quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diário

Eu não sei se eu tô melhorando em reconhecer logo de cara ou se as pessoas chatas estão disfarçando menos suas chatices. Sei que hoje apareceram dois espécimes chatus homideos aqui, ainda bem que foram embora logo.
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Pra quem eu ainda não contei: mudei de trabalho. Saí da Agecom/Tv Brasil Central e agora trabalho da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Parece estranho a troca, já que eu reclamava, mas adorava a tv. Mas mudei por causa de um sonho dourado: final de semana livre. E mais: feriados livres. E mais? Bem, ainda estou descobrindo os mais e menos de ter vindo pra cá. Chorei um monte ao sair da tv, mas me pareceu a decisão certa por um monte de blablablás da minha cabeça. Meu coração tá lá no telejornal ainda. Foram dois anos e meio de muito trabalho, raiva e stress, mas de tantas coisas boas que doeu deixar pra tras. Fiquei feliz por ter deixado a porta aberta. Se me arrepender eu posso voltar, isso me tranquiliza.
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Ontem eu e Fernanda fomos nos despedir da Lili, amizade que não perde a validade e o gosto com o tempo que a gente fica sem se ver. Ela agora vai pra Campinas SP e pode até ser que a gente se veja e se fale mais com isso. Por que era tão difícil a gente se encontrar morando na mesma cidade? Não sei, viu. Faltou esforço das três. Mas queria mesmo dizer aqui que gosto demais de você, dona Liliane, e espero que seja lindo lá na outra cidade, junto do "maridinho". Que você arrume um trabalho bom e monte uma casa bem confortável pra gente ir te visitar! Ah, e siga o líder e vire "Liliane, aquela que se faz presente".
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Ainda não deu tempo de dar barraco com a informática e lutar por uma senha liberada no trabalho novo. Por isso, tô atualizando isso aqui por email. Chegando em casa eu leio os blogs amigos, prometo.
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Estou esperando minha amiga cobaia tomar uma tal de pholiamagra por um tempo. Se ela ficar magra e feliz, arrisco. Dizem que essa é a nova sensação do mundo "me salve da gordura!". Veremos...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os ofendidos

foto gentilmente cedida pelo site www.skank.com.br

É estranho, mas a gente também esquece do que gosta. Dois anos sem show do Skank por aqui e acabei dando pouca atenção à banda que é muito querida. São tantas músicas que já foram trilha da minha história. Quanto eu já pulei com Partida de Futebol, que finalmente me explicou pra que serve o meio de campo! Nas festas, amigos abraçados gritando: "Vou deixar a vida me levar... pra onde ela quiser é é". As mágoas relembradas com "um dia ela já vai achar um cara que lhe queira como você não quis" (Acima do Sol). O balanço de Garota Nacional e Jackie Tequila foram um dos primeiros a embalar meu corpo da maneira divertida que danço hoje. E tantas outras que não entraram no set do show nem nas mais pedidas, mas nunca esqueci. Na passarela da minha formatura, foi a voz de Samuel cantando" Se você vai trabalhar e me deixar, que pena! Eu corro o risco tão sozinho nessa orgiva azul imensa..." (Fica).

O fato é que esqueci por um tempo, mas adoro Skank. A energia dos shows, as músicas "baladinha", as letras inusitadas, a simpatia do vocalista de sempre ter um comentário sobre o futebol daqui... Mas o que é mais legal mesmo é que meus amigos também gostam da banda, não é mais um gosto solitário que cultivo. No show de sábado, formamos um velho trio que anda raro. Não somos mais da turma do gargarejo do palco, mas ainda somos um dos mais animados fãs.

Pra me redimir com os mineiros, cometi o crime de baixar o cd. Como desculpa, tem o fato do show ter sido caro (porque ou você bebe ou fica no pior lugar do mundo) e do cd ser caro (pra falar a verdade, eu não sei quanto custa, mas baixar é de graça). Posso não ter dado o lucro da venda do disco, mas prometo que no próximo show estarei lá cantando até as músicas novas!

domingo, 26 de julho de 2009

A dádiva de não precisar madrugar amanhã

Um domingo bom. Porque superei a estranheza que esse dia geralmente traz. Escrevi umas coisas, como diria o Pablo, caóticas. Levei Belinha pra passear. E terminei esse livro aí do lado. Foi uma ótima aposta nos livros em promoção!

