal e eu, idiota, fico abalada com isso. Era só pra deixar as compras, ficar um pouco com Belinha (outra dor que tá me ferindo, ficar sem ela) e ir embora. Mas tava passando Simpsons, o filme. E o clima tava bom. E ri demais. Bom demais. Resolvi dormir por lá e aproveitar que tinha encontrado um tiquinho de paz pra dormir bem. Funcionou, ufa! É bom ainda ter casa no lugar que até agorinha era meu.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Recado

Queridos amigos blogueiros,
 
Peço desculpas pela minha ausência nos blogs de vocês. Me mudei recentemente e a internet não me acompanhou (ainda). No trabalho, esses maravilhosos sites são proibidos e só consigo postar no meu porque mando por email.
Visitar os blogs de amigos não é uma mera obrigação de retribuir a visita, mas sim um hábito que adoro e que sempre me enriquece.
 
Peço a vocês um pouquinho de paciência e, por favor, não me abandonem achando que sou uma metida sem consideração.
 
Muito obrigada!
 
Agatha
 
ps: estou deveras chateada com meu novo apartamento porque 3 dias depois de mudar vieram me avisar que Belinha não poderia ficar ali. Estou aguardando uma reunião com os sócios majoritários para decidir o que fazer. Assim que eu me permitir ficar realmente alegre por ter saído da casa da mamãe, escrevo tudo aqui. Continuem enviando energias positivas. Mais uma vez, obrigada!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

P/M/G

 
MEDOS
 
Pequenos
) Quebrar a unha
) Tomate seco e muçarela de búfala em falta do Subway
) Os leitores acharem que escrevi muçarela errado.
 
Médios
) do que eu vou encontrar ao levantar a tampa de vasos sanitários
) Rótulas e alta velocidade no trânsito absurdo de Goiânia
) Homens correndo na rua (nem sempre parece cooper ou tem ônibus passando)
) Violência/Maldade
 
Grandes
) Carboidratos refinados
) Vigias de carro / Flanelinhas
) Envelhecer sozinha
) Morrer sozinha
) Perder as pessoas que amo e Belinha (embora eu ache que ela é pessoa)
) Me acomodar com as desculpas, não lutar pelos meus sonhos e deixar a vida passar sem graça.
 
 
ESPERANÇAS
 
Pequenas
! Passar no concurso do TRT sem estudar direito o Direito
! Reencontrar amores antigos no dia que eu estiver magra, linda, maquiada, escovada e com um novo amor ao lado.
! Ser proibido música sertaneja em qualquer lugar que eu for
! Nova geração musical menos pior que a atual
 
Médias
!! Sair bem da prova do TRT e ficar animada.
 
Grandes
!!! Conseguir ficar com a Belinha no meu novo lar
!!! Estudar na véspera do concurso, passar e ser chamada logo. E o trabalho ser ótimo.
!!! Encontrar o amor da minha vida e ser muito feliz com ele.
!!! Ter filhos ótimos e ser uma ótima mãe.
!!! Aprender a lidar com "os probremas" sem surtar.
!!! Reencontrar amores antigos sem mágoas e sinceramente desejar que eles sejam muito felizes. 
!!! Minha amiga se recuperar bem e ser muito feliz (ela sofreu um baque esses dias, força querida!).
!!! Minha outra amiga perceber o que está fazendo com a própria vida e ter a humildade de mudar.
!!! Aquela outra amiga se recuperar logo e se cuidar melhor.
!!! Evoluir (aprender a lidar com meus sentimentos e problemas físicos, com os traumas e lembranças, com tudo que eu surto e desanimo, aprender as lições necessárias e ajudar os outros a evoluírem um pouquinho também).
!!! Passar a vida rindo das bobagens que me fazem rir.
!!! Melhorar a relação com minha família atual e que eles sejam muito felizes.
!!! Ter joelhos saudáveis
!!! Voltar pra Dança do Ventre e desenvolver o potencial que eu sei que tenho
!!! Voltar a Paris
!!! Voltar a Roma e dar tudo certo.
!!! Conhecer os lugares que aparecem nos meus sonhos
!!! Levar mamãe em Firenze
!!! Viajar muito (Brasil, Américas, Europa, Ásia, África, Oceania...)
!!! Ver a Aurora Boreal
!!! Estar sempre próxima dos meus amigos maravilhosos e que eles sejam muito felizes.
!!! Nunca deixar de ver magia da vida.
 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bella Bronze

Nota rápida: Acho mesmo que publicidade bem feita é quando atinge em cheio do público-alvo. Taí um bom exemplo. O instituto Bella Bronze não vai deixar na mão a piriguete que não dispensa as marquinhas de biquini asa delta nem na época da chuva, que já começou por aqui. Só não sei se essa piriguete vai ler jornal.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

VOTE EM MIM!

