domingo, 31 de maio de 2009

Balanço

Segunda-feira de madrugada, oficialmente. Mas é que acabou o Fantástico e eu não queria ir dormir. E a Globo juntou umas cantoras pra cantar Roberto Carlos e por que eu me senti obrigada  a ver isso? Eu não sei... Eu não gosto de Roberto Carlos. Meu rei ainda é indefinido. E, pelo amor de Deus, quem merece a Hebe Camargo? Que me perdoem os gente fina, mas esse sobrenome no meio artístico não costuma trazer coisas boas...
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Essa semana teve momentos difíceis, teve plantão no sábado, vagabundagem nos exercícios e uns fracassos internéticos, mas... Não foi uma semana ruim. Porque eu dei conta de um monte de coisa. Dei uns passos importantes pra melhorar de vida (tipo tentar uma terapia e alisar o cabelo). Ajudei pessoas que amo. Dei dicas por telefone e etc. Então foi boa, sejamos otimistas.
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Alguém aí sabe como eu faço pra esquecer um problema que eu daria tudo pra resolver, mas não depende de mim?  Como eu deleto? Como eu me conformo? E meu inconsciente fica elaborando sonhos e eu acordo fazendo besteira. Merda, viu? Uma amiga parou de falar comigo. Não foi com o mundo todo. Foi comigo. E eu até desconfio que o motivo seja um mal entendido por aí, mas não faz sentido ela me odiar de tal forma a não querer me ver, não querer falar comigo nem por chat, esquecer que eu existo. E não faz sentido ela me condenar a isso sem ouvir minha versão ou sem ao menos me acusar. O que eu fiz? Eu não tenho direito nem de pedir desculpas? Não é pelo seu problema que eu quero estar perto de você. Eu sinto sua falta. Eu sofro com isso, mas não tenho direito de exigir nada. E nem posso fazer nada.

Eu já deveria ter esquecido, deveria ter parado de sofrer. Mas eu sinto sua falta, penso em você todo santo dia. Tenho raiva das pessoas que podem te ligar, podem te ver e não vão. Enrolam, esquecem... É um direito de todos e eu já fui dessas, eu sei. Mas você me excluir da sua vida dói tanto que eu não consigo suportar. 
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Me desculpem os meus leitores por mandar um recado pra uma pessoa que eu sei que não vai ler, mas eu precisava escrever. E boa semana a todos!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Wardah Festival 2009

Empolgada, empolgada, empolgada!
Até o dia 27 de junho, eu vivo pra dançar. Jornalista? Também. Mas, principalmente, bailarina!
Acordei de mau humor no domingo, mas tudo mudou depois de 2 horas de ensaio. Estava nervosa porque não sabia ainda as duas coreografias, mas levei a câmera, filmei o ensaio e agora fica mais fácil aprender a coreografia com o material audiovisual em casa.
No festival desse ano, vou dançar duas coreografias. Estava apaixonada por uma e a outra era apenas legal. Mas ontem percebi que essa "legal" é maravilhosa. Além de linda, é tudo que se espera da dança do ventre. Tem todos os passos que o público espera. E é uma delícia de dançar.
Então ninguém sai insatisfeito: um prato tradicional e um exótico no cardápio do espetáculo. Estão todos convidados!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ora pois, que raios de mulher vocês pensam que eu sou?! Se desse pra aproveitar e ser feliz com o cara que descrevi no post anterior, eu não estaria reclamando! O problema é justamente que ele provoca, provoca, mas na hora H... foge da raia!
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Gente, de duas uma. Ou eu nunca mais paro de malhar ou não começo a malhar nunca mais. Porque ficar toda dolorida e sofrer pra entrar no carro, sair do carro, pegar a bolsa, andar, levantar, rir, levantar o braço... Ninguém merece!
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Evolução: consegui dormir cedo e acordar cedo hoje. Só falta conseguir me arrumar em tempo hábil pra chegar no trabalho antes de estar oficialmente atrasada. Step by step...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Saber do perigo não te previne dele

O injusto é que ele não está mais pensando em mim, nem deve saber que abalou toda a minha tarde (sendo otimista) e, provavelmente, minha semana. Eu sei que ele não estava fazendo um jogo específico pra mim. Sei que aquele olhar enfático e aquele charme todo não são armas de conquistas. Para ele, é tão natural quanto respirar. É brincar com dardos sem lembrar dos alvos atingidos. Sei que tudo ali é uma combinação mortal, calculada com ou sem consciência, mas com uma eficiência assustadora. Sei que o mesmo efeito que causa em mim causa em todas. E que um pouco de atenção não é um privilégio exclusivo que ele me concede.