Sábado retrasado, estava esperando uma amiga e fui dar uma volta na livraria do shopping. Saí de lá com quatro livros e gastei R$ 33. Incrível , não? Li o primeiro: "Para sempre - amor e tempo", de Ana Maria Machado. Escrita boa, história nem tanto. Mas valeu.

O segundo foi esse, que terminei hoje. E adorei! Denso, personagens apaixonantes, momentos de medo e amor, drama bem feito e uma ótima escrita. Fica a pergunta: Leu, tia Isabel? O que achou?

Faltam dois livros agora (fora a pilha antiga): Helena, de Machado de Assis (o Einstein das letras, pra mim) e Dicionário do Séc. XXI, que comprei mesmo só pra folhear de vez em quando. Na pilha antiga e, também, recente, estão "Grande Sertão Veredas" e "Manuelzão e Miguilim", de Guimarães Rosa, e "A Viagem de Théo" (sei não o autor).

Sobre Guimarães Rosa, chorei tanto com Miguilim (com tristezas da história e o encantamento da beleza) que não estou pronta ainda pra tal magnitude. Sou assim com coisas grandiosas. Admiro e respeito, mas não é sempre que estou pronta. Já passei por isso com Clarisse Lispector. Por isso resolvi me respeitar e pedi o outro emprestado, mas estou achando chato. Só quero terminar porque é de um amigo, e acho muito feio devolver livro sem ler, principalmente quando a pessoa que te emprestou tem um carinho pela tal encardenação.

Agora de madrugada, sem a companhia das personagens que estavam comigo antes, resolvi alimentar um pouco meu quase abandonado Flickr http://www.flickr.com/photos/agatha/ e ler um pouco de blog, twitter e etcs. E relembrei também que gosto de Radiohead. Marcelo Camelo cantou mais cedo.

Amanhã começa de verdade a semana e os vários planos tomam novo fôlego. O principal é malhar de maneira regular. Vaidade e saúde, duas coisas absurdamente importantes no momento (se não for sempre). Quero decidir também, se pinto ou não o cabelo. E olha que ganhei o salão de brinde no trabalho. Estou quase certa do que fazer, só me falta ligar e marcar.

No mais, cuidar da casa, da vida, de mim e dos que eu gosto, amo e/ou preciso. Tem um ventinho de otimismo entrando pela janela e não pretendo fechar. E amanhã ainda estou livre do despertador das 7h, o que é quase uma garantia de bom humor na segunda!

sexta-feira, 24 de julho de 2009



Apesar da terapia, dos remédios, do otimismo, boas energias e etc, sempre vai chegar um dia assim: chatinho. Dia sem muita simpatia, com pouco esforço. Porque é só um dia. Amanhã deve passar. Aí se passar de uma semana eu vou me preocupar. Mas por agora não, deixa.

Hoje eu tô me sentindo deslocada. Uma pintura renascentista fora de moda. Um modelo para os museus, não para as ruas nem outdoors. Já me falaram que eu pareço as mulheres dos quadros da renascença. Mas foi há tanto tempo, que pena...

Acho chato fazer mais um post melancólico reclamando da vida. Mas isso, so sorry, faz parte de mim. E foi só hoje que consegui sentar num computador bom o suficiente pra abrir o blog. Em casa, estou evitando ligar o meu pra não agravar minha tendência às lesões. Ando lendo muito, tentando escrever um pouco, limpando casa, cozinhando um pouco, vendo amigos... Seguindo os dias que, querendo ou não, se seguem um após o outro até o infinito (ou até 2012, vai saber). Aos que ainda vem aqui, muito obrigada. Esse final de semana vou ter mais tempo e recursos pra ler outros blogs, bater papo e aproveitar o lado bom desse mundo internético. Até!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

25+


E pela primeira vez eu surtei com um aniversário. Antes, eu sempre ficava muito feliz, mas na segunda-feira passada eu quis mesmo que o dia passasse rápido. Não queria parabéns, Justificarnão queria trocar a idade. Os presentes, confesso, adorei. Peguei os abraços, as felicidades e todas as coisas boas que me deram e guardei longe das angústias.

Eu tento pensar como minha mãe. Quando alguém exclamou: "Ê, Agatha, mais um ano, hein!"
E minha mãe disse: "Ainda bem!"
É, ainda bem. Porque a vida é uma dádiva com ou sem crises de idade. E aprendi muita coisa nesse tempo, mudei, cresci, piorei... tudo que todo mundo faz com o tempo.