Senhor, dai-me paciência!
Não, essa não é mais uma reclamação sobre a campanha política. Nem mais um desabafo das angústias do trânsito nessa cidade. Esse é um texto que tenta traduzir a revolta de ver as duas coisas mais chatas do mundo juntas: trânsito caótico + campanha política.
(sei que existem coisas mais chatas, mas no momento quero considerar essas duas como as "mais mais", ok?)
 
A situação do trânsito de Goiânia é tão caótica que todo candidato que se preze promete uma solução mirabolante. Como todos falam, a cidade vai travar se nada for feito.
A campanha política por aqui até que anda calma, pelo menos não tem dado muito o que falar (ou eu que sou por fora mesmo). Mas a qualidade dos jingles, frases e propostas é tão baixa que basta ouvir um pouco pra já desejar sumir por um ano ou mais.
Some-se a isso os problemas pessoais, o calor digno de Teresina no b-r-o-bró, o preço da gasolina e a pressa do nosso dia-a-dia e é difícil um motorista não ser estressado. Mas, certamente, quem ainda não estressou perde as estribeiras nas principais vias da cidade quando elas são invadidas pelos "bandeirantes". Não, não são os desbravadores do interior do Brasil. São aqueles coitados no sol quente agitando uma bandeira de um candidato qualquer.
 
Alguém decide voltar em um candidato por ter visto alguém com a bandeira?! "Nossa, que bandeira legal, vou votar no Juvenal!"?! E caso as bandeiras sirvam de divulgação, mal dá pra ver o número do fulano com aquele monte de gente e os panos pra lá e pra cá.
 
Tem uma rótula (rotatória, queijinho...) por aqui que é especialmente complicada. A rótula do Cepal, no Setor Sul, dá acesso a um monte de ruas e avenidas super importantes e movimentadas. E, é claro, muita gente resolve ou precisa mesmo passar por lá às 18h.
 
Como é garantia de grande público, lá vão os candidatos e seus bandeirantes pedir voto aos engarrafados por lá. As bandeiras enormes bloqueiam a visão já restrita do caminho a seguir. Como se não bastasse o tumulto natural, lá vem alguém sorrindo oferecer um maravilhoso adesivo para o seu possante.
 
"_Você tá louco?!"
Perguntou Claudinha esses dias pra um conhecido canalha que fazia campanha para outro. Segundo minha amiga, ela nunca falou essa frase com tanto gosto. Me deu vontade de ir lá tentar encontrar o pulha para fazer o mesmo. Mas já me irrito o suficiente pelos caminhos que passo.
A cada nova bandeirada, comício, bloqueio de trânsito e aparição no horário eleitoral que gratuitamente invade nossa tv, minha certeza no voto nulo se torna mais sólida.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Chuva e Sol




Não é falta do que escrever. É que ando pensando em mandalas, não sei por que. Talvez uma lembrança de infância da mandala que eu adorava brincar ou um recadinho místico sobre a importância da meditação, energia, evolução e um tanto mais de coisas que vem com esse símbolo que parece ser mais antigo que a humanidade, já que aparece em todas as civilizações e em diversas formas da natureza. Uma rápida pesquisa de imagens já enche os olhos, e dá vontade de desenhar, imprimir, fotografar, divulgar, tatuar... Mas uma voz lá de dentro está me falando para ter cuidado, para não usar um símbolo tão poderoso sem um estudo responsável do significado e conseqüências.