Eu já parei de pensar nele todos os dias e o tirei do meu altar de adoração. Destruí os ideais românticos causados por aqueles olhos nos meus. Parei de sonhar e analisei friamente a realidade. Sei que, sem querer ou não, ele é um canalha filho da puta. Que adora a cara de boba que todas fazem. Que usa os corações partidos pra inflar seu ego. Que coleciona admiradoras. Sei de tudo, eu sei. Mas toda vez que o vejo, uma única certeza grita em meu peito : Eu quero ! Eu quero ! Eu quero !!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

41 x 1 x ?



Hoje completei 40 árvores no Click Árvore http://clickarvore.com.br
No começo, essa paisagem aí era apenas um morro deserto, com sol insólito. Hoje já pode ser considerado um bosque, hein? Se estivessem todas juntas, já era uma pequena reserva. Mas funciona assim: eu vou lá no site e os patrocinadores doam 1 árvore para os projetos de reflorestamento pelo país.

Uma vez peguei uma muda que um shopping estava distribuindo e doei pra uma pracinha aqui perto do trabalho.

Eu não lembro de ter plantado alguma árvore pessoalmente (os feijões no algodão na escola não contam, né?), mas meu ativismo online e minha plantação indireta na pracinha já valem né? Indiretamente, já plantei 41 árvores. Escrevi um livro (que foi publicado por mim numa impressão caseira e encadernado numa xérox qualquer. Depois, foi passado de mão em mão entre família e amigos, um sucesso de público e crítica). Agora só falta o mininu.

Consegui não entrar em crise ao saber que uma pessoa está grávida e com a visita fofa da Fernanda com o João Gabriel. Mas estou absolutamente triste com os homens. Triste mesmo, cansada. E me disseram que a culpa é minha e deve ser verdade. Na falta de destreza, irmãs, oremos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quase maio

Está mais forte o sentimento de que há mesmo uma força universal que me protege. Confio, confio. Ora em Deus, ora no cosmos, ora no destino... Mas sempre confio. E essa força universal se manifesta sempre através da minha mãe. Ela tem todo o direito e razão de brigar mais comigo, mas me apóia e me tira de cada sufoco! Não sei o que seria de mim sem ela.
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Mãe, se você ler isso aqui, muito obrigada por existir!
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E continua minha busca por equilíbrio, principalmente na balança. Fiz um regime que todo mundo faz numa boa, mas eu não podia, claro... Passei mal horrores e continuo meio intoxicada. Não era nada radical, tipo só comer acerola e lanranja. Proteinas, gente, só proteinas.
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Depois do fracasso desse método, volto à batalha diária de saber comer de uma maneira decente que não me engorde e, de preferência, me ajude a emagrecer. Vou dançar em junho com a barriga de fora, socorro!!!
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E gente, não precisa me sugerir fazer exercícios físicos. Eu faço o que eu posso, e tem sido pouca coisa por causa do joelho. Não vamos entrar em detalhes. Eu era uma feliz rata de academia antes da ladainha fêmuro-patelar.
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Enfim, mais uma semana começando e tentarei manter o bom humor que acordei hoje. Preciso colocar umas coisas em dias, consertar a balança, lavar o tênis, comemorar aniversários e esperar as decisões que não me cabem mais. Mas acho que vai dar tudo certo.
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Boa semana, meu povo!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Onde vende Bom Senso?

Eu tenho que aprender a encarar um fracasso como apenas um fracasso, e não como a falência total como pessoa e da vida inteira. Eu sei que eu sou muito dramática. Eu tô tentando mudar, gente, eu juro!