Mas ainda me sinto descompassada. Deveria ter feito mais, ser mais, sei lá. Eu sei, eu sei... Em muitos pontos eu tô bem para a minha idade. Mas em outros eu sinto que perdi o bonde.

Eu ainda tenho espinhas, tenho dúvidas e problemas que não combinam com uma adulta, segundo, é claro, minha opinião. Quando eu era criança, achava que ser adulta era algo tão natural como crescer e envelhecer, e ainda não me acostumei com o fato que não é automático. A seriedade, responsabilidade e segurança são conquistas árduas que eu não sei se alcanço até a velhice.

E sei que não adianta reclamar e tenho que correr atrás do que me falta. Estou tentando, pessoas, já dei os primeiros passinhos. Tenho que me lembrar do pânico de ser a "colega do lanche", uma personagem real que um dia chegou na copa do trabalho desanimada e arrastando os sapatos. A tia da copa perguntou:
_Uai, colega, o que foi?
E ela suspirou fundo e falou: _Ah, fiz 30 anos. Fazer o que?!
E eu pensei: "Ué, ou você vive ou se mata, porque aí vão dizer que você morreu jovem! "

No alto da crueldade do meu pensamento, eu não imaginava que poderia ser eu ali, daqui a pouco. Eu quero aquela e muitas outras idades. Quero viver muito! Mas preciso cuidar para renovar sempre o mesmo desânimo.


ps: Foto da vista da minha janela.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mota


Uma notícia com um erro (provavelmente) de digitação. Homens jovens (e muito jovens) morrendo aos montes todos os dias. "O seu jornal diário com total liberdade e interatividade". Uma notícia de morte com um anúncio de uma casa de strip tease e prostituição muito bem frequentada pelos magnatas. Erro de frame dos navegadores defasados (dos computadores e sistema de informática defasados) da Agência de Comunicação do Estado. Isso também é Goiânia!

segunda-feira, 29 de junho de 2009




* Vontade de mudar. Não de casa, por agora não. Me mudar. Ser melhor, fazer coisas diferentes, parecer diferente... Hoje vou arrumar e rever meu guardarroupas (ê reforminha ortográfica feia). Em tempo: aprender a valorizar os pontos fortes do meu corpo (do jeitinho que ele é), ao invéz de só tentar esconder os defeitos.

* Foi lindo, gente! Dancei esse sábado, deu tudo certo, família e amigos acharam lindo, aplaudiram, fomos comer pizza para comemrorar meu talento! hehe Depois coloco umas fotos aqui.

* Agora que passou a dança, preciso fazer algo com o resto do ano e, ai ai, como resto da minha vida. Estudar pra um concurso melhor, cuidar da saúde, malhar direito, planejar viagens... Aproveitar a vida, né?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Atraso e trânsito. Conspirações no trabalho. Pesquisas médicas. Vontade de ir embora quatro horas antes do horário. Enrolação e fome sem almoço. Ou seja, uma segunda-feira que começou bem normal. Acho que o processo foda de mudar de casa, mais outras constatações óbvias da idade e da vida, demoram um tempo pra virar texto. Sou uma pessoa de digestão lenta. Comida e sentimentos demoram a ser processados.
Pesquisei hoje sobre problemas de pele são relacionados com problemas de digestão. Aí, meu filho, só Jesus na causa. É preciso um reconfiguramento total, um boot no meu sistema emocional. Já aprendi a lidar melhor com um monte de coisa, mas poupar meu estômago de tudo me parece um tantinho impossível. Vai que eu consigo ser uma velhinha zen... Mas tenho a plena consciência que meu aprendizado de vida é longo. Andemos...

