quarta-feira, 28 de outubro de 2009

The roof, the roof is on fire!



Eu sei que não tenho mais idade (e que sou preconceituosa com a minha idade), mas adoro sair pra dançar. Me descabelar, suar, me acabar na pista, céus, é bom demais. Tenho feito pouco isso por 1014 motivos, mas isso não vem ao caso agora.

Na época aurea de sair pra balada, quando eu era mais nova e ainda precisava mostrar a identidade pra provar que tinha mais de 18, nenhum lugar era mais legal que o Café Cancun aqui de Goiânia, no shopping Flamboyant. Animadíssimo, lotado de gente bonita, camarada com os pobrinhos que chegavam mais cedo pra pagar mais barato.

O dj tocava as "bombadas" do rádio e, de repente, uma rumba invadia o ambiente, os garçons subiam no balcão e se formava uma fila da tequila. Todo mundo entrava no trenzinho e passava abaixando pela cordinha (é, você tinha que fazer por merecer a tequila grátis!).

Foi nesse ambiente que me diverti demais, subi nos puffs pra jogar Birinight pra bocas abertas, dancei salsa quente com estranhos, beijei alguns, fugi de chatos, tomei porres inmemoráveis... Teve uma época que os seguranças perguntavam por mim se vissem uma amiga sem minha companhia por lá.

Ah, bons tempos...

Hoje, há muito afastada do Café, me deparo com a notinha numa coluna de jornal:
"Depois de muito sucesso nos shoppings Flamboyant e Buena Vista, a boate e restaurante Café Cancun não resistiu à concorrência e baixou as portas. A noite goianiense lamenta!" jornal Diário da Manhã.

Não resisti e mandei uma resposta indignada:

Olá!
Eu sou do tempo que o Café Cancun "bombaba" no Flamboyant. Adorava a boate lá! Mas depois que passou pro Buena Vista, a qualidade só caiu. Tentei continuar frequentando, mas não dava. Uma mania tenebrosa da boate: deixar a fila se alongar só pra parecer que tinha mais gente. Nessa, o horário da cortesia passava e o desconto não valia mais. Sacanagem, né? O dj era desatualizado, mau humorado e não se importava se a música que tocava animada a pista ou não. Ficava lá de braços cruzados e cara de mau. Por isso parei de ir lá.
Depois, ouvia comentários que só ia puta por lá, mas isso eu não sei. Mas achava estranho passar lá e sempre ter carro de polícia.

Então, se o Café Cancun fechou as portas, não foi por não aguentar a concorrência, mas por sacanear o público e não manter a qualidade. Falência merecida.


Lá em cima, foto de 10 de maio de 2005. Não encontrei uma foto da época do Café, já que nem câmera digital eu tinha (o mundo já foi pior, hein?). Mas essa com o Luiz é um bom exemplo de foto na balada. Desenterrada de um antigo fotolog, num post que eu comentei "Luiz, o Felipe, eh a melhor companhia que se pode ter em boates, festas, shows e coisas afins. Tbm eh otima companhia pra tudo mais e ate mesmo pra nada". Graças a Deus, perdi essa mania de escrever "eh". O vestido da foto e o amigo eu ainda tennho, ainda bem! =) Já do Café Cancum, ficou a saudade...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Palafitas



As pessoas sonham com um lugar assim, mas quem mora lá não está realizando sonhos. Vivem, simplesmente. A casa foi construída para suportar os alagamentos de verão, e o planejamento exagerado do velho Ern só deixou a vista mais bonita e uma impressão falsa de fragilidade. 80 anos de pé e três proprietários. As águas da praia abaixo do morro só fazem o som constante que embala a vida por ali, sem nunca terem subido pra perturbar ninguém.

Billy, o marido de Marie, comprou a casa do filho do velho Ern. Tinha morado ali a vida inteira e quis ficar mais perto dos netos na vila quando estava pra morrer. Agora já faz 30 anos que o casal envelhece ali. Ele se distrai cortando madeira de dia e vê o noticiário à noite. Ela começou a costurar depois que se aposentou do hospital. Era enfermeira e viu muitas dores, mas também embalou muitos sonos tranquilos e transmitiu a paz de maresia que embargava seus olhos aos libertos da maca. As aposentadorias cobrem as contas básicas e sobra um tantinho pra uma poupança que Billy gosta de engordar aos poucos. Com o troco que ganha costurando, Marie acabou de comprar uma namoradeira nova para a varanda do lado. É dali que ela escuta as histórias que Billy traz da cidade e ri dele reclamando da política.