Hoje a noite, daqui a pouco, as alunas do Inter II da Dança do Ventre apresentam coreografia própria pra comemorar o fim das aulas e o início dos ensaios pro Festival. Não era obrigatório montar essa coreografia, e eu fui uma das mais entusiasmadas com a idéia. Só que eu não consegui.

Aí eu poderia me dar um desconto porque estava enlouquecendo com outras coisas importantes e não tive paz de espírito nem inspiração suficientes e tudo bem eu não fazer essa coreografia. Estou tentando me convencer disso e ainda tenho 1h e 10 minutos pra conseguir.
Ninguém tem idéia do quanto é cansativo ser eu.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Acordo

Ela se olhou no espelho do elevador e retocou o batom. Precisava parecer um pouco mais alegre, precisava tornar a máscara da mulher bem resolvida convincente. "Sem ressentimentos, Marco Aurélio, sem ressentimentos. Claro, podemos ser amigos", repetia mentalmente a frase para ver se poderia se tornar um pouco mais verdade.

Mas era impossível não ver que Nara estava triste. Subir de novo naquele elevador era doído demais, e não fazia idéia de como seria ir até o sétimo andar, parar em frente ao 704 sem chave e tocar a campainha. Lembrou-se do dia em que ele lhe deu a cópia da chave, lembrava de ter entrado ali nos braços dele, das sacolas semanais de supermercado, das vezes que tocava a campainha pelo simples prazer de levantar a dúvida do "quem será", lembrava de tudo.

Parou à porta e pensou em descer correndo as escadas, mas respirou fundo e tocou a campainha. Nada. Tocou a segunda vez desejando ardentemente que nada continuasse, mas ele veio correndo e abriu a porta de toalhas. Ficou surpreso ao vê-la. "Você?", a expressão de total desentendimento era pior que uma surpresa desagradável.

_Você esqueceu?

_Ah, desculpe Nara, a gente tinha marcado?

Aquilo doeu mais que a separação. Marcaram há uma semana o encontro para assinar os últimos papéis que diziam deles marido e mulher. Ela passou a semana se preparando para isso, duas sessões de terapia, conversas de apoio com os amigos, artigos de revista e até um programa de tv que achou encorajador. E ele esqueceu.

Falando muito baixo para não demonstrar a confiança desmoronando, ela disse muito baixo:

_Os papéis.

Ele bateu na testa e pediu mil desculpas: Entre, entre.

Sentou como visita naquele sofá que ela comprara enquanto ele se apressou para vestir uma roupa. Devia estar entrando no chuveiro quando ela chegou, pois estava suado e com o cabelo em rebeldia.

Voltou pouco depois com uma bermuda e camisa amassada. Sempre tão desorganizado, como estaria se virando sozinho? Olhou ao redor e viu que a sala estava impecavelmente arrumada. Tinha um cheiro bom. Seus objetos estavam nos mesmos lugares. A decoração era exatamente a mesma e Nara imaginou que ele sempre gostou mesmo daquilo tudo e por que desmancharia uma sala tão bonita? Devia servir para encantar as mulheres que ele levava para lá. Seu apartamento virou um matadouro. Vacas, piranhas, cachorras... as imaginava entrando ali e aceitando um drinque. Ele falava qualquer coisa que ela não estava ouvindo, separando os papéis de uma pilha... a rescisão de contrato com o banco, a transferência do carro que ficara para ela, o acordo sobre o apartamento, algumas correspondências sem importância, um financiamento de uma chácara que ele agora iria assumir... enfim, o fim.


Ele juntou a pilha e colocou na mesinha na frente dela. Saiu para buscar uma caneta, ainda tão desconcertado com a presença dela ali que não achava nada com facilidade. Ela perguntou, tentando ser casual:

_Não está trabalhando hoje?

Ele ficou ainda mais perdido. _Me atrasei agora à tarde, daqui a pouco vou lá.

Ela não teve o trabalho de imaginar com que ele se atrasara, tinha mais coisas para sofrer no momento.

Quando finalmente tinha a caneta e Nara se preparava para assinar os papéis, ouve uma voz lá de dentro: _Amor, viu meu celular?