domingo, 31 de maio de 2009

Balanço

Segunda-feira de madrugada, oficialmente. Mas é que acabou o Fantástico e eu não queria ir dormir. E a Globo juntou umas cantoras pra cantar Roberto Carlos e por que eu me senti obrigada  a ver isso? Eu não sei... Eu não gosto de Roberto Carlos. Meu rei ainda é indefinido. E, pelo amor de Deus, quem merece a Hebe Camargo? Que me perdoem os gente fina, mas esse sobrenome no meio artístico não costuma trazer coisas boas...
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Essa semana teve momentos difíceis, teve plantão no sábado, vagabundagem nos exercícios e uns fracassos internéticos, mas... Não foi uma semana ruim. Porque eu dei conta de um monte de coisa. Dei uns passos importantes pra melhorar de vida (tipo tentar uma terapia e alisar o cabelo). Ajudei pessoas que amo. Dei dicas por telefone e etc. Então foi boa, sejamos otimistas.
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Alguém aí sabe como eu faço pra esquecer um problema que eu daria tudo pra resolver, mas não depende de mim?  Como eu deleto? Como eu me conformo? E meu inconsciente fica elaborando sonhos e eu acordo fazendo besteira. Merda, viu? Uma amiga parou de falar comigo. Não foi com o mundo todo. Foi comigo. E eu até desconfio que o motivo seja um mal entendido por aí, mas não faz sentido ela me odiar de tal forma a não querer me ver, não querer falar comigo nem por chat, esquecer que eu existo. E não faz sentido ela me condenar a isso sem ouvir minha versão ou sem ao menos me acusar. O que eu fiz? Eu não tenho direito nem de pedir desculpas? Não é pelo seu problema que eu quero estar perto de você. Eu sinto sua falta. Eu sofro com isso, mas não tenho direito de exigir nada. E nem posso fazer nada.

Eu já deveria ter esquecido, deveria ter parado de sofrer. Mas eu sinto sua falta, penso em você todo santo dia. Tenho raiva das pessoas que podem te ligar, podem te ver e não vão. Enrolam, esquecem... É um direito de todos e eu já fui dessas, eu sei. Mas você me excluir da sua vida dói tanto que eu não consigo suportar. 
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Me desculpem os meus leitores por mandar um recado pra uma pessoa que eu sei que não vai ler, mas eu precisava escrever. E boa semana a todos!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Wardah Festival 2009

Empolgada, empolgada, empolgada!
Até o dia 27 de junho, eu vivo pra dançar. Jornalista? Também. Mas, principalmente, bailarina!
Acordei de mau humor no domingo, mas tudo mudou depois de 2 horas de ensaio. Estava nervosa porque não sabia ainda as duas coreografias, mas levei a câmera, filmei o ensaio e agora fica mais fácil aprender a coreografia com o material audiovisual em casa.
No festival desse ano, vou dançar duas coreografias. Estava apaixonada por uma e a outra era apenas legal. Mas ontem percebi que essa "legal" é maravilhosa. Além de linda, é tudo que se espera da dança do ventre. Tem todos os passos que o público espera. E é uma delícia de dançar.
Então ninguém sai insatisfeito: um prato tradicional e um exótico no cardápio do espetáculo. Estão todos convidados!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ora pois, que raios de mulher vocês pensam que eu sou?! Se desse pra aproveitar e ser feliz com o cara que descrevi no post anterior, eu não estaria reclamando! O problema é justamente que ele provoca, provoca, mas na hora H... foge da raia!
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Gente, de duas uma. Ou eu nunca mais paro de malhar ou não começo a malhar nunca mais. Porque ficar toda dolorida e sofrer pra entrar no carro, sair do carro, pegar a bolsa, andar, levantar, rir, levantar o braço... Ninguém merece!
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Evolução: consegui dormir cedo e acordar cedo hoje. Só falta conseguir me arrumar em tempo hábil pra chegar no trabalho antes de estar oficialmente atrasada. Step by step...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Saber do perigo não te previne dele

O injusto é que ele não está mais pensando em mim, nem deve saber que abalou toda a minha tarde (sendo otimista) e, provavelmente, minha semana. Eu sei que ele não estava fazendo um jogo específico pra mim. Sei que aquele olhar enfático e aquele charme todo não são armas de conquistas. Para ele, é tão natural quanto respirar. É brincar com dardos sem lembrar dos alvos atingidos. Sei que tudo ali é uma combinação mortal, calculada com ou sem consciência, mas com uma eficiência assustadora. Sei que o mesmo efeito que causa em mim causa em todas. E que um pouco de atenção não é um privilégio exclusivo que ele me concede.

Eu já parei de pensar nele todos os dias e o tirei do meu altar de adoração. Destruí os ideais românticos causados por aqueles olhos nos meus. Parei de sonhar e analisei friamente a realidade. Sei que, sem querer ou não, ele é um canalha filho da puta. Que adora a cara de boba que todas fazem. Que usa os corações partidos pra inflar seu ego. Que coleciona admiradoras. Sei de tudo, eu sei. Mas toda vez que o vejo, uma única certeza grita em meu peito : Eu quero ! Eu quero ! Eu quero !!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

41 x 1 x ?