Os dois filhos foram morar no continente e mandam presentes engraçados para facilitar a vida dos dois. Um cortador de legumes automático, uma furadeira mais leve e mais rápida, tocadores de música, câmeras e fotos, as únicas coisas que saem dos embrulhos para enfeitar as paredes de madeira.

Um dia desses, andando na praia, o casal recebeu uma proposta de venda milhonária da casa. Um grupo empresarial de renome ofereceu o sonho de construir ali um hotel paradisíaco, com piscinas gigantes, quartos monumentais e serviços refinados. Marie não ouviu direito, estava olhando um barco a vela que passava na linha do horizonte. Billy agora se diverte esticando o prazo pra pensar e prometendo um dia ir jantar na vila com o empresário, um menino magrelo que parece sempre sufocar pelo nó da gravata de seda.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pra ver

Com a grande repercussão do caso de sangue e penas na pracinha, posto aqui algumas fotos da cena do crime e da Belinha como coisa fofa da mamãe. Queria fazer legenda em cada foto, mas a configuração aqui ficou estranha e não consegui.





segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Ê menina, você anda preguiçosa, hein?"
Isso a tia Isabel tinha me dito faz tempo, e eu nem melhorei. Mas não é preguiça de escrever, é que ando achando meu texto meio "nhé". O que é isso? Bem... não é que ele esteja ruim, mas falta aquele toque especial, aquele feeling, a pegada textual. E é por isso que ando passando pouco por aqui. Mas vou me esforçar mais, quem sabe o tal tchan-nan-nan do texto volte com a frequência da escrita, né? Veremos.
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"A pombinha está morrendo... Coitadinha!" (moradora da Vila dos Alpes)
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Ontem fiquei surpresa porque Belinha matou uma pomba na pracinha. Causou uma comoção geral, ficamos com imagens de monstros selvagens ou mal educadas (eu por tabela, dona da criatura mortal). Mas fiquei pensando... Ninguém deveria se surpreender. Gente, cachorro é quase um lobo, o ser humano que fica achando que o bichinho é de pelúcia e é só a coisa fofa da mamãe. Caso eu estivesse sozinha com Belinha e as pombas gordas que sujam a cidade, teria morrido de nojo e repulsa, mas ia deixar a caçadora comer a caça. Afinal, ela mereceu! Correu, foi mais esperta, usou os instintos e abocanhou a presa. Mas quando eu me assustei e gritei, ela soltou a moribunda e ficou me olhando com cara de "ué".
Capaz que ela achou que eu ia ficar feliz. "Olha mãe, peguei um jantar gostoso pra gente". Porque cães caçadores (acreditem ou não, Belinha é naturalmente especialista em pegar texugos alemães e, aqui no Brasil, pacas) não destroem a presa com a mordida. Entregam fielmente ao dono e esperam o seu bocado.
Mas, por convenções sociais, deixamos a cena do crime desrespeitando aquela lei da selva que diz que o caçador só abate o que for comer (ou coisa que o valha).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pedro fez a cirurgia, foi tudo bem! =) Agora é paciência na recuperação.
Eu tô meio fora do tempo, amanhã volto a trabalhar e devo voltar ao normal. Como dizem no twitter, é isso!

domingo, 4 de outubro de 2009

Me irrita MUITO quando eu tô tentando escrever e alguém insiste em conversar comigo. Se eu tô respondendo só humrum significa que eu não quero conversar, ok? Deletei o texto anterior, não tava "fluindo" (ui).

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Não sei no que vai dar as Olimpíadas no Rio, mas me emocionei com a divulgação do resultado. Acompanhei ao vivo, torci e vibrei. Sentimentos coletivos e nacionalistas realmente me tocam. Espero que seja muito bom e espero estar lá!

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Pra informar: meu irmão quebrou a cara (levou um chute de capoeira). Esperou desinchar e vai operar amanhã pra colocar o zigomático no lugar (o osso mais alto da maçã do rosto). Tá tudo bem, ele tá bem, ficou em casa esperando e é provável que fique só um ou dois dias no hospital. Depois, vai ficar um tempo em casa se recuperando. Tô avisando porque sempre acho que quanto mais gente torcendo por ele, melhor.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Do alto

Alto Paraíso é cidade goiana famosa por uma energia misteriosa que os místicos e ets adoram. Tem até discoporto, sim, um aeroporto pra disco voador. Comunidades ditas "alternativas" pululam por lá. Junto a isso, a cidade é na Chapada dos Veadeiros, um lugar onde andar de carro pela rodovia já é um espetáculo.