E uma jovem estonteante entra pela sala seminua e ainda suada. Pior que o choque de ver o motivo de um atraso para o trabalho foi ver a intimidade que ela tinha na casa. Procurava nas gavetas e por cima da mesa, quando entrou no sofá, viu Nara e fez aquela cara de "Ué?". Marco Aurélio perdeu a cor. A moçoila pediu perdão, que não sabia que ele tinha visitas, que voltaria ao quarto, com licença, até logo, tchau.

Nara estava estática. Teve medo de começar a chorar, mas não precisou se controlar. Era um baque surdo que atingia seu estômago e a deixou paralisada. Levantou devagar e andou pelo ambiente. Não tinha notado os porta-retratos com o novo casal. Foi à cozinha e a comida era toda light diet naturella. Dela. Um batom jogado, uma bolsa ao acaso. Ela morava ali.

_Me desculpe, Nara, eu não queria que você tivesse visto isso. Não queria magoar você, poderia ter sido mais sutil.

Ela escorregou numa cadeira e falou: Tudo bem.

Ele se apressou: _Toma uma água, vai te acalmar, me desculpe.

Deu a ela o copo gelado e correu ao quarto, não para brigar pela inconveniência, mas para falar desculpa amorzinho, pensei que fosse ser mais rápido, te deixei esperando, beijinho, beijinho, já volto, te amodoro princesinha.

Encontrou Nara de pé no meio da sala de estar. Tinha uma faca na mão.

_Calma, Nara! O que é isso! Você não vai fazer nenhuma loucura, não é?

Ela indicou com a faca uma poltrona: Senta aí.

Trêmulo, ele obedeceu.

Ela pegou um objeto na estante. Caro, refinado, de bom gosto.

_Eu comprei isso aqui.

E pá, no chão. Ele tremeu e falou: Narinha, o que é isso?

_Narinha é sua avó e você vai ficar calado.

Pegou outro objeto e de novo pá. Pá pá pá pá pá. A estante inteira.

Ele quis correr, mas teve medo.

_Você deu uma desculpa esfarrapada de crise existencial pra acabar um casamento de oito anos e tem uma vagabunda da minha casa? Desfrutando da decoração que eu fiz? Do conforto do meu lar?

E destruiu a sala numa velocidade assustadora, quase ninja. Marco Aurélio correu pra acalmar seu benzinho assustado e pensaram em ligar para a polícia, mas ela tinha cortado o fio do telefone. O porteiro, mas o fio do interfone também.

O celular dele estava mais perto de Nara, era muito arriscado. O dela ela não achou.

Nara encarou o casal e mandou: Sentem aqui e fiquem quietos. Suas vidas não correm perigo.

Em pânico, obedeceram.

Ela foi à cozinha e quebrou tudo o que pode lembrar que ela mesma comprou, os pratos que lavou durante anos, a panela de fazer a farofinha do maridinho virou aço inox pela janela!

E quebrou no banheiro, no quarto e corredor tudo que ela tinha posto ali para decorar e ser útil ao lar feliz que achava ter construído.

Deixou o resto porque estava mesmo velho, e ela não queria mais os lençóis que dormiram abraçadinhos e não queria mais nada além do dinheiro dele. Uma viagem, uma lipo, um amante. Ele ia pagar tudo, jurou.

Voltou à sala ele estava explicando para o 190 o que estava acontecendo. Ela pegou o celular dele e jogou pela janela. Ainda viu de relance que a foto na tela era dos dois juntinhos.

_Escute aqui, imbecil: eu não assino papel nenhum e você agora fala com meu advogado. Prepare o bolso. Quero até o último centavo.

Saiu batendo a porta e teve uma crise de riso no elevador. Foda-se a terapia, foda-se o consolo dos bons amigos. Ela agora era vingança, ganância e sede de viver. Isso merecia um Bloody Mary. Libertador.