Hoje completei 40 árvores no Click Árvore http://clickarvore.com.br
No começo, essa paisagem aí era apenas um morro deserto, com sol insólito. Hoje já pode ser considerado um bosque, hein? Se estivessem todas juntas, já era uma pequena reserva. Mas funciona assim: eu vou lá no site e os patrocinadores doam 1 árvore para os projetos de reflorestamento pelo país.

Uma vez peguei uma muda que um shopping estava distribuindo e doei pra uma pracinha aqui perto do trabalho.

Eu não lembro de ter plantado alguma árvore pessoalmente (os feijões no algodão na escola não contam, né?), mas meu ativismo online e minha plantação indireta na pracinha já valem né? Indiretamente, já plantei 41 árvores. Escrevi um livro (que foi publicado por mim numa impressão caseira e encadernado numa xérox qualquer. Depois, foi passado de mão em mão entre família e amigos, um sucesso de público e crítica). Agora só falta o mininu.

Consegui não entrar em crise ao saber que uma pessoa está grávida e com a visita fofa da Fernanda com o João Gabriel. Mas estou absolutamente triste com os homens. Triste mesmo, cansada. E me disseram que a culpa é minha e deve ser verdade. Na falta de destreza, irmãs, oremos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quase maio

Está mais forte o sentimento de que há mesmo uma força universal que me protege. Confio, confio. Ora em Deus, ora no cosmos, ora no destino... Mas sempre confio. E essa força universal se manifesta sempre através da minha mãe. Ela tem todo o direito e razão de brigar mais comigo, mas me apóia e me tira de cada sufoco! Não sei o que seria de mim sem ela.
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Mãe, se você ler isso aqui, muito obrigada por existir!
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E continua minha busca por equilíbrio, principalmente na balança. Fiz um regime que todo mundo faz numa boa, mas eu não podia, claro... Passei mal horrores e continuo meio intoxicada. Não era nada radical, tipo só comer acerola e lanranja. Proteinas, gente, só proteinas.
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Depois do fracasso desse método, volto à batalha diária de saber comer de uma maneira decente que não me engorde e, de preferência, me ajude a emagrecer. Vou dançar em junho com a barriga de fora, socorro!!!
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E gente, não precisa me sugerir fazer exercícios físicos. Eu faço o que eu posso, e tem sido pouca coisa por causa do joelho. Não vamos entrar em detalhes. Eu era uma feliz rata de academia antes da ladainha fêmuro-patelar.
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Enfim, mais uma semana começando e tentarei manter o bom humor que acordei hoje. Preciso colocar umas coisas em dias, consertar a balança, lavar o tênis, comemorar aniversários e esperar as decisões que não me cabem mais. Mas acho que vai dar tudo certo.
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Boa semana, meu povo!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Onde vende Bom Senso?

Eu tenho que aprender a encarar um fracasso como apenas um fracasso, e não como a falência total como pessoa e da vida inteira. Eu sei que eu sou muito dramática. Eu tô tentando mudar, gente, eu juro!

Hoje a noite, daqui a pouco, as alunas do Inter II da Dança do Ventre apresentam coreografia própria pra comemorar o fim das aulas e o início dos ensaios pro Festival. Não era obrigatório montar essa coreografia, e eu fui uma das mais entusiasmadas com a idéia. Só que eu não consegui.

Aí eu poderia me dar um desconto porque estava enlouquecendo com outras coisas importantes e não tive paz de espírito nem inspiração suficientes e tudo bem eu não fazer essa coreografia. Estou tentando me convencer disso e ainda tenho 1h e 10 minutos pra conseguir.
Ninguém tem idéia do quanto é cansativo ser eu.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Acordo

Ela se olhou no espelho do elevador e retocou o batom. Precisava parecer um pouco mais alegre, precisava tornar a máscara da mulher bem resolvida convincente. "Sem ressentimentos, Marco Aurélio, sem ressentimentos. Claro, podemos ser amigos", repetia mentalmente a frase para ver se poderia se tornar um pouco mais verdade.