Fui lá com amigos queridos e entramos numa lojinha comum nesse tipo de lugar: cristais, bonecos de duendes, pulseirinhas hippies etc. Um cartaz dizia: "Oráculo Maia", e a simpática dona da loja, Nega, nos ofereceu a leitura. Pensei que era golpe, mas era grátis e não custava nada tentar, né?

Um amigo foi primeiro e, entre as explicações que já não lembro, Nega lhe recomendou trabalhar com cura pelas mãos, que era uma forma de ajudar o universo e evoluir. Fiquei animada. O oráculo poderia me dar uma dica do que fazer da vida. Mas chegou minha vez e fui informada que minha evolução é pelo autoconhecimento.

Confesso que fiquei frustrada. É claro que eu queria uma dica mais prática, um caminho certo a seguir. Mãos, palavras, arte, números... quais instrumentos usar? Autoconhecimento é um troço amplo e vago, já que acredito que cada ser aqui carrega um universo em si. Mas por recomendação do universo ou tendência natural, venho tentando conhecer essa pessoa que sou eu mesma e muitas outras. Em uns dias tenho mais intimidade, noutros desconheço, amo, me irrito, canso, mas já vi que não posso mesmo desistir. Um dia chego a uma sintonia mais fina com o cosmos. Até lá, terapia, conversas, escritos, fotos e música vão abrindo caminhos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Saiba

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"Para o Pará e o Amazona: látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria"
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Tem uns 3 dias que tô com esse trecho de música na cabeça. Aí quando chego em casa, esqueço de procurar pra baixar "Diariamente", Marisa Monte. Acho que eu já tive o disco com essa música. O disco, gente. Calcula. Mas não sei se é alucinação.
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"...saibamos pois
estamos sós."
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Marcelo Camelo canta lindamente essa constatação óbvia do mundo. Mas eu demorei a perceber. Como o clichê que minha amiga falou hoje: "a gente nasce sozinho e vai morrer sozinho". E agora que sei disso, estou apavorada. Segundo a astrologia, a aproximação dos 29 anos (O Retorno de Saturno) marca a ruptura definitiva com a família, principalmente com os pais. É claro, não estamos falando em romper os laços. Se trata de finalmente perceber que sua vida é outra e é hora de caminhar com os seus próprios pés. Eu não me sinto preparada, nunca me senti e duvido que esse momento lindo de maturidade vá chegar tão cedo pra mim.
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Para os carentes, a solução seria fazer planos com alguém, criar sua própria família, recomeçar o ciclo. Para os sabiamente evoluídos, o legal é cuidar da prórpia vida e torná-la plena a ponto de oferecer um espaço para alguém com outra vida plena, e tudo virar uma plenitude maravilhosa. Eu, que faltei umas aulas bem importantes na vida, não faço a menor idéia do que fazer..

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sopro

horas o céu ameaça... vai chover, vai chover... Mas nada por aqui, ainda. Talvez bairros mais afastados já estejam festejando as águas ou praguejando contra o incômodo, a rua molhada, a escova destruída, enfim. Mas eu ainda quero ver a chuva daqui, nessa janela grande e com esse pátio cheio de árvores enormes. A cortina de galhos e folhas faz um céu bonito, bom de ver.
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Queria três coisas: uma chuva forte, uma pista de corrida e um tênis. Belinha viria junto, cachorro faz mesmo companhia. Correr na chuva, isso parece bom. Poderia esquecer que os médicos não me recomendam exercícios de impacto, que é perigoso sair sozinha à noite e não é bom abusar da sorte de ter pulmões saudáveis em épocas de gripe suína. Os pingos gelados, o corpo quente do esforço. O cansaço, o fôlego difícil, o fim da pista, a recompensa.
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Um banho, um chocolate quente com novela. Dormir tranquila, acordar disposta. E aprender a subir e descer ladeiras com chuva, sol ou com a sem graçeza dos céus pálidos.