*texto de outubro de 2007. Reencontrei por acaso. Minha tia adorou =)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Semana Santa

Paulo Biagi, coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, morreu ontem em um acidente perto de Sobradinho, entorno de Brasília. Para fazer uma nota divulgando o ocorrido, fui pesquisar sobre Biagi e achei o site da campanha. Tem um formulário que você pode assinar em apoio ao Projeto de Lei 5003/2001, que torna a discriminação crime. Apoia? Vai lá: http://www.naohomofobia.com.br/

Ando meio cansada das idas e vindas absurdas de Lost, mas o episódio 12 da 5a temporada realmente prendeu minha atenção e fiquei tensa mesmo depois que acabou. O roteiro complicado me cansa um pouco, mas ainda tira meu fôlego.
Medo, medo do Ben. O cara não presta, mas é tão power convincente que lá vai a negada atrás dele de novo. Agora tô esperando o episódio 13, claro.


Chocolate terapia, banho de lua, seriados, sono, sonhos, amigos, família, festas, álcool, frutas, bacalhau, cinema, televisão, conversas, livros, pesquisa médica, possíveis soluções, problemas, descanso e um pouco de trabalho. Sim, foi um ótimo feriado.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Acostumada com os parasitas do trânsito, principalmente numa segunda-feira de manhã, vi um carro à minha frente hoje que dirigia como o meu ideal. Ok, o carro não dirigia, mas todo mundo entendeu. Por coincidência, o tal carro fazia o mesmo percurso que o meu e foi abrindo os caminhos (porque aqui ninguém lembra de não fechar cruzamentos). Maravilhada, pensei: "obrigada, amigo!" e enviei um monte de energias positivas, até me questionar: "Será homem?" Era.

Logo depois, um carro atrapalhava todo mundo fazendo curvas erradas e freando em momentos impróprios. O preconceito provoca: "aposto que é mulher!". Sim. Mas um detalhe mudou tudo para mim: ao lado dela, um cachorro operado. Um simpático rotweiller com aquele imenso cone na cabeça.


Enquanto um homem esperto cruza com destreza as ruas da cidade, uma amiga leva com um cuidado atrapalhado um cachorro para casa. Entre os dois, tô com você, amiga!

A semana começa com uma ótima notícia: Débora Secco está proibida de fazer novelas até 2010! Isso porque a moçoila tá reservada aí pra uma novela mais adiante. Sei que um ano é pouco, mas já é um alívio. A atriz está entre os mistérios do mundo que eu, provavelmente, jamais entenderei. Péssima atriz, papéis chatos, não passa nem perto de ser uma beldade da beleza, incentivando cada vez mais a magreza extrema... Então por que, por qual razão a dona tem espaço na mídia? Vai enterder esse povo brasileiro...


E por falar em novela...
No Brasil, é cult ver seriados gringos, mas é brega ver novela. Quando entrei na faculdade de Comunicação, morria de medo de falar de gosto de novela. Mas logo tomei coragem e assumi que sim, eu adoro um bom folhetim. Mamãe, que é doutora em Artes, defende a novela e fala que é seu o momento de higiene mental.
É graças à Caminho das Índias que me sinto mais participante da sociedade. Depois de muito tempo excluída por não ver Duas Caras, A Favorita e Big Brother, voltei a opinar nas rodinhas de conversa quando Raj e Maya entraram no ar. Não adianta nada saber de política e economia quando não se faz idéia do que é uma firang.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Volts

Eu ouço muito o que os outros me dizem sobre mim. Ultimamente, ainda mais.
Um amigo me disse que reclamo muito da vida e é verdade. Por isso deletei o que tinha escrito aqui antes.
O outro me disse que eu sou muito tensa, "travada, né?". E eu queria ter dito que sim, eu sou, mas ele também força a barra. Não é todo mundo que gosta de falar sacanagens no msn, dá licença?! Eu sou tensa em um monte de coisas necessárias ou não, e meu exercício diário é tentar equilibrar isso. Minha mãe já me disse com uma cara muito séria: "Você É tensa". Tenho dificuldade pra deitar e dormir, embora praticamente desmaie de sono em lugares impróprios. Eu destruo meus dentes e mandíbula com a tensão e mantenho a cara de paz e amor. Mal respiro quando tenho um problema, mas sou desleixada com casa, quarto, cabelo...
Aí por causa do outro, fui perdir a opinião de um amigo:
_Você me acha tensa?
_Não, você é bem relax. Não tanto quanto eu, mas quase no meu nível.
_Ih, isso não me parece bom...
_Tá me tirando, Agatha?! Ser relax é muito bom. Então é bom você ser assim.
E agora eu não sei mais nada.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Plano


Um avião que a poucos metros da entrada do shopping. Pessoas a poucos passos. Vidas salvas por um triz tão pequeno que só pode ser milagre. Minha cidade na rota da loucura global de aviões sequestrados. Podia ter sido pior, mas foi grave o suficiente para assustar.