Mas era impossível não ver que Nara estava triste. Subir de novo naquele elevador era doído demais, e não fazia idéia de como seria ir até o sétimo andar, parar em frente ao 704 sem chave e tocar a campainha. Lembrou-se do dia em que ele lhe deu a cópia da chave, lembrava de ter entrado ali nos braços dele, das sacolas semanais de supermercado, das vezes que tocava a campainha pelo simples prazer de levantar a dúvida do "quem será", lembrava de tudo.

Parou à porta e pensou em descer correndo as escadas, mas respirou fundo e tocou a campainha. Nada. Tocou a segunda vez desejando ardentemente que nada continuasse, mas ele veio correndo e abriu a porta de toalhas. Ficou surpreso ao vê-la. "Você?", a expressão de total desentendimento era pior que uma surpresa desagradável.

_Você esqueceu?

_Ah, desculpe Nara, a gente tinha marcado?

Aquilo doeu mais que a separação. Marcaram há uma semana o encontro para assinar os últimos papéis que diziam deles marido e mulher. Ela passou a semana se preparando para isso, duas sessões de terapia, conversas de apoio com os amigos, artigos de revista e até um programa de tv que achou encorajador. E ele esqueceu.

Falando muito baixo para não demonstrar a confiança desmoronando, ela disse muito baixo:

_Os papéis.

Ele bateu na testa e pediu mil desculpas: Entre, entre.

Sentou como visita naquele sofá que ela comprara enquanto ele se apressou para vestir uma roupa. Devia estar entrando no chuveiro quando ela chegou, pois estava suado e com o cabelo em rebeldia.

Voltou pouco depois com uma bermuda e camisa amassada. Sempre tão desorganizado, como estaria se virando sozinho? Olhou ao redor e viu que a sala estava impecavelmente arrumada. Tinha um cheiro bom. Seus objetos estavam nos mesmos lugares. A decoração era exatamente a mesma e Nara imaginou que ele sempre gostou mesmo daquilo tudo e por que desmancharia uma sala tão bonita? Devia servir para encantar as mulheres que ele levava para lá. Seu apartamento virou um matadouro. Vacas, piranhas, cachorras... as imaginava entrando ali e aceitando um drinque. Ele falava qualquer coisa que ela não estava ouvindo, separando os papéis de uma pilha... a rescisão de contrato com o banco, a transferência do carro que ficara para ela, o acordo sobre o apartamento, algumas correspondências sem importância, um financiamento de uma chácara que ele agora iria assumir... enfim, o fim.


Ele juntou a pilha e colocou na mesinha na frente dela. Saiu para buscar uma caneta, ainda tão desconcertado com a presença dela ali que não achava nada com facilidade. Ela perguntou, tentando ser casual:

_Não está trabalhando hoje?

Ele ficou ainda mais perdido. _Me atrasei agora à tarde, daqui a pouco vou lá.

Ela não teve o trabalho de imaginar com que ele se atrasara, tinha mais coisas para sofrer no momento.

Quando finalmente tinha a caneta e Nara se preparava para assinar os papéis, ouve uma voz lá de dentro: _Amor, viu meu celular?

E uma jovem estonteante entra pela sala seminua e ainda suada. Pior que o choque de ver o motivo de um atraso para o trabalho foi ver a intimidade que ela tinha na casa. Procurava nas gavetas e por cima da mesa, quando entrou no sofá, viu Nara e fez aquela cara de "Ué?". Marco Aurélio perdeu a cor. A moçoila pediu perdão, que não sabia que ele tinha visitas, que voltaria ao quarto, com licença, até logo, tchau.

Nara estava estática. Teve medo de começar a chorar, mas não precisou se controlar. Era um baque surdo que atingia seu estômago e a deixou paralisada. Levantou devagar e andou pelo ambiente. Não tinha notado os porta-retratos com o novo casal. Foi à cozinha e a comida era toda light diet naturella. Dela. Um batom jogado, uma bolsa ao acaso. Ela morava ali.

_Me desculpe, Nara, eu não queria que você tivesse visto isso. Não queria magoar você, poderia ter sido mais sutil.

Ela escorregou numa cadeira e falou: Tudo bem.

Ele se apressou: _Toma uma água, vai te acalmar, me desculpe.

Deu a ela o copo gelado e correu ao quarto, não para brigar pela inconveniência, mas para falar desculpa amorzinho, pensei que fosse ser mais rápido, te deixei esperando, beijinho, beijinho, já volto, te amodoro princesinha.