domingo, 6 de setembro de 2009

Leve adiante

Nem tudo na vida é leveza e deixar ir, desapegar... Tem coisas boas de ficar, de se guardar, de fazer chão. Eu andei com medo de perder meus amigos. As pessoas mudaram, a turma não se configura mais do mesmo jeito, rotinas, namoros, distãncias de horário e interesses. Mas foi um medinho passageiro. As coisas vão continuar mudando, é claro. Mas quando eu encontro meus amigos, meus melhores amigos do mundo, eu sei que não é à toa, não é comodismo de ser amigos a anos que nos une. Afinidades inexplicáveis, piadas sem lógica pros outros, companheirismo e querer bem sem fim, tenho certeza. Eu amo muito os meus amigos, acho bom reconhecer isso sempre. Amo demais também a minha família, minha mãe, meu irmão, meu pai, minha irmã, minha tia... Mas isso rende outro post, então vou deixar pra mais tarde.

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Esses dias pra tras fiquei com medo de entrar em depressão de novo. Essa doença é como uma sombra que ora te engole, ora se afasta, mas está sempre ali grudada no seu pé, à espreita. Mas não era depressão, eu estava apenas muito triste, e ficar encolhida, dormir demais, chorar um tanto é o meu jeito de lidar com isso. Não é transtorno. Passou, Deus salve a terapia, os amigos, o chocolate e o tempo, mesmo que curto, que passa e a gente consegue respirar.

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Voltou minha vontade de revolucionar o mundo. E acho que isso se resume, por enquanto, em emagrecer, cortar o cabelo, virar uma dançarinha de verdade e passar num concurso e/ou arrumar uma forma de ganhar mais dinheiro. Ser mais organizada também viria a calhar. Essa segunda é feriado, então, terça-feira começo. Quem bota fé, por favor, envie telepaticamente pra mim. Muito obrigada!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma pedra no meio da tecnologia

Eu tinha um projeto foto/texto pra esse blog, aliás, tenho. Mas ontem meu pc, que é ótimo, resolveu ser ruim e encalhar no meio da tranferencia das fotos. Fiquei com tanta raiva que não animei a dar a volta na pedra do caminho.
Eu insito em procurar lógica nas coisas do mundo, mesmo sabendo que não há. Pensem comigo: tecnologia bluetooth. Eu não sei mexer muito bem (ou quase nada). Mas ontem, finalmente, consegui que eu pc aceitasse um arquivo do meu celular. Tava indo tudo bem, aí o ícone do treco blue sumiu. Como assim???? Sumiuuuuuuuu!!!
Aí fiquei procurando por todo o pc e descobri que o drive estava incompatível e precisava ser reinstalado. Isso eu até aceitaria se não tivesse funcionando antes! Então a droga é compatível pra 3 fotos e não pra 4, 5...? Confuso, né? Mas foi assim.

Então prometo que hoje pego o cabo, transfiro os arquvos e mostro a florada dos ipês, a folga da Belinha, o prédio cabuloso e os fogos de artifício. Aguardem hein!? Uhu

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diário

Eu não sei se eu tô melhorando em reconhecer logo de cara ou se as pessoas chatas estão disfarçando menos suas chatices. Sei que hoje apareceram dois espécimes chatus homideos aqui, ainda bem que foram embora logo.
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Pra quem eu ainda não contei: mudei de trabalho. Saí da Agecom/Tv Brasil Central e agora trabalho da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Parece estranho a troca, já que eu reclamava, mas adorava a tv. Mas mudei por causa de um sonho dourado: final de semana livre. E mais: feriados livres. E mais? Bem, ainda estou descobrindo os mais e menos de ter vindo pra cá. Chorei um monte ao sair da tv, mas me pareceu a decisão certa por um monte de blablablás da minha cabeça. Meu coração tá lá no telejornal ainda. Foram dois anos e meio de muito trabalho, raiva e stress, mas de tantas coisas boas que doeu deixar pra tras. Fiquei feliz por ter deixado a porta aberta. Se me arrepender eu posso voltar, isso me tranquiliza.
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Ontem eu e Fernanda fomos nos despedir da Lili, amizade que não perde a validade e o gosto com o tempo que a gente fica sem se ver. Ela agora vai pra Campinas SP e pode até ser que a gente se veja e se fale mais com isso. Por que era tão difícil a gente se encontrar morando na mesma cidade? Não sei, viu. Faltou esforço das três. Mas queria mesmo dizer aqui que gosto demais de você, dona Liliane, e espero que seja lindo lá na outra cidade, junto do "maridinho". Que você arrume um trabalho bom e monte uma casa bem confortável pra gente ir te visitar! Ah, e siga o líder e vire "Liliane, aquela que se faz presente".
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Ainda não deu tempo de dar barraco com a informática e lutar por uma senha liberada no trabalho novo. Por isso, tô atualizando isso aqui por email. Chegando em casa eu leio os blogs amigos, prometo.
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Estou esperando minha amiga cobaia tomar uma tal de pholiamagra por um tempo. Se ela ficar magra e feliz, arrisco. Dizem que essa é a nova sensação do mundo "me salve da gordura!". Veremos...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os ofendidos