Essa aí se chama "Rain and Sun", e no site que a encontrei (já perdi o endereço) fala sobre a beleza da chuva e do sol, das dores e alegrias. Só com a consciência do que é chuva podemos realmente apreciar o sol. E pensar sobre isso está sendo minha lição nº1.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MEU PRIMEIRO MICO ASTROLÓGICO

Sem dormir, eu não sou ninguém. Tá, posso até ser alguém, mas esse alguém é sempre pior que a Agatha que dormiu uma quantidade razoável de horas. Mesmo sabendo disso, dispensei meu sono já atrasado por uma fábula.
Parecia mentira, mas saiu no jornal! E eu, pôxa vida, mesmo jornalista há anos, mesmo sabendo da qualidade duvidosa de um montão de veículos por aí, mesmo assim, ainda tive o pensamento automático de achar que o que está publicado no jornal é confiável. Que vergonha!!!
Pior ainda foi que a nota saiu na coluna de um cara chamado "Pampinha". Ei-la:

"Marque em sua agenda: hoje, à meia- noite e meia, ao olhar para o céu você terá a impressão de que a Terra tem duas luas. O Planeta Marte surgirá tão grande quanto a Lua Cheia e ficará apenas 34,65 milhões de milhas da Terra. O fenômeno só voltará a acontecer em 2287. Quem viver, verá!"
Geléia Geral, Diário da Manhã, 27 de agosto de 2008 (www.dm.com.br).

Ah, mas isso é um spam que circula na internet há anos! Ih, isso aí aconteceu em 2003! Lógico que é impossível Marte ficar do tamanho da lua! Que idiota acreditaria nisso?!
.
.
.
...
Pois é... eu!
Ainda espalhei pra todo mundo, incentivei as pessoas do trabalho, família e amigos a não perderem essa oportunidade. Por sorte, só minha família caiu nessa.
E à meia-noite e pouco, lá fomos nós em busca de Marte. Depois de confundir o planeta com umas quatro antenas de prédio e luminosos redondos, ainda conseguimos insistir que o lugar era ruim e percorremos alguns pontos da cidade com uma visibilidade melhor. Quando eu penso no tanto que estiquei o pescoço... Meu Deus, que vergonha, que vergoooonha.
Imagino que as pessoas que espalharam esse spam chegarão à glória se souberem que existe gente burra o suficiente pra ir pro meio da rua de madrugada procurar duas luas no céu. Espero mesmo que eles chorem de rir. Por que a culpa foi minha, sim sim sim. Como assim duas luas no céu?! Cadê a checagem básica dos fatos, sra. jornalista?! Cadê o bom senso?
Na volta pra casa, ainda encontramos um casal comentando no carro que não conseguiram ver nada também. Mas mico coletivo não me consola.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

dos Mimos

_Agatha, você anda pensando em ter um filho?
_Claro!
_Tá vendo, são os hormônios!
 
A Jordana que me alertou pra isso. Sempre adorei bebês e crianças, mas essa simpatia tem aumentado nos últimos tempos. Tanto é que venho me divertindo fazendo as crianças alheias sorrirem. Não precisa ser de amigos e conhecidos... Bastou encontrar um bebê no shopping pra não me importar com o mico e fazer caras e bocas até ganhar aquele sorriso como prêmio. Num desses domingos, tive a capacidade de achar mesmo que ganhei meu dia ao arrancar gargalhadas de um tímido bebê que relutou em sorrir. Só que isso me pareceu tão natural que só conversando com a Jordana percebi o grito do relógio biológico.  
 
Hoje, no caminho pro trabalho, pensei em várias coisas que queria escrever aqui. Política, sociedade, uma história engraçada... Daí recebo esse email bomba: animais e bebês. Tal correspondência eletrônica me chega justo neste momento de domínio hormonal e, somado à minha paixão por cachorros e gatos, derrubou qualquer pretensão de escrever algo cult ou politizado.
 
Cara leitora (e caro leitor, discretamente): esqueça que o mundo nos cobra uma maior consciência da sociedade e se permita exclamar com as imagens: Ai que fofoooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

* BIZARROS

  • Homem é condenado por simular sexo com uma bicicleta
  • Empresa lança filtro antipum para usar na cueca
  • Gêmeos de 8 anos inventam cueca à prova de puxão
  • Spa atrai clientes com massagem feita por cobras em Israel
  • Bebê de um ano é intimado por dar calote em 'massagista'

Definitivamente, a sessão "Planeta Bizarro" do portal G1 é a melhor página da internet. http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,6091,00.html

(ou eu sou mesmo muito à toa...)

 

* COTIDIANO

Ontem, meu carro estava estacionado em frente à academia onde faço fisioterapia na água (não gosto do nome hidroterapia). Na hora de sair, um outro carro fazia uma manobra complicada para entrar na garagem da academia e, vendo aquela confusão, um motoqueiro esperava sua vez pacientemente. O problema: a moto impedia a saída do meu carro.