Como parte da imprensa goiana, quero dizer que não estou perseguindo Érika Mota, mãe de Penélope e viúva de Kléber, personagens da tragédia que deixou todo mundo aqui com a aterrorizada e incrédula cara de "como assim?!". Nas notas que divulguei sobre o caso, procurei manter o respeito à família e ao público que procurava informação, e não espetáculo.
Questiono sempre o papel da imprensa e muitas vezes tenho vergonha do que publicam por aí e, principalmente, por aqui. Vergonha imensa da falta de noção e vergonha na cara. Eu estudei jornalismo, ponto pra mim. Eu penso antes de falar, outro ponto. Eu penso muito antes de passar uma informação para o público. Seria uma vitória se isso contasse alguma coisa... enfim.
Nos dias depois da tragédia, sigo as notícias de investigação do caso porque, é claro, queremos a falsa segurança de isso não pode acontecer de novo. Diferente dos abutres, faço parte do grupo que não gostou da notítica quente que colocou Goiânia em destaque no mundo todo. Com o acidente e cada detalhe que descobrimos, ficamos tristes e assustados.
ps: Cacau, eu sei que você não estava me acusando. Seu texto só me inspirou a escrever esse.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Por onde andei?

(e alguém me procurou?)


Fui cortar o cabelo ontem, coisa que não fazia há muito tempo. Meu cabelo foi crescendo e perdendo tudo... a forma, o brilho, a saúde e a dignidade. Eu fui perdendo a paciência de disfarçar os genes louquíssimos que formam tal massa capilar e meu secador e minha chapinha bocejam de inatividade. Mas tudo mudou!


É!


Apesar de ter feito o mesmo corte de quase sempre, mudei minha cara de "esqueci que sou mulher" pra "mocinha que se cuida e se ama". Tudo bem que não foi só o cabelo, a maquiagem ajudou.
Foi só quando a Laila quis ir no salão que percebi a minha necessidade de ir lá. E ontem, sentada enquanto Carmelita dava um jeito na bagunça, me perguntei quando eu fiquei tão descuidada. Parece que eu andava dormindo. Eu não sou vaidosa? Não me sinto mal em andar por aí com o cabelo desleixado? Não tenho vergonha? Sim, sim, sim! E como eu não fui no salão antes?! Queria saber...
(Laços de Família)
Esses dias tava rindo de uma piadinha do Zé, quando o Juninho falava sobre cabelos.
_Meu cabelo já te xingou? Te bateu? Te faz algum mau? Então me responde: Por que tu diz que meu cabelo é ruim?!
Adoro.

terça-feira, 10 de março de 2009

A Hora do Planeta

A questão, meu povo, é que eu não consegui inserir aquele box "A Hora do Planeta" (post anterior) de uma maneira decente e fixa na estrutura do blog. Anos e anos de internet e alguns anos de blogs e eu NUNCA APRENDI, tá?

Então olha só: próximo dia 28 uma galera do mundo vai desligar as luzes pra pensar no planeta em que vivemos e, a saber, é o único disponível pra gente morar. Então se você odeia as eco-coisas, so sorry. Mas se vc acha o máximo uma mobilização mundial, vê lá no site se vale a pena se empolgar com essa. Até dia 28 decido. E quem sabe até lá aprendo algo sobre html.

Hora do Planeta 2009.