foto gentilmente cedida pelo site www.skank.com.br

É estranho, mas a gente também esquece do que gosta. Dois anos sem show do Skank por aqui e acabei dando pouca atenção à banda que é muito querida. São tantas músicas que já foram trilha da minha história. Quanto eu já pulei com Partida de Futebol, que finalmente me explicou pra que serve o meio de campo! Nas festas, amigos abraçados gritando: "Vou deixar a vida me levar... pra onde ela quiser é é". As mágoas relembradas com "um dia ela já vai achar um cara que lhe queira como você não quis" (Acima do Sol). O balanço de Garota Nacional e Jackie Tequila foram um dos primeiros a embalar meu corpo da maneira divertida que danço hoje. E tantas outras que não entraram no set do show nem nas mais pedidas, mas nunca esqueci. Na passarela da minha formatura, foi a voz de Samuel cantando" Se você vai trabalhar e me deixar, que pena! Eu corro o risco tão sozinho nessa orgiva azul imensa..." (Fica).

O fato é que esqueci por um tempo, mas adoro Skank. A energia dos shows, as músicas "baladinha", as letras inusitadas, a simpatia do vocalista de sempre ter um comentário sobre o futebol daqui... Mas o que é mais legal mesmo é que meus amigos também gostam da banda, não é mais um gosto solitário que cultivo. No show de sábado, formamos um velho trio que anda raro. Não somos mais da turma do gargarejo do palco, mas ainda somos um dos mais animados fãs.

Pra me redimir com os mineiros, cometi o crime de baixar o cd. Como desculpa, tem o fato do show ter sido caro (porque ou você bebe ou fica no pior lugar do mundo) e do cd ser caro (pra falar a verdade, eu não sei quanto custa, mas baixar é de graça). Posso não ter dado o lucro da venda do disco, mas prometo que no próximo show estarei lá cantando até as músicas novas!

domingo, 26 de julho de 2009

A dádiva de não precisar madrugar amanhã

Um domingo bom. Porque superei a estranheza que esse dia geralmente traz. Escrevi umas coisas, como diria o Pablo, caóticas. Levei Belinha pra passear. E terminei esse livro aí do lado. Foi uma ótima aposta nos livros em promoção!

Sábado retrasado, estava esperando uma amiga e fui dar uma volta na livraria do shopping. Saí de lá com quatro livros e gastei R$ 33. Incrível , não? Li o primeiro: "Para sempre - amor e tempo", de Ana Maria Machado. Escrita boa, história nem tanto. Mas valeu.

O segundo foi esse, que terminei hoje. E adorei! Denso, personagens apaixonantes, momentos de medo e amor, drama bem feito e uma ótima escrita. Fica a pergunta: Leu, tia Isabel? O que achou?

Faltam dois livros agora (fora a pilha antiga): Helena, de Machado de Assis (o Einstein das letras, pra mim) e Dicionário do Séc. XXI, que comprei mesmo só pra folhear de vez em quando. Na pilha antiga e, também, recente, estão "Grande Sertão Veredas" e "Manuelzão e Miguilim", de Guimarães Rosa, e "A Viagem de Théo" (sei não o autor).

Sobre Guimarães Rosa, chorei tanto com Miguilim (com tristezas da história e o encantamento da beleza) que não estou pronta ainda pra tal magnitude. Sou assim com coisas grandiosas. Admiro e respeito, mas não é sempre que estou pronta. Já passei por isso com Clarisse Lispector. Por isso resolvi me respeitar e pedi o outro emprestado, mas estou achando chato. Só quero terminar porque é de um amigo, e acho muito feio devolver livro sem ler, principalmente quando a pessoa que te emprestou tem um carinho pela tal encardenação.

Agora de madrugada, sem a companhia das personagens que estavam comigo antes, resolvi alimentar um pouco meu quase abandonado Flickr http://www.flickr.com/photos/agatha/ e ler um pouco de blog, twitter e etcs. E relembrei também que gosto de Radiohead. Marcelo Camelo cantou mais cedo.