Mas eu estava realmente zen e esperei na boa, na paz. Até que eu já tinha ligado o som, ajustado o cinto e os retrovisores e resolvi ligar o motor pra dar uma "dica" que eu queria sair.

Eis que o motoqueiro fala: _Oi! Já tá querendo sair?

Eu: _É né... já!

Motoqueiro: _Tá cedo uai...

Eu apenas sorri e saí com o carro.

O cara estava de preto, de óculos escuros e capacete. O que me deixou na dúvida: será que ele me conhecia? Será algum colega de fisioterapia? Ou só um motoqueiro abusadinho?

Até agora não sei se fui seca com um conhecido ou dei moral demais pra um motoqueiro sem noção.

domingo, 10 de agosto de 2008

Morreu a minha paixão
Causa incerta
Talvez foi fraqueza
Parecia forte e robusta nos primeiros passos
Mas as pernas eram de vidro

Talvez inanição
Com a abrupta interrupção da fonte f'ácil do cotidiano
O que vinha crescendo tropeçou e caiu no chão

Quem sabe foi choque
Quando os sonhos encontraram a realidade
A distância entre eles pareceu infinita
E nenhuma flor me convidava a percorrer o caminho

Minha paixão morreu e me deixou saudades
Não de quem eu queria
Mas da força de querer
Dos sonhos bonitos e das poesias que poderiam ter nascido

Se posso pedir algo
E se posso ser sincera
Queria mesmo esterelizar esse terreno fértil que chamo de coração
Que a última que morre não mais nasça

Eu sei que é bonito acreditar
Até recomendo... aos outros
Mas confesso que estou cansada
Tudo que não vivi só me deixou velha

O pior da morte dessa paixão não é o desperdício de algo puro e bonito
Não é a cegueira de uma parte
Nem a fantasia que se rasgou
É essa conclusão insistente que o bom senso me sopra nos ouvidos:
Foi bom morrer o que nem deveria ter nascido

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O Espelho de Ciça

"Espelho – Dois espelhos no quarto, um para se ver de frente e outro refletindo as costas, garantem uma visão privilegiada do look que vai às ruas."
Coluna SPOT, do Jornal O Popular 30/07/2008
 
"Entendo que, muitas vezes, os colunistas ficam sem inspiração e sem material de divulgação, mas a impressionate dica de Ciça Carvello hoje em seu Spot mostra uma falta absoluta de pesquisa ou de amigas para trocar uma idéia. Cara Ciça, que preguiça é essa de virar de costas e girar um pouco o pescoço? Se é pra ter uma visão privilegiada, então vou montar um closet com quatro espelhos: frente, trás, direita e esquerda. Assim, minha visão do "look que vai às ruas" vai ser de 360 graus. Uau!"
 
 
Tem dias que eu sou super chata :P
 
 

 

 


 

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Multicor

Estava aqui pensando em como responder de uma maneira divertida, sexy, provocatica, alegre, tranquila e bem-humarada. Mas daí lembrei que a maioria dos homem só lê mesmo o que está escrito. Talvez eu escreva em letras gigantes:
 SIM! 

terça-feira, 22 de julho de 2008

Goiânia, 22 de julho de 2008

 

Eu queria ter tirado uma foto do céu hoje para te mandar, mas na última hora acabei não colocando a câmera na bolsa. Você uma vez comentou que, no Brasil, não se via céu como se vê na Europa: de um azul límpido e uniforme, que fica lindo nas fotos. Mas só hoje reparei que nesses tempos que a secura assola o Cerrado, o céu é igualzinho ao cenário europeu.

 

Saudades daí. Saudades dos dias em que tudo era encantamento e novidade. Dos dias que eu me perdia e ficava feliz com as novas descobertas dos caminhos inusitados. Saudade de querer ir mais longe para ver mais, para viver mais. Por que por aqui eu só gosto dos atalhos? Em casa, perco o gosto por longas caminhadas. Caminhos conhecidos ficam menos interessantes. Sei que é injusto, mas é assim ou, pelo menos, tem sido assim.