Hora do Planeta
8:30PM Saturday 28 March 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Astrologia



Eu tinha parado de ler e acreditar em horóscopo. Não por desaceditar na astrologia, a falta de crédito era dos sites e jornais. Aí uma amiga me falou do Esotérico do Terra. E agora leio as previsões para meu signo e ascendente todo dia. Se for tudo falso, tudo bem. Os conselhos são muito bons. Em uma semana, o horóscopo já me sugeriu parar de procurar pêlo em ovo, buscar mais minha espiritualidade, ficar perto de amigos queridos e manter os pés no chão. Por astros ou bom senso, tenho tentado seguir.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pedidos de Natal para uma quarta-feira

* Delivery do meu leite de soja com maquininha de cartão de débito
* Casa auto-limpante
* Confort food que não engorda
* Colo da mamãe
* Um filho, um marido, sei lá... outra vida
* Mais esperança no futuro
* Determinação em cápsulas
* Vento aqui na sala ou internet lá no vento
* Delete das memórias ruins que andam me assombrando
* Tecla sap pros sonhos
* Conversar com a Lídia
* Uma companhia pra um vinho na varanda

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bem-humorada e mais magra ou mais magra e, consequentemente. bem-humorada? Não sei, mas também não importa. Até no trabalho, já estou em clima de carnaval. Não pela folia, mas pelo relax. Meu horóscopo falou que não estou dando as cartas neste momento, então tá bom. Senta, respira e aproveita a vista. Ok, ok!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

De terça pra quarta-feira

mas aí vem a vida. e você se vê no tal momento em que não sabe como fez tanta coisa errada, não sabe como chegou a esse ponto e sabe que tem que mudar, mas não consegue levantar pra ir pegar um copo d'água enquanto sua boca amarga. você até ligaria pra mais amigos pedindo socorro, se não achasse ridículo fazer isso de novo, depois que todo mundo ficou aliviado quando aquela fase ruim passou e você parecia, oh meu deus, tão bem!

mas tem dias, tem fases lunares, tem hormônios e tem um monte de coisa que você não sabe lidar. Tem a idade dos documentos que não combina com a do seu cérebro. Tem a sensação de cansaço. E mesmo sabendo que é você que faz seu mundo girar, queria que alguém viesse te resgatar.

e esses dias você se permite odiar o filho da puta que partiu seu coração e pisou no restinho de fé que você tinha na magia do amor. você não pode se culpar por não ter sido brilhante hoje. por não ser forte. e se desculpa de não ter saído, mas você só quis poupar seus amigos desse drama todo. hoje você não ia conseguir rir de verdade. e você sabe muito bem o valor de um sorriso de verdade, de uma gargalhada, da barriga doendo quando a graça nunca termina.

você não foi no supermercado e nem na padaria, que é do lado. Não é sua culpa que a outra padaria não tinha pão integral. Você fez os exames que o doutor pediu e lavou a louça. Não piorou a situação no trabalho e não comeu nada de errado. Então tá tudo bem, foi só um dia ruim.

vá escovar os dentes e reconheça as dádivas que tem. o amor da sua mãe que nunca falha. o telefonema inesperado de quem você achou que não se importava. a ajuda preciosa da sua melhor amiga. os olhos sábios e o carinho da que chamam de irracional. a cama grande que vai te acolher e a capacidade de sonhar, mesmo que não seja agora.

boa noite!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

De luz e de sombra

Quando Miguel Torremolinos quase matou Lorraine Feitosa, todos concluíram o óbvio e ficaram aliviados quando ele saiu da cidade. Mas a verdadeira história foi conhecida apenas por uma pessoa além do quase assassino e sua vítima.
Quando souberam do crime, a memória daquele janeiro há dois anos estava muito viva. Lorraine Borges abandonou Miguel por se apaixonar por Antônio Feitosa. Casaram-se 6 meses depois, restando ao abandonado horas escuras e um pesar que parecia interminável. Ao ser deixado, Miguel gritou, esbravejou, implorou a sua amada que ficasse, que a amava mais que tudo, que faria até o impossível e ela foi irredutível. Estava apaixonada por outro, me esqueça Miguel, siga sua vida!
_Não há mais vida, ele a disse por final. Assim se falaram pelo que parecia a última vez.