Amanhã começa de verdade a semana e os vários planos tomam novo fôlego. O principal é malhar de maneira regular. Vaidade e saúde, duas coisas absurdamente importantes no momento (se não for sempre). Quero decidir também, se pinto ou não o cabelo. E olha que ganhei o salão de brinde no trabalho. Estou quase certa do que fazer, só me falta ligar e marcar.

No mais, cuidar da casa, da vida, de mim e dos que eu gosto, amo e/ou preciso. Tem um ventinho de otimismo entrando pela janela e não pretendo fechar. E amanhã ainda estou livre do despertador das 7h, o que é quase uma garantia de bom humor na segunda!

sexta-feira, 24 de julho de 2009



Apesar da terapia, dos remédios, do otimismo, boas energias e etc, sempre vai chegar um dia assim: chatinho. Dia sem muita simpatia, com pouco esforço. Porque é só um dia. Amanhã deve passar. Aí se passar de uma semana eu vou me preocupar. Mas por agora não, deixa.

Hoje eu tô me sentindo deslocada. Uma pintura renascentista fora de moda. Um modelo para os museus, não para as ruas nem outdoors. Já me falaram que eu pareço as mulheres dos quadros da renascença. Mas foi há tanto tempo, que pena...

Acho chato fazer mais um post melancólico reclamando da vida. Mas isso, so sorry, faz parte de mim. E foi só hoje que consegui sentar num computador bom o suficiente pra abrir o blog. Em casa, estou evitando ligar o meu pra não agravar minha tendência às lesões. Ando lendo muito, tentando escrever um pouco, limpando casa, cozinhando um pouco, vendo amigos... Seguindo os dias que, querendo ou não, se seguem um após o outro até o infinito (ou até 2012, vai saber). Aos que ainda vem aqui, muito obrigada. Esse final de semana vou ter mais tempo e recursos pra ler outros blogs, bater papo e aproveitar o lado bom desse mundo internético. Até!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

25+


E pela primeira vez eu surtei com um aniversário. Antes, eu sempre ficava muito feliz, mas na segunda-feira passada eu quis mesmo que o dia passasse rápido. Não queria parabéns, Justificarnão queria trocar a idade. Os presentes, confesso, adorei. Peguei os abraços, as felicidades e todas as coisas boas que me deram e guardei longe das angústias.

Eu tento pensar como minha mãe. Quando alguém exclamou: "Ê, Agatha, mais um ano, hein!"
E minha mãe disse: "Ainda bem!"
É, ainda bem. Porque a vida é uma dádiva com ou sem crises de idade. E aprendi muita coisa nesse tempo, mudei, cresci, piorei... tudo que todo mundo faz com o tempo.

Mas ainda me sinto descompassada. Deveria ter feito mais, ser mais, sei lá. Eu sei, eu sei... Em muitos pontos eu tô bem para a minha idade. Mas em outros eu sinto que perdi o bonde.

Eu ainda tenho espinhas, tenho dúvidas e problemas que não combinam com uma adulta, segundo, é claro, minha opinião. Quando eu era criança, achava que ser adulta era algo tão natural como crescer e envelhecer, e ainda não me acostumei com o fato que não é automático. A seriedade, responsabilidade e segurança são conquistas árduas que eu não sei se alcanço até a velhice.

E sei que não adianta reclamar e tenho que correr atrás do que me falta. Estou tentando, pessoas, já dei os primeiros passinhos. Tenho que me lembrar do pânico de ser a "colega do lanche", uma personagem real que um dia chegou na copa do trabalho desanimada e arrastando os sapatos. A tia da copa perguntou:
_Uai, colega, o que foi?
E ela suspirou fundo e falou: _Ah, fiz 30 anos. Fazer o que?!
E eu pensei: "Ué, ou você vive ou se mata, porque aí vão dizer que você morreu jovem! "

No alto da crueldade do meu pensamento, eu não imaginava que poderia ser eu ali, daqui a pouco. Eu quero aquela e muitas outras idades. Quero viver muito! Mas preciso cuidar para renovar sempre o mesmo desânimo.


ps: Foto da vista da minha janela.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mota