 

Saudades de você. Do seu jeito direto de me mostrar que eu tô fazendo drama com coisas à toa e esquecendo os dramas reais. Você faz falta nos dias que eu só quero reclamar que a vida tá foda e pronto. Reclamar um pouco e rir muito de qualquer coisa absurda que aparecer. Saudade das guloseimas sem culpa que você me convida pra comer. De cantarolar Muse como se fosse a coisa mais normal do mundo. Dos refrões de músicas desconhecidas que você sempre prega na minha cabeça. Do narguile, seja lá como se pronuncia isso. Saudade, saudade e pronto. Você sempre faz falta por aqui.

 

Já peço desculpas antecipadas por tornar essa carta pública. Aproveitei a inspiração que o céu me deu para te escrever e para alimentar essa insistente mania de ter um blog. Usei essa fonte cursiva (e nem sei se a configuração vai se manter) pra dar ao email/post o clima de carta. É mais difícil de ler, mas é mais poético.

 

Agora tenho que justificar (um pouco) o meu (pouco) salário e trabalhar (mas só um pouco). A última comunidade que entrei no orkut foi "Poupo-me", e ela serve principalmente para o trabalho. Deixo para me gastar com intensidade nas viagens, encontros com amigos, músicas dançantes, shows enlouquecedores, camas elásticas, trilhas ecológicas, cachoeiras geladas e tantas outras coisas mais interessantes que o expediente obrigatório de quem bate ponto. Por hora, vou fazendo o necessário.

 

Beijos pra você!

Saudades mil

 

Agatha

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Narinha

Nunca a chamei pelo apelido. Não sei o que ela gostava de comer, o que a fazia rir, que frase mais falava. Mas a conhecia e, mesmo de longe, gostava dela. Nada mais clichê do que a morte. Nada mais natural que pensar em todos os clichês em um velório.
A que horas foi? Ela sofreu? Ela soube? O que importa agora? Ela morreu. Era muito querida, muito amada, uma profissional competente, uma mulher apaixonada, mas morreu. E eu quis falar pra família e para o namorado que sentia muito, que imagino que ela vá mesmo para um lugar melhor, que ela deve estar em paz agora, que vai ficar tudo bem, mas não falei nada. Pra que? Fui lá e senti muito, fiquei quietinha, foi o que consegui.
Pensei em tanta coisa pra escrever, mas saí do velório mais abalada do que imaginava. A efemeridade da vida, as coisas que nos matam e nos fazem viver, a correria do dia a dia, a valorização do trabalho em prol da vida afetiva, a mulher contemporânea... Tudo fica pra outro dia. Hoje eu só quero mesmo que a Nara descanse em paz.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O melhor item adicional do seu carro pode ser seu filho

Se tem algo capaz de tornar meu dia, qualquer dia, especial, é uma criança acenar pra mim no trânsito. Não precisa ser um tchauzinho com um sorriso. Pode ser uma careta. Uma gracinha. Um simples olhar curioso.
A criança que acena no carro me lembra da criança em mim. Das brincadeiras no carro do meu tio com minha prima Danielle. Das risadas que eu e meu irmão dávamos (e continuamos dando) ao ver as expressões estranhas, as poses de mau, as pichações obcenas. Meu pai competindo com o sinal vermelho, minha mãe me protegendo nos freios bruscos... É, eu tenho a sorte de poder ter boas lembranças em relação a carros. As batidas que sofri ou causei me deixaram apenas as lições de prudência e paciência.
Na correria do dia a dia, no trânsito caótico, os horários apertados, as obrigações e desejos que nos pesam ao volante, a criança que tem o interesse pela outra pessoa ali do outro carro confirma minhas verdades: corremos de mais e nos encontramos de menos, empatia é natural do ser humano e, se cada um saísse um pouco do seu mundinho (seja o carro, a casa, o clube de vips, a comunidade reliosa...) e olhasse pro outro como um igual, o mundo seria simplesmente mais bonito.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ai como dói ser adulta!
Ficar arrasada por uma bobeira e ter que levar a vida adiante, não conseguir ligar o mundo da imaginação com o mundo real, não querer ir pro trabalho e não poder falar pra mãe que tá com febre, esquecer de pagar uma conta e encarar o carão sozinha, ver a ansiedade foder a vida e saber que não existe remédio milagroso, ter problemas que são realmente seus, ver que conseguiu realizar um monte de coisa, menos a principal.