Lorraine foi agarrar sua felicidade e Miguel se arrastou pelo tempo, chorando, mal comendo, pouco falando, carregando aquele pesar como uma cruz. Até que, aos poucos, foi voltando ao rapaz calmo e alegre, embora sem aquele brilho e vitalidade típicos da juventude.

Foi Lua Clara que lhe iluminou de novo a vida, jogando seus raios de amor com resignada paciência até lhe amolecer a couraça da desilusão. Começaram a namorar e ele parecia finalmente feliz depois de todo esse tempo. Faziam planos, piqueniques e eram a coqueluxe da cidade. "Que casal bonito!" "Ah, Miguel, como é bom te ver assim!"
E os dois seguiam de mãos dadas e corações cheios.

Lorraine ficou sabendo das boas novas e se disse aliviada, enfim ele me esqueceu. Mas aquilo mexeu com seu ego, pois perdera o posto de para sempre amada. Estava feliz como Senhora Feitosa, sim. Mas ter um eterno apaixonado era um luxo que acostumou-se a ostentar.

Mesmo se a cidade fosse grande, é certo que o mundo é pequeno e os ex-namorados acabaram por se encontrar casualmente. Miguel voltava para casa pelas margens do bosque e Lorraine saia da casa de uma tia. Pararam, se olharam e ele concluiu que a educação era suficiente para segurar a pontada da dor que andava esquecida.
_Bom dia, Lorraine!
Sem calcular a medida da maldade, ela se armou de seu melhor sorriso, aquele que sempre o fez fraquejar nas pernas:
_Bom dia, Miguel. Que bom te ver!
_Digo o mesmo. Como vai?
Sim, ele ainda se abalava, mas um pouco menos do que ela esperava.
Conversaram um pouco sobre amenidades, as famílias e o cotidiano. Como ele ameaçava se despedir, ela não pode perder a chance e provocou:
_Soube que você está namorando e incrivelmente apaixonado.
Conhecendo bem aquele tom, ele fechou a cara e foi sutilmente ríspido.
_Sim, estou muito bem com ela. Espero que você e seu marido estejam felizes.
_Ah sim, obrigada. Não vês, Miguel, eu te disse...
_Perdão... como assim?
E com um afetado jeito debochado, ela falou:
_Eu te disse que você estava exagerando quando terminamos. Que dramático você me dizer "não há mais vida"!

Muitos nunca se conformaram de só poder imaginar o início dessa conversa. O desfecho virou um clássico da cultura local que cada testemunha tratou de acrescentar detalhes exclusivos. Enquanto esganava Lorraine, Miguel gritava enlouquecido palavras confusas. Entre elas, puderam entender "como ousas, vil desalmada" e a promessa de que ela iria conhecer o inferno. Muitos diziam que foram proferidos os nomes mais feios do mundo. Era mesmo difícil entender algo com ele aos berros, ela grasnando e outras pessoas que gritavam em vão que ele a largasse e, ao não conseguir, "socorro, acudam!" Foi com a força de quatro homens que livraram Lorraine da morte e Miguel da cadeia.

Quando os separaram, Lorraine custou a respirar, mas juram que haviam um quê de sorriso em seus lábios. Ao desistir de se queixar com o delegado, parecia ter algo a mais que bondade em seu gesto nobre.
Arrasado e jurado de morte, Miguel arrumou suas malas e fingiu não ouvir as acusações que lhe gritavam. Profundamente envergonhado de si, procurou Lua Clara esperando sua condenação, mas ela ouviu toda a história e, muito calmamente, juntou uma trouxa e segurou a mão do amado. Nunca mais foram vistos, mas por cartas mandava sempre boas notícias.

Lorraine ficou famosa na cidade. Alguns diziam ver as marcas das mãos de Miguel em seu pescoço por anos, outros diziam que a violência do amor lhe engrandecera. O certo é que a paixão violenta lhe deu status de musa, e até seus netos a olhavam com uma admiração nova quando ouviam a história. De vez em quando, a viam pensativa e suspirando "coitado", mas ninguém lhe pedia explicações. Sua alma dramática fora alimentada por uma vida e sua plenitude não podia ser descrita por palavras, apenas percebida com o olhar.