Uma notícia com um erro (provavelmente) de digitação. Homens jovens (e muito jovens) morrendo aos montes todos os dias. "O seu jornal diário com total liberdade e interatividade". Uma notícia de morte com um anúncio de uma casa de strip tease e prostituição muito bem frequentada pelos magnatas. Erro de frame dos navegadores defasados (dos computadores e sistema de informática defasados) da Agência de Comunicação do Estado. Isso também é Goiânia!

segunda-feira, 29 de junho de 2009




* Vontade de mudar. Não de casa, por agora não. Me mudar. Ser melhor, fazer coisas diferentes, parecer diferente... Hoje vou arrumar e rever meu guardarroupas (ê reforminha ortográfica feia). Em tempo: aprender a valorizar os pontos fortes do meu corpo (do jeitinho que ele é), ao invéz de só tentar esconder os defeitos.

* Foi lindo, gente! Dancei esse sábado, deu tudo certo, família e amigos acharam lindo, aplaudiram, fomos comer pizza para comemrorar meu talento! hehe Depois coloco umas fotos aqui.

* Agora que passou a dança, preciso fazer algo com o resto do ano e, ai ai, como resto da minha vida. Estudar pra um concurso melhor, cuidar da saúde, malhar direito, planejar viagens... Aproveitar a vida, né?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Atraso e trânsito. Conspirações no trabalho. Pesquisas médicas. Vontade de ir embora quatro horas antes do horário. Enrolação e fome sem almoço. Ou seja, uma segunda-feira que começou bem normal. Acho que o processo foda de mudar de casa, mais outras constatações óbvias da idade e da vida, demoram um tempo pra virar texto. Sou uma pessoa de digestão lenta. Comida e sentimentos demoram a ser processados.
Pesquisei hoje sobre problemas de pele são relacionados com problemas de digestão. Aí, meu filho, só Jesus na causa. É preciso um reconfiguramento total, um boot no meu sistema emocional. Já aprendi a lidar melhor com um monte de coisa, mas poupar meu estômago de tudo me parece um tantinho impossível. Vai que eu consigo ser uma velhinha zen... Mas tenho a plena consciência que meu aprendizado de vida é longo. Andemos...

domingo, 31 de maio de 2009

Balanço

Segunda-feira de madrugada, oficialmente. Mas é que acabou o Fantástico e eu não queria ir dormir. E a Globo juntou umas cantoras pra cantar Roberto Carlos e por que eu me senti obrigada  a ver isso? Eu não sei... Eu não gosto de Roberto Carlos. Meu rei ainda é indefinido. E, pelo amor de Deus, quem merece a Hebe Camargo? Que me perdoem os gente fina, mas esse sobrenome no meio artístico não costuma trazer coisas boas...
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Essa semana teve momentos difíceis, teve plantão no sábado, vagabundagem nos exercícios e uns fracassos internéticos, mas... Não foi uma semana ruim. Porque eu dei conta de um monte de coisa. Dei uns passos importantes pra melhorar de vida (tipo tentar uma terapia e alisar o cabelo). Ajudei pessoas que amo. Dei dicas por telefone e etc. Então foi boa, sejamos otimistas.
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Alguém aí sabe como eu faço pra esquecer um problema que eu daria tudo pra resolver, mas não depende de mim?  Como eu deleto? Como eu me conformo? E meu inconsciente fica elaborando sonhos e eu acordo fazendo besteira. Merda, viu? Uma amiga parou de falar comigo. Não foi com o mundo todo. Foi comigo. E eu até desconfio que o motivo seja um mal entendido por aí, mas não faz sentido ela me odiar de tal forma a não querer me ver, não querer falar comigo nem por chat, esquecer que eu existo. E não faz sentido ela me condenar a isso sem ouvir minha versão ou sem ao menos me acusar. O que eu fiz? Eu não tenho direito nem de pedir desculpas? Não é pelo seu problema que eu quero estar perto de você. Eu sinto sua falta. Eu sofro com isso, mas não tenho direito de exigir nada. E nem posso fazer nada.

Eu já deveria ter esquecido, deveria ter parado de sofrer. Mas eu sinto sua falta, penso em você todo santo dia. Tenho raiva das pessoas que podem te ligar, podem te ver e não vão. Enrolam, esquecem... É um direito de todos e eu já fui dessas, eu sei. Mas você me excluir da sua vida dói tanto que eu não consigo suportar. 
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Me desculpem os meus leitores por mandar um recado pra uma pessoa que eu sei que não vai ler, mas eu precisava escrever. E boa semana a todos!