Tem dias que a idéia de outro aniversário me dá pânico.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lançamento de Salsichas

Cain cain é quando eu piso no rabo da Belinha ou a chuto sem querer. Belinha tem uma mania estranha e nada esperta de se postar deitada no meio do mini corredor escuro, passagem do meu quarto para qualquer lugar do mundo caso eu não saia voando pela janela.
Ontem, dei um ultra chute nela porque estava correndo pra não perder Pushing Daisies. Caso não fosse tão pesada, sairia voando, certeza. E o mais incrível é que, mesmo atordoada com a pancada, foi deitar ao meu lado como se nada tivesse acontecido, delicadamente apoiada na mesma perna que a chutou.
Nunca conseguirei entender as pessoas que não amam cachorros.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Mais seis dias de junho

Se eu quebrasse a perna, tenho certeza de pelo menos dez pessoas que me dariam socorro sem pestanejar. Se eu realmente precisar de dinheiro, alguns se esforçariam e raspariam o cofrinho pra me ajudar. Se eu estiver à beira da morte, que Deus me livre por agora, sei que muita gente estaria no leito chorando e me pedindo pra não ir. O caso não é tanto drama. Nada grave aconteceu.


E mesmo nas pequenas coisas, eu tenho muita ajuda, sempre. Sou muito amada. Minha família me ama. Meus amigos. Até gente que não me conhece direito gosta de mim por motivos que nem sei. E não que eu deixe de ser feliz ou agradecida por tudo isso, mas tem dias que isso não basta.


Eu quero alguém pra mim.

Não precisa mudar de cidade por minha causa. Não precisa mudar de vida, revolucionar o mundo, pintar o cabelo, falar mais baixo. Só quero uma pessoa que se dedique um pouco a mim, que me dê atenção e um pouco de carinho. Só isso.


Porque eu to carente e essa maldita data comercial que se aproxima me faz pensar demais nisso. Faz eu me sentir mal sozinha. Talvez isso ataque 10 entre 10 solteiros do mundo, mas não quero ser compreensiva com os outros que sofrem do mesmo mal, hoje não.


De tudo que eu sempre desejei na vida, essa é realmente a única coisa que nunca tive. Por mais que já teve (e tem, ainda bem) gente querendo me comer, nunca tive ninguém pra mim.


E o mistério insondável do meu universo é: Por que?

Por que eu não tenho alguém comigo? O que faço de tão errado? Se eu sou até bonita, inteligente, limpinha, cheirosa, depilação em dia, inteligente, culta, bem humorada, condições psicológicas normais na loucura desse mundo, tenho um emprego fixo, danço bem, tenho bunda grande... Já sei, já sei, vão dizer que são qualidades demais para uma pessoa só. Os homens se assustam com uma mulher como eu (BU!). Bem, não é isso. Não sou a melhor nem a pior mulher do mundo.


Sei que os tempos estão difíceis, ta ruim pra todo mundo, a solidão no ser humano na sociedade contemporânea, o El Nino, a Globalização... E duas amigas (muito amigas, pessoas excepcionais) já concordaram: não há realmente uma explicação lógica para o que tem sido minha vida sentimental até o segundo passado (vai que a coisa muda agora!).


Andei mais calma e tranqüila esses meses (talvez tenha mais de um ano), me convencendo que tudo tem sua hora e não há nada de errado comigo. Mas toda vez que eu me interesso por alguém (e piro, pra variar) e a coisa parece não fluir em instantes (ta, eu sou ansiosa), me revolto com essa condição social/do momento/ do destino/ de merda.


Fico perguntando pros meus amigos se estou louca ou estou mesmo recendo sinais de que ele ta me querendo. Dessa vez, todo mundo concordou que sim, as atitudes dele são, no mínimo, suspeitas. Não vou citar por medo dele ler isso aqui por algum acaso da vida (e era disso que eu não estava falando no último post). Não quero que ele saiba que causa tamanha comoção (caso ele não tenha notado minhas mãos suando quando estou perto dele).

Droga, já estou falando sem parar nele de novo!


Enfim... nem gosto muito de falar nisso, mas hoje deu vontade. E como disse a Cacau, falar cura. Mas ainda não tenho mesmo a menor idéia do que fazer pra resgatar minha paciência e serenidade ou, melhor seria, mudar minha vida sentimental. Já fiz tantas apostas... mas agora só queria alguém que apostasse um pouco em mim.