Encontrou Nara de pé no meio da sala de estar. Tinha uma faca na mão.

_Calma, Nara! O que é isso! Você não vai fazer nenhuma loucura, não é?

Ela indicou com a faca uma poltrona: Senta aí.

Trêmulo, ele obedeceu.

Ela pegou um objeto na estante. Caro, refinado, de bom gosto.

_Eu comprei isso aqui.

E pá, no chão. Ele tremeu e falou: Narinha, o que é isso?

_Narinha é sua avó e você vai ficar calado.

Pegou outro objeto e de novo pá. Pá pá pá pá pá. A estante inteira.

Ele quis correr, mas teve medo.

_Você deu uma desculpa esfarrapada de crise existencial pra acabar um casamento de oito anos e tem uma vagabunda da minha casa? Desfrutando da decoração que eu fiz? Do conforto do meu lar?

E destruiu a sala numa velocidade assustadora, quase ninja. Marco Aurélio correu pra acalmar seu benzinho assustado e pensaram em ligar para a polícia, mas ela tinha cortado o fio do telefone. O porteiro, mas o fio do interfone também.

O celular dele estava mais perto de Nara, era muito arriscado. O dela ela não achou.

Nara encarou o casal e mandou: Sentem aqui e fiquem quietos. Suas vidas não correm perigo.

Em pânico, obedeceram.

Ela foi à cozinha e quebrou tudo o que pode lembrar que ela mesma comprou, os pratos que lavou durante anos, a panela de fazer a farofinha do maridinho virou aço inox pela janela!

E quebrou no banheiro, no quarto e corredor tudo que ela tinha posto ali para decorar e ser útil ao lar feliz que achava ter construído.

Deixou o resto porque estava mesmo velho, e ela não queria mais os lençóis que dormiram abraçadinhos e não queria mais nada além do dinheiro dele. Uma viagem, uma lipo, um amante. Ele ia pagar tudo, jurou.

Voltou à sala ele estava explicando para o 190 o que estava acontecendo. Ela pegou o celular dele e jogou pela janela. Ainda viu de relance que a foto na tela era dos dois juntinhos.

_Escute aqui, imbecil: eu não assino papel nenhum e você agora fala com meu advogado. Prepare o bolso. Quero até o último centavo.

Saiu batendo a porta e teve uma crise de riso no elevador. Foda-se a terapia, foda-se o consolo dos bons amigos. Ela agora era vingança, ganância e sede de viver. Isso merecia um Bloody Mary. Libertador.


*texto de outubro de 2007. Reencontrei por acaso. Minha tia adorou =)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Semana Santa

Paulo Biagi, coordenador do programa Brasil Sem Homofobia, morreu ontem em um acidente perto de Sobradinho, entorno de Brasília. Para fazer uma nota divulgando o ocorrido, fui pesquisar sobre Biagi e achei o site da campanha. Tem um formulário que você pode assinar em apoio ao Projeto de Lei 5003/2001, que torna a discriminação crime. Apoia? Vai lá: http://www.naohomofobia.com.br/

Ando meio cansada das idas e vindas absurdas de Lost, mas o episódio 12 da 5a temporada realmente prendeu minha atenção e fiquei tensa mesmo depois que acabou. O roteiro complicado me cansa um pouco, mas ainda tira meu fôlego.
Medo, medo do Ben. O cara não presta, mas é tão power convincente que lá vai a negada atrás dele de novo. Agora tô esperando o episódio 13, claro.


Chocolate terapia, banho de lua, seriados, sono, sonhos, amigos, família, festas, álcool, frutas, bacalhau, cinema, televisão, conversas, livros, pesquisa médica, possíveis soluções, problemas, descanso e um pouco de trabalho. Sim, foi um ótimo feriado.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Acostumada com os parasitas do trânsito, principalmente numa segunda-feira de manhã, vi um carro à minha frente hoje que dirigia como o meu ideal. Ok, o carro não dirigia, mas todo mundo entendeu. Por coincidência, o tal carro fazia o mesmo percurso que o meu e foi abrindo os caminhos (porque aqui ninguém lembra de não fechar cruzamentos). Maravilhada, pensei: "obrigada, amigo!" e enviei um monte de energias positivas, até me questionar: "Será homem?" Era.

Logo depois, um carro atrapalhava todo mundo fazendo curvas erradas e freando em momentos impróprios. O preconceito provoca: "aposto que é mulher!". Sim. Mas um detalhe mudou tudo para mim: ao lado dela, um cachorro operado. Um simpático rotweiller com aquele imenso cone na cabeça.


Enquanto um homem esperto cruza com destreza as ruas da cidade, uma amiga leva com um cuidado atrapalhado um cachorro para casa. Entre os dois, tô com você, amiga!

A semana começa com uma ótima notícia: Débora Secco está proibida de fazer novelas até 2010! Isso porque a moçoila tá reservada aí pra uma novela mais adiante. Sei que um ano é pouco, mas já é um alívio. A atriz está entre os mistérios do mundo que eu, provavelmente, jamais entenderei. Péssima atriz, papéis chatos, não passa nem perto de ser uma beldade da beleza, incentivando cada vez mais a magreza extrema... Então por que, por qual razão a dona tem espaço na mídia? Vai enterder esse povo brasileiro...


E por falar em novela...
No Brasil, é cult ver seriados gringos, mas é brega ver novela. Quando entrei na faculdade de Comunicação, morria de medo de falar de gosto de novela. Mas logo tomei coragem e assumi que sim, eu adoro um bom folhetim. Mamãe, que é doutora em Artes, defende a novela e fala que é seu o momento de higiene mental.
É graças à Caminho das Índias que me sinto mais participante da sociedade. Depois de muito tempo excluída por não ver Duas Caras, A Favorita e Big Brother, voltei a opinar nas rodinhas de conversa quando Raj e Maya entraram no ar. Não adianta nada saber de política e economia quando não se faz idéia do que é uma firang.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Volts

Eu ouço muito o que os outros me dizem sobre mim. Ultimamente, ainda mais.
Um amigo me disse que reclamo muito da vida e é verdade. Por isso deletei o que tinha escrito aqui antes.
O outro me disse que eu sou muito tensa, "travada, né?". E eu queria ter dito que sim, eu sou, mas ele também força a barra. Não é todo mundo que gosta de falar sacanagens no msn, dá licença?! Eu sou tensa em um monte de coisas necessárias ou não, e meu exercício diário é tentar equilibrar isso. Minha mãe já me disse com uma cara muito séria: "Você É tensa". Tenho dificuldade pra deitar e dormir, embora praticamente desmaie de sono em lugares impróprios. Eu destruo meus dentes e mandíbula com a tensão e mantenho a cara de paz e amor. Mal respiro quando tenho um problema, mas sou desleixada com casa, quarto, cabelo...
Aí por causa do outro, fui perdir a opinião de um amigo:
_Você me acha tensa?
_Não, você é bem relax. Não tanto quanto eu, mas quase no meu nível.
_Ih, isso não me parece bom...
_Tá me tirando, Agatha?! Ser relax é muito bom. Então é bom você ser assim.
E agora eu não sei mais nada.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Plano


Um avião que a poucos metros da entrada do shopping. Pessoas a poucos passos. Vidas salvas por um triz tão pequeno que só pode ser milagre. Minha cidade na rota da loucura global de aviões sequestrados. Podia ter sido pior, mas foi grave o suficiente para assustar.

Como parte da imprensa goiana, quero dizer que não estou perseguindo Érika Mota, mãe de Penélope e viúva de Kléber, personagens da tragédia que deixou todo mundo aqui com a aterrorizada e incrédula cara de "como assim?!". Nas notas que divulguei sobre o caso, procurei manter o respeito à família e ao público que procurava informação, e não espetáculo.
Questiono sempre o papel da imprensa e muitas vezes tenho vergonha do que publicam por aí e, principalmente, por aqui. Vergonha imensa da falta de noção e vergonha na cara. Eu estudei jornalismo, ponto pra mim. Eu penso antes de falar, outro ponto. Eu penso muito antes de passar uma informação para o público. Seria uma vitória se isso contasse alguma coisa... enfim.
Nos dias depois da tragédia, sigo as notícias de investigação do caso porque, é claro, queremos a falsa segurança de isso não pode acontecer de novo. Diferente dos abutres, faço parte do grupo que não gostou da notítica quente que colocou Goiânia em destaque no mundo todo. Com o acidente e cada detalhe que descobrimos, ficamos tristes e assustados.
ps: Cacau, eu sei que você não estava me acusando. Seu texto só me inspirou a escrever esse.